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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Café Jacu ou Jacu Bird Coffee


Gente nunca é tarde para observar e amar os animais (répteis, peixes, aves, mamíferos, sem preconceito...). É moda. Eu estou até querendo contratar um olheiro pra descobrir um destes nichos pra mim (RsRsRs). Vejam só: tem o café Kopi Luwak, originário da Indonésia, recolhido das fezes do gato; os grãos de café cuspidos pelos macacos, das montanhas de Taiwan; e agora o Jacu Bird Coffe, bebida preparada com grãos que já passaram pelo sistema digestivo do jacú. Uma história que vale à pena conhecer.



O Armazém Café
Café Jacu: uma bebida pra lá de curiosa
Heloisa Pedrosa Máxima Comunicação - 01/04/2009)

Por curiosidade, o pessoal tem vindo experimentar. É um café exótico e todos que provam dizem que valeu a pena”. É assim que Cristina Rodrigues Maulaz, proprietária do “O Armazém Café”, explica a procura dos londrinenses pelo Café Jacu ou Jacu Bird Coffee. No estabelecimento, essa bebida é a grande novidade e também motivo de muitas piadinhas.

Tanto “frisson” explica-se pelo fato de que o Café Jacu passa por uma etapa em seu processo de produção que os outros cafés não passam: o sistema digestivo do pássaro Jacu. A ave, que dá nome à bebida, come os frutos mais doces do cafezal. Algum tempo depois o pássaro defeca e, nas fezes, os grãos que serão utilizados para fazer o café encontram-se inteiros. Aí então, os grãos em meio às fezes são lavados, postos para secar e beneficiados. É essa fase da fabricação que diferencia o Jacu Bird Coffee dos demais cafés especiais.

Um café para ser considerado gourmet (ou especial), segue uma série de padrões diferenciados durante a produção (que vão desde o tipo de solo até a espécie dos grãos). O Café Jacu, além de ser gourmet depende também da “ajuda” do pássaro durante a produção e, por isso, é mais caro.

No Armazém Café, uma xícara do expresso dessa variedade custa dez reais. Se o cliente quiser adquirir o café moído é necessário fazer uma encomenda e um quilo do produto custa em torno de 270 reais.

Por ser uma bebida de preço elevado e de certo modo rara, o Café Jacu deve ser apreciado, segundo Cristina Maulaz, sem açúcar para sentir todo seu sabor. Quanto ao paladar, o estudante de direito Estevan Pietro, um apreciador de café, definiu o gosto da bebida. “É um café que não tem parâmetro de comparação com outro, é suave e não deixa de ter corpo, tem um after taste [aquele gostinho que fica na boca] muito bom, me lembra uma espécie de mel”, explica.

A doçura é mesmo um aspecto destacado pela maioria das pessoas que experimentam o Café Jacu. Roberta Nunes, jornalista e comerciante, provou a bebida por curiosidade e acabou gostando. “Não gosto de café expresso, mas esse tomo até sem açúcar”, elogia.

Um café criado por coincidência
O Café Jacu é um produto tipicamente brasileiro, produzido no Espírito Santo e exportado para diversos países no mundo. A história de sua criação é um tanto curiosa. De acordo com Cristina Maulaz, o proprietário da fazenda Camocim, Henrique Sloper, cultivava cafés especiais orgânicos e os Jacus eram uma praga no cafezal. Irritado com a situação, o proprietário chegou a pedir autorização do Ibama para matar os pássaros.

Nesse meio-tempo, ouviu falar de um café produzido na região da Indonésia, o kopi luwak, que passa pelo intestino de um felino. Foi daí que surgiu a idéia de aproveitar de forma similar o pássaro Jacu para a produção de um novo café. “A partir de então o dono da fazenda Camocim não quis mais matar o Jacu”, brinca Maulaz.



Café Jacu ou Jacu Bird Coffee
O Jacu Bird Coffe foi analisado, provado por especialistas e já virou matéria do Globo Rural.

Henrique Sloper de Araújo dono da fazenda Camocim (a pouco mais de 10 quilômetros de Venda Nova do Imigrantes na região de montanhas do Espírito Santo) investiu muito na produção, modernizando sua fazenda, com a cultura sendo feita a 1200 metros de altura, onde logo que se iniciaram as colheitas, verificaram que o jacu, uma ave típica brasileira, estava atacando a plantação para comer os grãos, depois defecando em torno do lugar.

O fazendeiro chegou a pedir autorização para eliminar os pássaros que estavam atacando os pés de café. No entanto, ao colher as fezes do bicho, verificou que os grãos saiam inteiros e não havia cheiro naquilo. Lembraram-se então do café de Sumatra que é colhido das feses dos gatos locais e resolveram aproveitar para uma experiência. O resultado foi excepcional e após testado no Centro de Preparação de Café do Sindicato da Cafeicultura de São Paulo pela doutora Eliana Almeida (engenheira de alimentos e jurada de concursos de café): “É raro você comprar um café com esta complexidade, com esta leveza, este café parece um licor. O gosto que fica depois é mais leve. Eu daria uns 90.” (a nota máxima é 100).

A produção, equivalente a 1% de todo café produzido na Fazenda Camocim, chamou atenção de cafeterias gourmet pelo mundo, que compram tudo o que estiver disponível. Só no final de 2008 é que Sloper começou a comercializar parte desta produção por aqui. Quem tiver interesse encontra o grão e o pó na cafeteria Grão em Grão (Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 766, tel. 2255-5611), em embalagens de 250 gramas a R$ 70,00.

Sobre o Café do Jacú:
1- Café do Jacu, caro e exótico
Em Domingos Martins, café feito com sementes ingeridas pelo pássaro jacu é vendido a cerca de R$ 240,00 o quilo. A primeira produção do Café do Jacu ocorreu em 2006, com poucos quilos. Em 2008, atingiu cerca de 150 quilos. Agora. O preço? Quem dá é o produtor, que só vende quando encontra alguém que pague o valor que ele quer.

2- Café jacu: café especial













O filme “Antes de Partir” mostra um milionário sistemático que aprecia um café muito especial e se admira quando sabe por um colega de quarto de hospital a sua origem: “Kopi Luwak que é o café mais caro do mundo. No povoado de Sumatra onde os grãos são cultivados existem os gatos de algalha. Esses gatos comem os grãos, ingerem e depois defecam. Os aldeões coletam e processam as fezes. É a combinação de grãos e sucos gástricos destes gatos que dá ao Kopi Luwak o sabor e aroma que são únicos”.

O café é o Kopi Luwak e o animal envolvido é um tipo de gato. O café que ele come acaba saindo no estrume. E este café agora tem a ver com uma realidade do Espírito Santo.

A Pedra Azul é um marco da região de montanhas do Espírito Santo onde vem se aprimorando ano a ano a produção de cafés especiais. E uma fazendo perto do pé da pedra tem uma novidade.

Venda Nova do Imigrantes tem marcado a presença italiana que cultua bastante as tradições culturais com origem na Europa.

Fazenda Camocim fica a pouco mais de 10 quilômetros de Venda Nova, ainda que esteja no município de Domingos Martins. São cerca de 300 hectares de café e eucalipto, com boa parte da área ainda mato. A fazenda é cercada por várias matas, mata virgem e o jacu começou a migrar para comer o café e ia começar a dar prejuízo. Aí a gente chegou a pedir autorização para com eses jacus. Daí veio a notícia do café da Sumatra. Dái a a gente pegou o café de jacu fez um teste deu certo.

2 comentários:

  1. Olá, Beth! Aproveitando o assunto sobre cafés especiais, queria lhe perguntar se conhece bons gourmets do Espírito Santo, que sejam "compráveis" por internet.
    De outro assunto: como funciona essa parte "amigos do café" que você tem em seu blog? Achei-a muito interessante. E obrigado por me incluir nela. Caso possa me responder e prefira fazê-lo por e-mail, paulohquintana@yahoo.com.br é o meu. Um abraço,
    Paulo

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  2. Paulo eu sou apenas uma apreciadora do café...
    Tenho em minha casa uma cafeteira espresso e cappuccino 15bar (2xic.), mas o pó de café que uso nela vem do Paraná porque aqui onde moro (MS) eu encontrei dificuldade de acesso a algo equivalente.
    O café do dia a dia mesmo, este está em fase de readaptação. Eu fiz uso de uma mesma marca de café por uns 10 anos e como mudei de cidade estou experimentando novas marcas.
    Eu citei o apreciecafe no "Tudo Junto e Misturado" q traz blogs meus e de terceiros, pois gostei da forma como vc aborda os temas em suas postagens. A parte AMIGOS DO CAFÉ é para aqueles que optam em clicar na caixa: SEGUIR, ou seja para os seguidores do meu Blog.
    Agora, sobre os cafés gourmets do Espírito Santo(2º maior produtor de café nacional) eu ainda não tenho algo efetivo q possa te responder. Vejo falar da qualidade do Café das Montanhas (arábica) e do Conilon Capixaba Robusta (Conilon), mas ainda não efetuei compra alguma pela internet.
    Fique a vontade para voltar e deixar seu comentário.
    Abçs!

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