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domingo, 14 de abril de 2013

Dia Internacional do Café


Domingo, 14 de abril, é o Dia Internacional do Café. Comemore, fazendo do preparo e consumo de uma xícara de café um maravilhoso ritual de aroma, sabor e prazer.

Maior produtor e exportador de café do mundo, e segundo maior mercado consumidor, o Brasil não poderia ficar de fora das comemorações do Dia Internacional do Café, no próximo domingo, 14 de abril. Exatamente por isso a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) está convocando as indústrias, cafeicultores, cooperativas, exportadores, varejo, supermercadistas, cafeterias, imprensa e todos os consumidores para celebrar a data com uma deliciosa xícara de café, não importa a forma de preparo: na cafeteira elétrica, no filtro de papel, no coador de pano, em cápsulas ou sachê, na prensa francesa, puro ou com leite, ou mesmo como ingrediente de saborosos drinques, alcoólicos ou não.



O café é um dos produtos básicos que mais se negociam no mundo todo, sendo produzido em mais de 60 países, proporcionado o sustento para mais de 125 milhões de pessoas e sendo particularmente importante para os pequenos cafeicultores, que são os responsáveis pela maior parte da produção. De acordo com a Organização Internacional do Café (OIC), entre os consumidores, o café é uma bebida universalmente popular: mais de 600 bilhões de xícaras são consumidas todos os anos.

Além da comemoração internacional, o Brasil também possui a sua própria data para homenagear essa bebida milenar: 24 de maio, Dia Nacional do Café, que foi incorporada em 2005, por sugestão da ABIC, ao Calendário Brasileiro de Eventos. Em ambas as datas, a ABIC estimula que as cafeterias e demais pontos de consumo promovam atividades diferenciadas, assim como incentiva os industriais e o varejo, principalmente o supermercadista, a realizarem ações compartilhadas, como uma decoração especial nos pontos de venda, distribuição de brindes e lançamento de produtos superiores ou gourmet, em embalagens sofisticadas e diferenciadas. Estas ações coincidem com o início do período de maior venda e consumo de café, que são justamente os meses do Outono e Inverno.

Puro e gostoso
Em suas campanhas junto aos associados e ao mercado, a ABIC vai, mais uma vez, reforçar a importância do seu Selo de Pureza, que garante isenção de adulterações, e das suas certificações para os cafés de qualidade nas categorias Tradicional, Superior e Gourmet e para os cafés sustentáveis. “Todos têm o direito de tomar um café puro e gostoso”, frisa Américo Sato, presidente da entidade. E os selos da ABIC estampados nas embalagens das marcas que são monitoradas e analisadas periodicamente, são aliados dos consumidores e garantia de produtos seguros.

Consumido diariamente e em doses moderadas (de três a quatro xícaras ao longo do dia), o café é uma bebida que dá energia e disposição, sendo ainda um momento prazeroso e reconfortante. O café também faz bem à saúde, podendo contribuir na prevenção de várias doenças, como diabetes do adulto, câncer de cólon, de fígado e de mama, e doença de Parkinson entre outras.

Todos esses benefícios fazem do café uma grande paixão entre os brasileiros, que a cada ano tanto consomem mais quanto diversificam a forma de prepará-la, em casa ou nos escritórios, passando a saborear ao longo do dia cafés puro ou com leite, ‘espresso’ e cappuccinos, além de outros diversos drinques.

Essa paixão dos brasileiros por café é comprovada pela demanda crescente do produto. Em 2012, conforme levantamento feito anualmente pela ABIC, o consumo interno foi de 20,33 milhões de sacas, um crescimento de 3,09% em relação ao período anterior, que havia sido de 19,72 milhões de sacas. Em volume, o Brasil só é superado pelos Estados Unidos, que é o maior mercado consumidor mundial.

Já o consumo per capita foi de 4,98 kg de café torrado – o maior já registrado, superando o de 1965, apurado pelo extinto IBC – Instituto Brasileiro do Café, que foi de 4,72 kg. São quase 83 litros de café para cada brasileiro, por ano. O consumo per capita brasileiro continua sendo maior que os da Itália, da França e dos EUA, mas os campeões ainda são os países nórdicos, como Finlândia, Noruega e Dinamarca.

Fazer café não é difícil, mas algumas dicas ajudam a extrair o máximo de aroma e sabor

1) Como comprar:

O café é um produto que absorve odores. Por isso, quando for ao mercado só compre se o café estiver longe de produtos de limpeza e de higiene. Depois, coloque-o em sacola separado das demais compras.


A embalagem mais tradicional é a chamada almofada (saco). O prazo de validade do café é de responsabilidade do fabricante Café recém-torrado tem mais sabor.

Vem crescendo também o uso de embalagens a vácuo (semelhante a um tijolo), um processo de embalar o café através da retirada do oxigênio. A vantagem é que tem validade mais longa, de 12 a 18 meses.

Existem outros tipos de embalagem que preservam o café por 12 meses. São aquelas que têm válvula aromática e as que têm gás inerte, normalmente nitrogênio em seu interior. Nesses dois casos, o ar interno é removido e isto ajuda a preservar o aroma e o sabor por muito tempo.

Ao comprar, verifique o prazo de validade. Muitas embalagens já trazem também informações como a origem do grão (em que região foi plantado), se a torra é clara, média ou escura.

Se você toma pouco café em casa, adquira embalagens menores, de 250 gramas. O café, em contato com o ar, oxida e perde o aroma e sabor. É melhor comprar vários pacotes menores e ir abrindo conforme a necessidade, do que comprar embalagens maiores, de 500 gramas, achando que assim está economizando. 

2) Em casa:

Guarde o pacote de café na despensa, bem longe do armário de produtos de limpeza e de higiene.
Depois de aberta, guarde a embalagem ou transfira o pó para um pote ou uma lata, que seja hermeticamente fechado, e coloque preferencialmente na geladeira. O pote tem que estar muito bem fechado para não entrar ar e, no caso da geladeira, para o café não entrar em contato com a umidade e o pó não adquirir os odores dos outros produtos e alimentos lá guardados.
O pote deve ser de uso exclusivo do café. Quando for repor o produto, lembre-se de lavá-lo e mantê-lo limpo e livre do pó anterior. Evite misturar o final de um pó de café com um novo.
O ideal é consumir o café até duas ou no máximo três semanas após aberto.

3) Cuidados

Use sempre água filtrada no preparo do café. 



Nunca ferva a água.
Nunca reaproveite o pó de café usado, chamado de borra. Jogue fora (ou aproveite para colocar nas plantas e assim combater a dengue).
Como o café é um produto que absorve qualquer odor ou perfume, só use detergente neutro para lavar todos os utensílios: chaleira, jarra de vidro, bule, porta-filtro, garrafa térmica, canecas e xícaras.
Para garantir um café bem quentinho, escalde as xícaras com água fervente antes de servir.
Nos dias mais frios, escalde o próprio bule ou recipiente antes de passar o café.
Escalde também a garrafa térmica, que deve ser de uso exclusivo para café. E lembre-se: NUNCA adoce o café e só o mantenha na garrafa térmica por no máximo 1 hora – depois disso ele fica com gosto de requentado e perde todo o sabor.
Só adoce o café na xícara, na hora que for bebê-lo.
Faça o café na quantidade ideal para o número de pessoas que vai consumi-lo. Assim, além de ter sempre um cafezinho muito gostoso, você ainda economiza e não desperdiça, jogando o café no ralo.
NUNCA requente o café.

4) Qual o melhor café?

O melhor café é aquele que a pessoa mais gosta. Existem cafés para todos os gostos e bolsos.
Uma boa forma de descobrir qual o melhor café é fazer um teste comparativo. Compre duas embalagens pequenas de duas marcas diferentes. Prepare os dois simultaneamente. Coloque um em cada xícara e primeiro sinta o aroma, aproximando o nariz na borda. Em seguida, prove o primeiro e sinta o paladar, o corpo. Depois tome um gole de água (para limpar a boca), e experimente a segunda xícara e compare os dois.
Assim fica muito fácil você descobrir qual é o café que mais lhe agrada e você pode descobrir ainda se gosta de café com torra mais escura, ou com torra mais clara; se gosta de café mais encorpado ou menos encorpado, e assim por diante.

5) Preparo do café



Medidas (independente se coado ou filtrado):
Para um pó de café com torra média use entre 6 e 8 colheres de sopa rasas para 1 litro de água (isso dá para fazer 20 xícaras – se for fazer para 4 pessoas, use 3 colheres e 250 ml de água).
Para um pó de café com torra escura use entre 5 e 6 colheres de sopa rasas para1 litro de água
Coloque o pó no coador ou filtro uniformemente e não compacte ou aperte a camada de café.
Comece molhando o café pelas beiradas. Depois, despeje a água lentamente, em fio, bem no centro. Não mexa com a colher.

6) Preparo no Coador de Pano 

É a forma de preparo mais tradicional no Brasil e resulta em uma bebida suave
Se o coador for novo, ferva-o em água com borra de café antes do primeiro uso.
Lave o coador de pano após o uso apenas com água
Guarde-o dentro da água, em pote fechado, preferencialmente na geladeira.
Troque o coador de pano pelo menos a cada 3 meses.
Nesse método, o café também pode ser misturado na água quente e posteriormente passado no coador. 

7) Preparo no Filtro de Papel 

Nesse método, obtém-se uma bebida mais encorpada.
Atenção: o filtro de papel deve ser do mesmo tamanho do porta-filtro.
O filtro de papel é descartável. Não reaprocveite

8) Reparo do Café Solúvel

O café solúvel é prático e não requer nenhum equipamento. Basta adicionar água quente (ou leite quente) ao pó.

9) Preparo na Cafeteira Italiana

Nesse equipamento, obtém-se um café cremoso e com aroma mais intenso e encorpado. Atenção: esta cafeteira exige um café com moagem mais grossa.
Fazer o café nesta cafeteira é simples. Coloca-se água no reservatório inferior e o pó de café no porta-filtro, fecha-se a cafeteira e a leve direto ao fogo. 

10) Preparo na Cafeteira Elétrica

Muito prática. A própria cafeteira aquece a água até a temperatura certa, que passa pelo filtro onde está o pó.

11) Preparo na Prensa Francesa (French Press)


Além de prática, se destaca pela mobilidade.
Utiliza um êmbolo para separar a borra. Basta colocar o pó (que deve ser moído grosso), acrescentar a água quente e empurrar o êmbolo bem próximo do café. Deixe descansar por 4 ou 5 minutos. Empurre o embolo até o final – o café filtrado sobe e os resíduos ficam ao fundo.

12) Preparo do Café Turco

Nesse método o café não é filtrado, mas é bebido com o pó de café que deve ter moagem bem fina.

Mistura-se água, pó e açúcar no ibriq, um bule de metal com cabo comprido. Leva-se ao fogo por três vezes e ao final, antes de servir, adiciona-se o cardamomo.



Fontes:

ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café
CPC – Centro de Preparação de Café do Sindicafé – SP

http://www.folhadecampinas.com.br/portal/2013/04/domingo-14-de-abril-e-o-dia-internacional-do-cafe/

sábado, 6 de abril de 2013

CANECA DIVERTIDA – CANECAS TERMOAPAIXONANTES

 

Elas existem aos montes, mas a dinâmica é a mesma: mudam de aparência quando entram em contato com líquido quente. Estou falando das canecas termográficas que, além de divertidas, quebram a mesmice do dia a dia. Já mostramos duas delas aqui (Pac-Man) e aqui (Morning Mug). Mas, gostamos tanto que não resistimos e selecionamos mais algumas!
CANECA6   CANECA DIVERTIDA #17 – CANECAS TERMOAPAIXONANTES

Pixel Heart – A porcelana traz um coração ao estilo geek de 8 bits vazio e sem vida. Ao preparar aquele café quentinho e completar a caneca, ele muda e fica vermelho e cheio de energia.
A porcelana custa US$11,99 (cerca de R$25) e comporta 378ml de café. Apaixonou pelo coração? Clique aqui para comprar.

CANECA5   CANECA DIVERTIDA #17 – CANECAS TERMOAPAIXONANTES



Battery Mug – Se sua energia está se esgotando, a solução é beber café! Essa caneca pode ser perfeita para essa ocasião. A proposta dela é imitar o mostrador de bateria de seu celular, para que você fique sabendo quando está na hora de “recarregar”. Nada de tomadas, ligue-se na cafeína!
A caneca comporta cerca de 295ml de café quente e está disponível para compra aqui por US$14,99 (cerca de R$31).

CANECA3   CANECA DIVERTIDA #17 – CANECAS TERMOAPAIXONANTES


Tank-up – Você considera o café um líquido que faz seu “motor” funcionar? Então, seu caso com a bebida é ainda mais sério e esta caneca é para você! Saiba sempre quando é a hora de parar tudo aquilo que você está fazendo para “encher o tanque”. Rodar por aí sem combustível pode ser arriscado… A caneca também custa US$11,99 (cerca de R$25) e está disponível aqui. Assim como a “Battery Mug”, ela comporta cerca de 295ml de cafezinho quente e delicioso.

Se você está colecionando estas belezinhas, vale lembrar que as canecas termográficas só devem ser lavadas a mão. Máquina de lavar louças podem danificar a tinta e o material.

fonte

http://www.mexidodeideias.com.br/index.php/curiosidades/caneca-divetida-17-canecas-termoapaixonantes
 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Café com Sal

Tendência oriental ainda encontra resistência no ocidente, mas é uma aposta recente em busca de diferentes experiências
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A busca pela potencialização do sabor do café deu corpo à moda do café salgado em taiwan. no ocidente, esse tipo de combinação pode fazer muita gente torcer o nariz, mas é uma aposta recente em busca de diferentes experiências.
Hoje, toda vez que bebo o café salgado, eu penso na minha infância, na minha cidade natal. A frase, do conto Café Salgado, da escritora Shimada Coelho (www.shimadacoelho.blogspot. com), mostra algo que, à primeira vista, parece inusitado. Um café temperado com sal? No mundo, o café é conhecido por ser degustado puro ou com açúcar – ou adoçante, para quem quer uma bebida com menos calorias.
E seus acompanhamentos seguem a mesma linha: petits-fours, bolachas, chocolates. Tudo liga a bebida a toques mais doces, característica do paladar ocidental quando o assunto é café.
 
No entanto, em alguns lugares parece que a bebida do conto de Shimada ganhou adeptos. Em Taiwan, conhecida por uma gastronomia um tanto quanto exótica – insetos são servidos como petiscos, por exemplo –, tomar café salgado virou moda. A onda surgiu na rede de cafés 85ºC Bakery Cafe, a mais popular da região, que hoje tem o produto como o mais vendido da casa. Para esse povo – que tem o hábito de jogar sal nas frutas para destacar sua doçura e como traço marcante a mistura de sabores –, o novo ingrediente não parece nenhuma grande inovação no Oriente. Segundo os especialistas locais, o segredo do sucesso é a sequência de sabores que a bebida proporciona.
O sal aflora os sentidos e em seguida as papilas gustativas sentem o gosto adocicado do café.
Marcia Yoko Shimosaka, degustadora de cafés da AMSH Consultoria, esteve em Taiwan e conheceu o novo produto. Segundo ela, a ideia foi bastante divulgada pelo mundo, mas o próprio taiwanês não conhecia a nova combinação. No entanto, acha difícil que isso seja bem-aceito em outros países. Márcia teve oportunidade de provar o café salgado e conta que a sensação não foi muito agradável. “A mistura é exótica, o gosto é inexplicável. Mas não consegui dar dois goles na bebida. O cheiro do sal marinho se sobrepõe ao aroma do café.” O sal é acrescentado ao café em forma de creme, semelhante ao leite vaporizado.
“Não acredito que essa prática obtenha sucesso em outros países.” A opinião é compartilhada pela barista Isabela Raposeiras. “Acho que as pessoas vão poder entender que o café é um produto mais abrangente do que se acredita, mas ainda aposto que a cultura brasileira de café com bolo de fubá, por exemplo, será sempre mais forte. Acredito que a bebida combinada com temperos e sal, ainda por algum tempo, será uma ousadia de pessoas ligadas à gastronomia contemporânea e baristas com uma formação técnica mais profunda.”
A não ser que seja um caldo ou uma receita de comida com café, Isabela não acha que adoçar a bebida com sal seja uma combinação bem-sucedida. “Assim como também não gosto do resultado sensorial do café adoçado com o próprio açúcar. As situações felizes sensorialmente são harmonizações de café com comidas salgadas ou uso da bebida como ingrediente em receitas nas quais pode ser o fator principal ou um dos temperos que as compõem.”
MAS, POR QUE NÃO?
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Um café normalmente pede um acompanhamento. No Brasil, se você vai a uma cafeteria, não espere que lhe sirvam a bebida com um pequeno salgado. Por uma questão cultural o café vem acompanhado de minibolo, petitfour, bolachinha ou até mesmo chocolate. Mas segundo Isabela Raposeiras, o ator coadjuvante poderia ser sim um salgado. “Infelizmente hoje no Brasil é difícil alguém servir café com acompanhamentos salgados. Sempre defendi essa combinação pelo efeito que eles causam na percepção da doçura natural do café. Hoje em dia, as pessoas comem algo doce antes ou durante o café, e, consequentemente, essa percepção fica rebaixada. Se o acompanhamento for levemente salgado, a doçura do café fica relativamente maior.”
Abraçar o paladar adocicado, no caso do café, é algo fortemente visto no Brasil e também lá fora. “Os doces e a pâtisserie ainda continuam mais fortes na combinação com café”, explica
Isabela. Segundo a especialista, tudo é uma questão de harmonização. “O grande segredo é combinar um determinado café com algumas comidas, como se faz com vinhos. Isso inclui grãos diferentes, métodos de preparo, tipos de torra, entre outros. Da mesma forma que fazemos com qualquer comida e bebida, podemos harmonizar café por semelhança ou contraste, dependendo do resultado sensorial que se queira obter.”
Um dos grandes “companheiros” de um bom café, na visão da barista, é o queijo, além de carnes em geral. Uma experiência muito interessante é a de um espresso acompanhado de um pequeno pedaço de mussarela de búfala, por exemplo. Mas Isabela prefere usar o café como ingrediente na gastronomia: “Gosto muito também dos peixes mais gordos em algumas combinações com café. Se bem montada, essa harmonização pode ser muito feliz. A maneira mais fácil de não errar nas misturas é usar lácteos. Eles equilibram algumas tendências agressivas de determinadas combinações. Gosto mais de me aventurar em áreas menos óbvias, por isso uso o café na gastronomia como ingrediente. Ele é mais rico se usado em pratos salgados como parte dele do que se tentarmos apenas uma harmonização”.
Mas por que não experimentar uma combinação diferente? Tudo bem, o café com sal de Taiwan pode ser algo muito exótico, mas por curiosidade experimente a sugestão de Isabela em casa: “Nada mais maravilhoso do que um encorpado, doce e aromático espresso acompanhado por uma bela lasca de queijo Grana Padano.” Chame os amigos e faça um convite aos novos sabores!
 
fonte
 

Adoçar ou não adoçar: eis a questão!


Adicionar açúcar ao café pode mudar o sabor da bebida? Apresentamos opiniões sobre o assunto e ajudamos você a entender porque experimentar novos hábitos...

O consumo de cafés no Brasil vem crescendo anualmente. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), entre novembro e outubro de 2010 houve um aumento de mais de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A melhoria da qualidade dos cafés oferecidos à população e a consolidação do mercado de cafés gourmet são alguns dos fatores que influenciam esse aumento. A ABIC estima que este segmento apresente taxas de crescimento de 15% a 20% ao ano.

Desde que o conceito de cafés gourmet começou a ser difundido no país, há cerca de quinze anos, os especialistas em café se esforçam na tentativa de disseminar o hábito de não adoçar o café. Mas as opiniões sobre este assunto são divergentes e a maioria ainda torce o nariz quando é convidada a provar a bebida pura, ou seja, sem açúcar.

Por isso, a Espresso resolveu desvendar este mistério de uma vez por todas. Afinal, por que os conhecedores da bebida insistem em dizer que o certo é tomar o café sem adoçá-lo? Antes de ouvir algumas opiniões, vale ressaltar que o amargor da bebida, geralmente atribuído à presença da cafeína, não é tão marcante em todo e qualquer cafezinho como se imagina. Isto porque, nos cafés gourmet, o corpo, a acidez e a doçura ficam evidentes. Daí vem a premissa de que este tipo de café pode ser apreciado com ou sem açúcar.

O AÇÚCAR PELO MUNDO 

Até hoje, em algumas regiões do Sul da Itália, país berço do espresso, todo o café costuma ser servido com açúcar. Conversando com o atual barista campeão italiano, Francesco Sanapo, confirmamos este hábito. Segundo ele, ali a torra é mais escura, o que ressalta nitidamente o amargor do café. Por isso, os italianos sulistas geralmente servem a bebida com açúcar.

Mas isso não influencia a opinião de Francesco, que diz não incentivar o açúcar. “Gostaria que todos, pelo menos uma vez na vida, experimentassem o café sem açúcar. Afinal, só assim é possível conhecer o aroma e o sabor real do fruto dos cafezais.” Ele reafirma que ”il caffè buono è già dolce di suo”, ou seja, os bons cafés já são doces por si só.

Voltando às terras brasileiras, onde o consumo de café adoçado também é comum, conversamos com o barista Fernando Santana, da Doce Arte Café, de Socorro (SP). Ele conta que a maioria de seus clientes pede açúcar ou adoçante ao receber seu café. Mas, assim como o colega italiano, Fernando instiga seus clientes a experimentarem a bebida pura. “Explico que o café servido aqui é especial, com uma torra média que deixa transparecer melhor as características sensoriais do café”, completa.

Assim, quem chega à cafeteria do interior paulista é convidado a tomar o primeiro gole de café sem açúcar. “A maioria fica surpresa com o sabor e a doçura do café.” Fernando lembra o caso de um de seus clientes assíduos da cafeteria. “Toda manhã ele chegava e me pedia um ‘carioca’. Até que ofereci um café curto e sem açúcar. O primeiro gole foi seguido de uma careta. Mas, agora, ele já adora e não adoça mais.” O barista contou que, depois disso, o cliente virou o “mascote” da cafeteria. “Se ele vê alguém adoçando o café, vai até a mesa e tenta convencer a pessoa a provar a bebida ao natural.”

Seja com o sem açúcar, cada apreciador deve buscar a forma que lhe dá mais prazer ao beber o café. Sem ditar regras ou hábitos, os incentivadores do café sem açúcar – como nós da Espresso – procuram indicar a todos uma nova experiência. Mas que seja prazerosa. Se não for, o açúcar continuará sendo um bom companheiro.

QUER COM AÇÚCAR? CONHEÇA OS PRINCIPAIS TIPOS

1. AÇÚCAR DEMERARA

Granulado e de coloração amarela, possui alto teor de melaço em sua composição. Como não recebe aditivos químicos, apresenta valores nutricionais semelhantes aos do açúcar mascavo.

2. ASPARTAME

Não é açúcar, mas o resultado da combinação do ácido aspártico com a fenilalanina. Útil para pessoas com diabetes ou para quem precisa restringir o consumo de açúcar.

3. AÇÚCAR REFINADO

Passa pela etapa de refinamento com aditivos químicos como o enxofre, que tornam o produto com granulometria fina e brancura excelente. O ruim é que esse processo retira vitaminas e minerais, deixando apenas calorias sem nutrientes.

4. AÇÚCAR CRISTALIZADO

Granulado, puro, sem corantes, umidade ou empedramento. Com cristais bem definidos e granulometria homogênea.

5. AÇÚCAR ORGÂNICO

De granulação uniforme, pode ser encontrado na versão clara e dourada. Em sua produção, todos os fertilizantes químicos são substituídos por um sistema integrado de nutrição orgânica.

6. AÇÚCAR MASCAVO

É o bruto, extraído depois do cozimento do caldo de cana. Sua coloração é variável entre o caramelo e o marrom. Como não passa pela etapa de refinamento, conserva cálcio, ferro, magnésio e potássio.

7. AÇÚCAR BIODINÂMICO

Na produção deste açúcar são utilizadas substâncias altamente diluídas durante o plantio, para vitalizar as plantas e estimular seu crescimento. Ela também segue um calendário astral, com atenção à disposição da lua e dos planetas.

Fonte: Dra. Maria Del Rosario, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).



Chemex – café coado de forma diferente



O nome pode ser diferente, mas a base da técnica é a mesma usada pela sua vovó. Assim como a Hario V60 (que já falei aqui), a Chemex faz o café coado de uma forma diferente. Seu filtro de papel grosso é dobrado em forma de cone que, depois de encaixado na garrafa e aberto, forma uma parede tripla em um dos lados. Este é o detalhe que faz toda a diferença!



De acordo com especialistas, o café fica mais leve e não apresenta nenhum tipo de resíduo. Usando o termo técnico, a xícara fica limpa. Aquele pozinho que às vezes passa pelos filtros de papel convencionais desaparece. Quando tive oportunidade, provei para me certificar de que era tudo aquilo mesmo e era! O paladar não identifica pó de café e se concentra somente no sabor. Infelizmente, não se encontra café feito na Chemex com tanta facilidade. Quando a encontra em algumas cafeterias, o preço da xícara ainda é um pouco salgado.

Por ser uma técnica pouco utilizada e conhecida aqui no Brasil, muitas pessoas acreditam que ela é novidade/inovação, mas não é. A chemex foi criada em 1941 nos Estados Unidos por um químico alemão, o senhor Peter J. Schlumbohm. Já faz um tempinho, não acham?

Eu já havia a encontrado em uma época que nem dava muita importância para o café, há 5 anos. Foi durante um inverno de Nova York, de Nova Jersey para ser mais exata, que eu a vi pela primeira vez.

Uma amiga francesa especialista em cafés, Genevieve Kappler, preparou a bebida na garrafa diferente e me ofereceu. Estranhei, aceitei, experimentei, gostei e esqueci. Tempos depois eu vi a mesma garrafa em um episódio do seriado norte americano Friends. Neste vídeo divertido, Rachel fica feliz ao descobrir que conseguia fazer café (ou pelo menos ela achou que sim). Nunca dei atenção para a tal garrafa diferente até outubro de 2011, quando me apresentaram novas formas de se fazer e pensar o café coado.

Para os curiosos de plantão, confira os vídeos abaixo que mostram esta belezinha fazendo café na prática.

 


 FONTE

http://www.mexidodeideias.com.br/index.php/curiosidades/chemex-cafe-coado-de-forma-diferente
 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Dose Única - Café em Sachê



Dose Única - Café em Sachê

Não encontrei mais informações sobre este café, mas achei interessante a proposta.