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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Cafeteira Napolitana


A cafeteira napolitana (em Nápoles chamada de “cuccumella”) produz um café de corpo leve e sabor intenso. Preparar um café com ela significa reproduzir um ritual doméstico lento e celebrado por muitos napolitanos ilustres.



Como preparar um café napolitano com perfeição:
Calcule de 5 a 6 gramas de café por xícara. A moagem do pó de café deverá ser média. Coloque o café no compartimento vazado e encaixe o filtro sobre ele;
Despeje a água na parte inferior da máquina, até o orifício. Insira o depósito de café junto com o filtro. Encaixe e enrosque as duas partes da máquina;
Leve ao fogo (com o bico virado para baixo) até ferver a água;
A água estará fervendo quando um fio de vapor sair do depósito. Retire do fogo e desencaixe as partes, girando as duas asas em sentidos opostos;
A água atravessará o filtro e o pó café ficará retido no depósito inferior. Esta operação leva alguns minutos. Sirva em seguida.
Não esqueça de lavar bem a cafeteira com água quente e detergente neutro, se necessário. Seque bem.



Nápoles e a napolitana
A cafeteira napolitana foi inventada em Nápoles, tendo sido baseada na primeira cafeteira de filtro feita em 1691 por Du Belloy. O inventor é desconhecido.
Em Nápoles, o café foi difundido ao final século XVIII, graças a um livro do gastrônomo Pietro Corrado, que trazia uma canção de tributo à bebida. O café era considerado a bebida da hospitalidade, da amizade e do bom presságio.



segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Café como inibidor de apetite


A relação entre tomar café e ter fomeEmbora a cafeína possa nos ajudar a controlar o apetite, ao tomar café descafeinado temos menos fome, por isso é mais benéfico incluir este último em nosso café da manhã.

Bilhões de pessoas no mundo todo tomam café diariamente para ter mais energia e disposição, e muitos acreditam que ele tem também o poder de inibir o apetite. Mas será que isso é verdade? Se sim, será que o motivo é a presença da cafeína?

Alguns estudos foram realizados para tentar responder a estas perguntas, mas ainda não há um consenso científico sobre a relação entre o café e a fome. No entanto, algumas descobertas nos fazem caminhar rumo a uma resposta definitiva.

O que se sabe é que o café é rico em antioxidantes, e tomá-lo regularmente reduz o risco de desenvolver diabetes, doenças mentais e vários tipos de câncer, mas será que ele também pode nos ajudar a perder peso?


A cafeína e a fome

Um estudo da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, sugeriu que a cafeína é capaz de mascarar a fome e a fadiga, já que age como um estimulante e aumenta os níveis de alegria e atenção.

Por outro lado, usar a cafeína para reduzir os efeitos da falta de sono e da fome pode ser desastroso a longo prazo. Além disso, o excesso de cafeína pode causar ataques de ansiedade, hipertensão, nervosismo e insônia, já que ela estimula o sistema nervoso central.

Com isso, o corpo responde aumentando a produção de cortisol, hormônio que faz com que o organismo queira aumentar os níveis de energia através do consumo de alimentos. Essa reação pode resultar em “fome emocional”, e fazer com que comamos inclusive mais do que deveríamos.

Além de tudo isso, a cafeína pode aumentar nossa vontade de comer por estimular a produção de insulina, alterando os níveis de açúcar no sangue e causando picos de fome.

Entendendo a sensação de fome


A fome e a saciedade são basicamente reguladas por três hormônios principais: a grelina, a leptina e o peptídeo YY (popularmente conhecido como PYY).

A grelina é conhecida como o hormônio da fome, e é secretada principalmente no estômago. Ela é responsável por estimular o apetite e, portanto, causar a fome, aumentando o consumo de alimentos.

A leptina, por sua vez, é o hormônio da saciedade. Sintetizada principalmente nas células de gordura, ela causa o efeito contrário da grelina no organismo, reduzindo o apetite e aumentando o gasto energético.

O PYY é liberado por células da mucosa intestinal. Ele inibe o apetite, agindo no hipotálamo para fazer com que nos sintamos saciados.


A influência do café nos hormônios do apetite

Um estudo recente chegou a conclusões interessantes a respeito da relação entre tomar café e sentir fome. Por um determinado período de tempo, indivíduos tomaram aleatoriamente café, café descafeinado, uma bebida com cafeína e outra sem nenhum efeito (placebo), em um ambiente controlado, e, posteriormente, foram medidos os níveis de grelina, leptina e PYY no organismo.

Em um segundo momento, os indivíduos ingeriram glicose, para identificar se ela influenciava o efeito do café no apetite. Os resultados encontrados foram interessantes:Não foram observadas alterações nos níveis de grelina e leptina.

Foram observados níveis significativamente menores de PYY e, consequentemente, de fome, nos momentos de ingestão do café descafeinado. Esta alteração foi maior em relação à observada com a ingestão das outras bebidas cafeinadas, incluindo o café.

Os níveis se mantiveram baixos por um total de três horas, mesmo após a ingestão de glicose.

Especula-se, portanto, que o café possua outros componentes além da cafeína que podem ajudar a inibir o apetite. Uma possibilidade é o ácido clorogênico ou outros hormônios de saciedade, mas outros estudos serão necessários para analisar a ação destas outras substâncias.

O café como inibidor de apetite



Podemos concluir que o café pode ter um efeito interessante na redução do apetite e da sensação de fome, mas é importante lembrar que não adianta exagerar na quantidade para comer menos, na tentativa de emagrecer.

O excesso de cafeína pode causar efeitos indesejados, aumentando a ansiedade e o nervosismo, que podem nos fazer comer ainda mais.

A melhor forma de perder peso e manter os níveis de apetite em patamares saudáveis é manter uma dieta balanceada e rica em nutrientes, além de praticar atividades físicas regularmente, beber bastante água diariamente e dormir bem para que o corpo se recupere.

Se você aprecia este hábito, tomar café não vai causar nenhum mal e pode até ajudar, oferecendo mais energia e tirando um pouco a fome, mas, a longo prazo, infelizmente não há mágica para perder peso.

O Café está entre seis alimentos que propiciam saciedade



FONTE

https://melhorcomsaude.com/relacao-entre-tomar-cafe-e-ter-fome/

sábado, 3 de dezembro de 2016

O que é a certificação Q-Grader?


Se você trabalha com degustação, produção ou até compra e venda de grãos, já pode ter ouvido o nome “Q-Grader”! Mas, afinal, o que ele significa? O termo pode ser traduzido como “Avaliador Q” (Q de “Qualidade) e se refere a uma certificação mundial dada a profissionais de classificação e degustação de cafés. Ela pertence ao “Q Grader System”, uma série de exames práticos desenvolvidos pelo Instituto de Qualidade do Café (CQI, na sigla em inglês), orgão que trabalha para uma maior qualidade cafeeira.

As 22 provas são aplicadas no profissional que busca esta certificação,realizadas em 5 dias e são baseadas nos métodos da SCAA (Associação de Cafés Especiais da América), associação internacional que foca cafés especiais e de qualidade. Os aprovados se certificam como avaliadores do grão, os “Q Graders”, podendo diferenciar e avaliar defeitos e pontos sensoriais em até 36 origens diferentes de grãos.

Diversos locais oferecem não só o treinamento necessário para as provas, mas também aplicam os exames para a certificação. É o caso, por exemplo, da Universidade Federal de Lavras, a UFLA. A faculdade fica em Minas Gerais, na cidade de Lavras, e possui cursos de aprofundam o conhecimento dos alunos nas características da bebida.

O CPC, Centro de Preparação de Café, na capital paulistana, também possui o programa em sua grade. Suas aulas permitem que o aluno aprenda sobre análise olfativa e gustativa, triangulação, torra, classificação e identificação de diversos aspectos do grão.

O Centro ainda possui o Curso de Introdução para Certificação Q-Grader que, segundo Cléia Junqueira, barista e coordenadora do CPC, “é um curso de preparação para a certificação”, diz. Essas aulas, dadas por Marcia Yoko e Edgard Kosh, podem aumentar as chances do alunos de serem aprovados nas provas futuras.



FONTE

http://www.mexidodeideias.com.br/industria/o-que-e-a-certificacao-q-grader/

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Grenat Cafés Especiais, Brasília




Os grãos cultivados no cerrado mineiro, na Lagoa Formosa, são torrados na loja com a consultoria da barista Isabela Raposeiras, que assina a carta de cafés. Nela, além de drinks e doces, há menu degustação da bebida com diferentes métodos de preparo. O espresso, por exemplo, pode ser de um blend encorpado ou, mais suave, tirado de grãos bourbon vermelho. O café de marcas como Orfeu, Braún e Fazenda Pessegueiro pode ser filtrado ou extraído das cafeteiras aeropress, francesa e italiana. Para fugir do óbvio, experimente o caviar ou o pudim de café. 



Grenat Cafés Especiais

A Grenat nasceu da paixão de Luciana Sturba por café. Com uma sensibilidade notável, Luciana idealizou seu negócio a partir do conhecimento adquirido nos cursos que fez na Escola de Barismo Isabela Raposeiras de São Paulo.



A pequena Grenat de 2008 nascia sob a consultoria de Isabela Raposeiras e já se tornava, em Brasília, uma extensão da Academia de Barismo.

Desenvolvendo-se como uma Boutique de Cafés Especiais, a Grenat proporcionou aos clientes a oportunidade de conhecer, apreciar e aprender sobre cafés pouco vistos até então no Distrito Federal. Estruturou-se para assessorar os clientes mais exigentes no consumo de produtos e acessórios de qualidade.




Naturalmente transformando-se em uma charmosa cafeteria, a Grenat ganhou destaque na cidade por realmente entregar o que promete: café de qualidade.

Com o sucesso em seus empreendimentos no setor e na conquista de muitos apreciadores, o espaço ficou pequeno e a cafeteria mudou-se para um espaço maior em 2010.




Essa nova etapa da Grenat contava com o esforço adicional da família de Luciana Sturba. Seu marido trazia consigo a experiência de mais de 15 anos empresariando com ética e honestidade. Sua filha trazia um pouco do que aprendia na faculdade de administração e a vontade de aprimorar a construção de uma marca consolidada. Todos empenhados na construção de uma empresa digna.

O resultado não podia ser outro. A nova cafeteria Grenat foi um sucesso.



Na busca da manutenção do alto padrão de qualidade, a Grenat inaugurou em janeiro de 2012 a Grenat Roastery, uma torrefação, que buscava em fazendas certificadas e auditadas, como a Fazenda Baú (Lagoa Formosa, MG), cafés de micro lotes especialíssimos, para torrar na máquina DIEDRICH IR-5, torrefadora de alta precisão.

A Fazenda Baú foi essencial para o desenvolvimento dos cafés Grenat. Constituída pela família Fukuda, a Fazenda Baú vem há mais de 30 anos aprimorando meticulosamente a produção de cafés especiais.



Essa parceria foi coroada com o selo de sustentabilidade Rainforest, o selo de qualidade de café especial da Utz, selo de café especial da BSCA (associação brasileira de cafés especiais) e Qr-Code, que mostra o caminho percorrido pelo café até chegar ao consumidor.

Sentindo a necessidade de uma torrefação maior para atender à demanda, a Fazenda Baú e a Grenat Cafés Especiais criaram a Grenat Roastery de Patos de Minas. Concluindo a realização de seus sonhos, as duas famílias Fukuda (Fazenda Baú) e Sturba (Grenat Cafés Especiais) juntaram o know-how de cultivo e produção com o de torra e preparo, para proporcionar aos apreciadores de café a máxima qualidade.



BLENDS E VARIEDADES

Opções de degustação para os mais variados paladares!

BLEND GRENAT
A harmonização de três variedades faz deste café uma bebida de corpo e acidez médias, com notas aromáticas de castanhas e finalização caramelada.

BOURBON VERMELHO
Proporciona uma experiência única. Com aroma de frutas vermelhas, uma acidez média alta e corpo intenso aveludado, seu sabor residual é agradável e duradouro.



CATUAÍ
Extremamente frutado, apresenta notas de abacaxi e amora, com acidez e corpo médios.

BOURBON VERMELHO AFRICAN BED
Apresenta aroma floral, com acidez e corpo médios. Um café muito delicado com finalização doce e aveludada.

MARAGOGIPE
Esta é uma rara variedade que produz frutas grandes. A torra deste café foi feita para resultar em corpo médio e acidez média suave, apresentando aroma frutado com especiarias.

MUNDO NOVO DOT
Equilibrado e doce, a denominação “DOT” significa “dry on three” ou “seco no pé”. Aroma de castanhas e acidez baixa, corpo médio aveludado.



TÍPICA
Este micro lote apresenta aroma de chocolate ao leite e mel, com corpo médio e acidez média alta. Você terá uma doce experiência.

OBATÃ AMARELO
Delicado café com aroma floral e acidez média. Extremamente limpo e equilibrado, com corpo suave e aveludado.



FONTE

http://www.grenatcafes.com.br/index.php

https://www.facebook.com/GrenatCafesEspeciais

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Réplica do Café Central Perk, da série Friend's



Inaugurada em setembro de 2016, cafeteria da Trindade foi criada por estudante apaixonada pelo seriado americano
A estudante de design gráfico Ana Paula Tinti Costa havia recém completado um ano de idade quando o primeiro episódio da série de comédia norte-americana “Friends” foi ao ar pelo canal NBC. Assim como tantos outros fãs do programa nascidos no começo da década de 1990, a garota se familiarizou com os amigos Rachel, Ross, Monica, Chandler, Phoebe e Joey ao longo dos anos.
Ana Paula Tinti criou um café inspirado na sua série favorita - Daniel Queiroz/ND

O seriado durou uma década, período que foi crucial para o surgimento de uma paixão em Ana Paula, ainda criança. Ao lado do irmão mais velho, assistiu a reprises de “Friends” com frequência e, aos 17 anos, decidiu ver todos os 236 em ordem cronológica pela primeira vez. Este ano, o carinho pela série atingiu uma nova proporção: a jovem decidiu abrir uma cafeteria inspirada no seriado, com mobília e decoração à la Central Perk, o café frequentado pelo grupo de amigos na série.

Inaugurado em setembro, na Trindade, o Friends’ Coffee segue a mesma linha do café fictício no qual foi baseado: possui atendimento informal, paredes que simulam tijolos e um icônico e disputado sofá laranja, posicionado diante de uma mesa retangular. Para deixar a mobília o mais fiel possível à original, Ana Paula recorreu ao pai, que tem como hobby construir coisas. Além dele, sua mãe e o irmão também contribuíram com o projeto.

Tudo começou com o constante desejo de Ana Paula e seus amigos de frequentar um café descontraído, que transmitisse o mesmo conceito e apresentasse a atmosfera do Central Perk. Aficionada por seriados, ela foi incentivada por dois professores e, desde março, vem se dedicando a aperfeiçoar o local. “A parte mais legal foi a busca por coisas parecidas”, conta. Apesar de já estar funcionando normalmente, a cafeteria ainda passará por transformações. “A gente ainda quer colocar muitas outras coisas, mas vamos acrescentar os detalhes de acordo com o dinheiro que for entrando”, diz ela.

O cardápio preza por comidas americanizadas e variações curiosas, como cafés com Nutella, Ferrero Rocher e Raffaello – sem contar os clássicos cappuccino, expresso e passado. Para os amantes de bebida gelada, há diversas opções de frozen yogurt e soda italiana. Além dos salgados, são oferecidos doces como cheesecakes, muffins e donuts, assim como tortas holandesas, de limão e maçã. Com foco em pessoas que trabalham e estudam na região, próxima à Universidade Federal, o café funcionará em breve como local de happy hours – já possui, inclusive, iluminação propícia para tal.

Em junho, Ana Paula divulgou o café nas redes sociais pela primeira vez e se surpreendeu com a repercussão. “Foram mais de duas mil curtidas [na página do Facebook] na primeira semana. Eu não imaginava que tanta gente ia gostar dessa ideia”, revela. Com mais de cinco mil curtidas, a página ajudou a proprietária a ter uma noção de algo que seria essencial para conquistar os fãs da série: um palquinho com espaço para que alguém tocasse violão – e, quem sabe, a glorificada canção “Smelly Cat”. “A empolgação dos fãs é que me empolga. É 50% empolgação deles e 50% minha”, afirma.

Uma ideia inspiradora
A evolução dos seis protagonistas ao longo das dez temporadas não se trata apenas da mudança em seus cortes e estilos de cabelo – o que realça a passagem de tempo. “A série é realista e divertida, tem lições de vida e mostra que o importante são os relacionamentos com as pessoas”, destaca Ana Paula. A química entre o elenco, claramente transposta para as telas, resulta em uma dinâmica inspiradora. “Eles mostram que a vida comum e a rotina podem ser legais”, completa.

Sempre cercada por seus amigos próximos, a criadora do Friends’ Coffee encontra em “Friends” um paralelo com a própria vida. Apesar de sua favorita ser a excêntrica Phoebe (Lisa Kudrow) – nome que emprestou para a sua cachorra –, é com na personagem de Jennifer Aniston que Ana Paula se vê. “Eu me identifico muito com a Rachel, por conta de ela ter sido sempre cuidada e mimada pelos pais e de repente decidir ir atrás da independência”, explica.



Serviço
O quê: Friends's Coffee
Onde: rua Lauro Linhares, 1015, Trindade, Florianópolis
Quando: de segunda-feira a sábado, das 14h às 22h

FONTE

http://ndonline.com.br/florianopolis/plural/inspirado-na-serie-friends-cafe-em-floripa-tem-replica-do-famoso-sofa

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Desvendando o segredo da 'xícara de café perfeita'


Matemáticos tentam desvendar segredo da 'xícara de café perfeita' Tamanho dos grãos moídos e jeito de colocar a água na cafeteira são alguns dos fatores que alteram o gosto. Matemáticos estão um passo mais perto de compreender o que faz a xícara de café perfeita.

Por meio de cálculos complexos, eles jogaram luz sobre os processos que determinam como o café é extraído dos grãos em uma máquina de filtro.

Isso poderia ajudar os consumidores a otimizar sua xícara, - para beber um café "perfeito" - aplicando uma abordagem mais precisa - e científica.

O trabalho foi divulgado na publicação científica SIAM Journal on Applied Mathematics.

O cafezinho, que é uma das bebidas mais consumidas no mundo, tem mais de 1.800 componentes químicos.

Estimativas sugerem que mais de dois bilhões de xícaras de café são bebidas todos os dias ao redor do mundo.

Buscar uma infusão "perfeita" do café parece ser uma empreitada subjetiva. Mas o trabalho de Kevin Moroney na Universidade de Limerick e de William Lee na Universidade de Portsmouth oferece uma melhor compreensão dos parâmetros que influenciam o produto final.

Enquanto estudos anteriores analisaram as matemáticas da extração de café, não houve muitas pesquisas sobre cafeteiras que usam filtros e despejam o café em gotas.

Essas constituem mais de metade das 18 milhões de máquinas de café vendidas anualmente na Europa; elas funcionam despendo água quente sobre uma camada de café armazenado em um filtro de papel.

A gravidade puxa a água através do filtro, extraindo compostos solúveis do pó de café durante o fluxo.

"Nossa ideia geral é ter um modelo matemático completo que você poderia usar para projetar máquinas de café, um pouco como nós usamos uma teoria de mecânicos fluidos e sólidos para projetar carros de corrida." Dr. Lee disse à BBC News.

Ele disse que esse estudo foi um passo rumo a esse objetivo, acrescentando: "Nós olhamos para o efeito do tamanho do grão de café na maneira como o café sai de uma máquina de filtro".

"A coisa realmente surpreendente para nós é que existem dois processos pelos quais o café é extraído dos grãos. Há um processo muito rápido pelo qual o café é extraído a partir da superfície dos grãos. E então outro mais lento onde café sai do interior dos grãos."

Sabia-se previamente que os pós de moagem muito fina poderiam resultar em cafés muito amargos. Por outro lado, não moê-los o suficiente pode deixar o resultado final muito aguado.

"O que nosso trabalho tem feito é tomar essa observação e quantificá-la", disse Lee.

"Então agora, em vez de apenas dizer: 'Preciso deixar [os grãos] um pouco maiores', posso dizer: 'que quero extrair essa quantidade de café dos grãos, esse é exatamente o tamanho (de grão) que eu preciso."

Isso poderia ajudar bebedores de café - como o Dr. Lee - que moem seus próprios grãos a otimizar suas rotinas matinais.

O Dr. Lee diz que ajusta seu moedor ao maior tamanho possível. Ao fazê-lo, diz: "Os grãos triturados são um pouco maiores do que você obtém na trituração padrão, o que torna o café menos amargo. Em parte porque está ajustando essa relação entre o material que sai da superfície e o que sai do interior (do grão). Quando as coisas são maiores, você está diminuindo a área de superfície total do sistema".

"Além disso, a água flui mais rapidamente através de um café de moagem grossa, porque a água está gastando menos tempo em contato com o café, ajudando a reduzir a quantidade de extração também."

"Se é amargo, é porque você está aumentando a área de superfície dos grãos. Além disso, quando os grãos são muito pequenos, é difícil para a água deslizar entre eles, então a água está gastando muito mais tempo se movimentando entre os grãos - dando mais tempo para o café sair da solução. "

Mas o que para uma pessoa pode parecer amargo, para outra pode ser a xícara de café perfeita.

"Para aplicações industriais, esperamos que você possa otimizar a cafeteira para um determinado tamanho de grão. Você poderia ajustar o fluxo de água para que obtenha a extração perfeita", disse o Dr. Lee.

"Ou se a máquina de café tem um moedor integrado você tem duas variáveis para brincar. Você pode brincar com o tamanho da moagem e com a quantidade do fluxo."

Os pesquisadores estão agora olhando para a forma da camada de café moído preparada nas máquinas de filtro.

"A forma da camada de café muda enquanto você prepara a bebida. Quando entra, o pó fica depositado na parte inferior do filtro, mas no final do processo, está cobrindo as paredes do filtro. Isso também parece desempenhar um papel no gosto", disse o Dr. Lee.

"Isso nos permitiria mexer com outro grau de liberdade: como exatamente você coloca a água dentro da cafeteira. Você a coloca com um único jato no centro, como água saindo da torneira? Ou você usa algo parecido como um chuveiro, onde há água pingando de vários lugares? Eles teriam efeitos diferentes ao mexer na camada de café."

FONTE

g1

sábado, 12 de novembro de 2016

Cafeteira Aram: Máquina de café espresso brasileira


Criada por mineiro radicado em Curitiba, a Aram superou em cinco vezes a sua meta em campanha de crowdfunding. O brasileiro Maycon Melo, de 29 anos, está lançando uma máquina de expresso diferente. Chamada de Aram, ela não necessita de energia elétrica para funcionar. Em vez de eletricidade, os usuários devem girar uma manivela para criar a pressão necessária para fazer o café.

Melo é mineiro, mas se mudou para Curitiba para fazer faculdade de design de produtos. Durante a graduação, chegou a criar uma linha de utensílios artesanais para café. No entanto, ele não prosseguiu com a ideia após se formar, em 2011. Preferiu criar uma linha de óculos escuros de madeira feitos à mão.

A empresa de óculos de Melo chamava exatamente Aram, que significa “luz do Sol” em tupi-guarani. No entanto, após quatro anos, o empreendedor decidiu interromper o projeto. “A concorrência vendia produtos ditos artesanais, mas que eram industrializados e custavam mais barato. Estava difícil competir e resolvi pensar em outra coisa.”


No fim de 2015, decidiu voltar a pensar em uma novidade para o mercado do café. A princípio, desenvolveu um projeto de uma máquina de expresso artesanal, mas movida a energia. “Uma cafeteira elétrica dá mais trabalho e necessita de um selo do Inmetro para ser vendida. É uma certidão muito cara”, afirma Melo.

Depois disso, Melo pensou no modelo atual, com uma manivela e que necessita de água quente para fazer o café. Ou não. “Na verdade, a manivela tem força suficiente para fazer o expresso com água morna ou fria. Isso dá aos nossos clientes a chance de experimentar diferentes combinações da bebida”, diz.


Na hora de batizar a máquina, usou o mesmo nome da marca de óculos. “Aram para mim simboliza um estilo de vida, que tanto os óculos quanto o novo produto compartilham”, diz Melo, que inclusive é chamado de Aram por onde anda.

Toda a matéria-prima da cafeteira é produzida por empreendedores de Curitiba. Por fim, tudo é montado no ateliê de Melo na capital paranaense. “A produção é realmente artesanal.

De acordo com o mineiro, a manivela pode criar uma pressão de 9 bar, bastante semelhante às máquinas de expresso profissionais, sem que os clientes façam força. O café utilizado na máquina deve ser em pó e próprio para expressos, normalmente encontrado em supermercados e lojas especializadas.

Melo diz que, apesar de a ideia ser boa, ele não tinha muito dinheiro para transformar o projeto em realidade. Por isso, lançou, no mês passado, uma campanha de crowdfunding na plataforma brasileira Catarse.


A meta inicial de arrecadação era de R$ 35 mil. No entanto, a campanha já arrecadou R$ 176 mil, cinco vezes além do objetivo inicial. “Batemos a primeira meta em 48 horas. Foi uma surpresa inimaginável e uma validação importante do nosso negócio”, afirma Melo. A arrecadação continua até 17 de novembro.

No crowdfunding da Aram, quem contribuísse com pelo menos R$ 679 garantia uma cafeteira de presente e com desconto. São esses doadores que receberão, entre dezembro deste ano e fevereiro de 2017, as primeiras máquinas.

Melo ainda não decidiu como vai vender as cafeteiras após a campanha. “Estamos vendo se vamos revender as máquinas ou fazer venda direta”, diz. Segundo ele, a escolha interferirá no preço final da Aram. “No primeiro caso, atingiríamos mais gente, mas o preço seria de cerca de R$ 1,6 mil. Na venda direta, ficaria por mais ou menos R$ 1 mil. Vamos decidir que caminho seguir em breve.



fonte

http://revistapegn.globo.com/Banco-de-ideias/Econegocio/noticia/2016/11/brasileiro-cria-maquina-de-cafe-expresso-que-nao-usa-energia-eletrica.html

Café Turco


CAFÉ ORIENTAL, TAMBÉM CONHECIDO COMO CAFÉ TURCO

Consome-se principalmente em todo o Oriente Médio. É preparado no cezve, um recipiente típico em cobre e latão com um cabo longo. Para prepará-lo é necessário ter um café moído muito fino. A tradição prevê que seja utilizado um moinho de latão, de modo a obter um pó impalpável como o açúcar de confeiteiro. Bebe-se em xícaras pequenas e baixas, quando o pó tiver se depositado completamente.

Modo de preparo:

Coloque a água no cezve (cerca de 50 ml por xícara);Adicione açúcar a gosto e misture bem;Leve ao fogo até levantar fervura, depois adicione uma colher pequena de café por pessoa;Em seguida o café deve ser fervido duas vezes consecutivas, tendo-se o cuidado, entre uma fervura e a seguinte, de tirar o cezve do fogo. Pode-se decidir eliminar a espuma ou mantê-la antes de mexer bem;Antes de servir o café, adicione uma colher de água fria para que o pó desça mais rapidamente ao fundo. Sirva sem filtrar.



A aromatização

Em muitos países, o café turco é aromatizado com especiarias como o cardamomo e a canela. Para apreciar o café neste estilo, basta adicionar especiarias bem moídas.

FONTE

http://www.illy.com/wps/wcm/connect/pt/coffee/cafe-turco

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Café Benéfico a Saúde do Figado


Já são vários os estudos que demonstram que o consumo de café pode ser muito benéfico para a saúde, sempre que ocorrer em quantidades moderadas todos os dias. Até alguns anos atrás, muitas pessoas evitavam tomar café por acreditar que ele causaria dano ao organismo, devido ao seu conteúdo de cafeína. No entanto, ano após ano foram feitos novos estudos e foi possível argumentar por que o consumo de café é tão bom para o corpo.

O que três xícaras de café por dia podem fazer pelo seu fígado


Recentemente, vários estudos demonstraram que o café tem efeitos positivos no tratamento e na prevenção de problemas como a diabetes, o Alzheimer e o Parkinson. Agora, novos estudos nos dão outra importante razão para beber mais café e aproveitar os seus benefícios. Em um estudo realizado pelo Instituto Nacional do Câncer de Bethesda (Maryland, Estados Unidos) e publicado na revista Hepatology, foi revelado que o consumo de café tem efeitos positivos para o fígado.

Para realizar esta investigação, os cientistas utilizaram dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição dos Estados Unidos (NHANES, 1999-2010), e selecionaram um total de 27.793 mil participantes com mais de 20 anos. Os voluntários preencheram uma pesquisa sobre seus hábitos de consumo de café, e os investigadores mediram seus níveis sanguíneos com distintos marcadores da função hepática. A finalidade desta pesquisa era medir a saúde do fígado dos participantes, e ela descobriu que aqueles que consumiam três ou mais xícaras de café por dia tinham níveis menores das enzimas hepáticas, em comparação com aqueles que não o consumiam.


Como conclusão, os cientistas determinaram que os compostos do café, diferentemente da cafeína, promovem a saúde do fígado quando são consumidos moderadamente.

O consumo de café reduz o risco de fibrose em pessoas com o fígado gorduroso



Em outro estudo, também publicado na revista Hepatology, foi revelado que o consumo de café reduz significativamente o acúmulo de tecidos conectivos (fibrose) no fígado naqueles pacientes que sofrem de fígado gorduroso não alcoólico. O estudo determinou que a cafeína que se consome através do café pode reduzir a fibrose nas pessoas com fígado gorduroso, assim como nas pessoas com doença hepática crônica.

Para realizar esta investigação, os cientistas entrevistaram 306 pessoas sobre o seu consumo de cafeína e os dividiram em quatro grupos para serem classificados: pacientes sem sinais de fibrose na ultrassonografia (grupo de controle), pacientes com esteatose e pacientes com esteato hepatite não alcoólica em estágios 0 -1 e 2-4.

Os pacientes com esteatose que consumiram café mostraram uma diferença significativa em comparação com os pacientes em estágio 0-1 de esteato hepatite.

O consumo de café foi maior em pacientes com esteato hepatite nível 0-1, com 58% da ingestão de cafeína do café normal, em comparação com os pacientes de esteato hepatite nível 2-4, com somente 36% do consumo de cafeína do café normal.

Segundo os especialistas, são necessários mais testes e investigações para examinar a quantidade de consumo de café nos resultados clínicos.

Benefícios do café


Os benefícios do café estão cada vez mais evidentes, ainda que, durante muito tempo, tenhamos acreditado que ele poderia fazer mal à saúde.

Investigações recentes determinaram que o café poderia prevenir e proteger contra a diabetes, assim como contra alguns tipos de câncer relacionados à obesidade, o estrogênio e a insulina, como o câncer do endométrio.

Por seu alto teor de antioxidantes, o café está relacionado à prevenção do câncer de bexiga e de fígado.

Reduz os riscos de sofrer de cirrose

Diminui o risco de ter doenças cardíacas, graças ao seu alto conteúdo de flavonoides

É recomendado para reduzir a dor de cabeça e alguns tipos de enxaqueca

Seu consumo está relacionado à diminuição do risco de cálculos biliares e doenças na vesícula

O café alimenta a flora bacteriana, que nos protege do surgimento de doenças

O consumo de café também estimula a secreção gástrica, ativa a produção da bile e a contração da vesícula biliar, e assim melhora significativamente a digestão

Inúmeros estudos científicos identificaram que as pessoas que consomem três xícaras de café por dia possuem um risco até 50% menor de sofrer deteriorações cognitivas.



FONTE

https://melhorcomsaude.com/tres-xicaras-cafe-dia-podem-pelo-figado/

sábado, 5 de novembro de 2016

Press Café, Porto Alegre, Rio Grande do Sul


O Grupo Press trabalha com café de origem artesanal, cultivado em Mococa, no interior de São Paulo. O grão chega à cafeteria com torra média clara, que valoriza a doçura e a acidez da bebida. Os baristas, treinados tanto na parte teórica como na prática, recebem mensalmente um material com as novidades da área e passam por uma avaliação para que a qualidade seja sempre mantida.


No total, são oito tipos de espresso, oito cappuccinos e lattes, cinco drinks quentes e cinco gelados preparados com café pela especialista Lisandra Brancher e pelos mais de 20 baristas, que se revezam atrás do balcão das seis unidades. 


Eleito por dez vezes a Melhor Cafeteria de Porto Alegre, pela VEJA Comer e Beber, e uma das dez melhores do país, pelo Guia Quatro Rodas, o Press Café é a primeira operação do Grupo. Especialista na arte de preparar a tradicional bebida, traz uma linha de cafés especiais e outras matérias-primas nobres, além de contar com uma equipe de baristas vencedora de diversos prêmios, oferecendo para os clientes criativas e sofisticadas receitas. São cinco unidades, localizadas em locais privilegiados da cidade, como o Shopping Moinhos de Vento, Shopping Praia de Belas, Museu Iberê Camargo, Barra Shopping Sul e Instituto Ling. O ambiente acolhedor, o cardápio diferenciado e o excelente atendimento conquistaram os porto-alegrenses, transformando a experiência de beber um café em um ritual delicioso.



– Equipe de Baristas eleita Campeã Brasileira em 2008, representando o Brasil no Mundial de Baristas na Dinamarca – única cafeteria de um estado não produtor de café a conquistar esse título, em toda a história da competição
– Vice Campeão Brasileiro no Campeonato Brasileiro de Latte Art em 2012
– Campeão Brasileiro de Latte Art em 2014 e 9º colocado no Mundial de 2014 na Austrália
– Quatro vezes finalista no Campeonato Brasileiro de Baristas
– Quatro vezes finalista no Campeonato Brasileiro de Latte Art
· Vencedor em todas as edições dos Campeonatos Sul Brasileiros de Latte Art e de Co-ee in a Good Spirit



FONTE

http://www.grupopress.com.br/press-cafe/

sábado, 29 de outubro de 2016

Q-Graders ganham espaço nas fazendas de Café


Avaliadores e degustadores ganham espaço nas fazendas de café. Com formação ditada em parâmetros internacionais, os Q-Graders ganham espaço nas fazendas de grãos especiais, com salários que podem chegar a R$ 30 mil Os profissionais podem valorizar em até 50% a bebida (foto: Leandro Couri /EM/D.A. Press )

Diante de um cenário cada vez mais concorrido e ao mesmo tempo promissor para os produtores de cafés especiais, as fazendas abrem espaço para um profissional capaz de promover o aumento de até 50% do valor agregado dos grãos. Trata-se do classificador e degustador de café com conhecimento e metodologia para avaliar o produto segundo critérios internacionais, o chamado Q- Grader (na sigla em inglês, q de qualidade).

Desde 2012, eles têm sido mais requisitados. Com salários que podem variar de R$ 3 mil a R$ 30 mil, esses “garimpeiros de tesouros” são certificados e se antes atuavam nas empresas e nas cooperativas, agora, com a expansão dos grãos diferenciados, tornam essenciais no campo.


O Q-Grader é, numa definição simplificada, um provador de café qualificado, que recebeu treinamento do instituto de qualidade de café Coffee Quality Institute (CQI na sigla em inglês) da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA). A prática da profissão vai muito além disso.

“Só para receber o certificado, a pessoa precisa passar por 26 provas, que abordam degustação de café verde e torrado, habilidades sensoriais, capacidade de identificar o ácido, o doce e o salgado. Há, também. prova escrita, degustações de cafés de seis regiões do mundo, como os da África, Indonésia, Brasil, América do Sul, ente outros”, explica Mário Reis, dono Café dos Reis e um Q-Grader desde 2013.


Reis conta que, há três anos, quando resolveu se tornar um Q-Grader, trabalhava no Sebrae e já tinha experiência em degustação de cafés. “Então, entrei nesse mercado e, além da profissão, tenho a minha empresa de torrefação, a Café dos Reis”, diz. Ele ressalta que as mulheres, por ter um olfato e paladar mais apurados, podem se dar bem nesse mercado. “É preciso muita prática”, avisa. Atualmente, no país, há poucos Q-Graders, o que garante espaço ainda a ser conquistado pela profissão.

Warley Carlos de Oliveira é um desses profissionais raros. Há 14 anos trabalhando com café, ele se tornou Q-Grader em 2013. “Trabalho na parte de classificação da bebida, dentro de cooperativas, mas fui acompanhando o crescimento dos grãos especiais e resolvi ter essa certificação internacional”, afirma. Ele comenta que se trata de profissão apaixonante, mas que requer experiência. Warley começou a atuar nas fazendas, onde esse profissional está sendo muito demandado.


BONS FRUTOS “Os produtores estão entendendo a necessidade de contratar um Q-Grader, porque muitas vezes o produtor vendia sacas de café sem saber que ali havia grãos especiais de alto valor”, diz. É o que reforça Tiago Alves, dono do Café Barinas, de Araxá, no Alto Paranaíba. Ele contratou Warley com a finalidade de melhorar a qualidade do café que produz.

Com a atuação do Q-Grader, a classificação do Barinas alcançou 87 pontos, uma nota alta no ramo cafeeiro. “É um trabalho de longo prazo e, principalmente, de consciência entre os outros trabalhadores da fazenda. O Warley nos acompanha em toda a produção e, com isso, as nossas vendas cresceram cerca de 20%”, revela.

Jorge Fernando Naimeg, produtor em Patos de Minas, também no Alto Paranaíba, contratou um Q-Grader para a sua produção. Com a novidade, registrou aumento de 50% das vendas. “É um garimpeiro, que seleciona o ouro nos cafés. Conseguimos aumentar o nosso valor agregado. É fundamental esse trabalhador”. Milton Ferreira, o Q-Grader que trabalha para Naimeg, diz que a profissão é prazerosa, mas só a experiência traz bons frutos. “Fiz muitos cursos para conseguir o certificado, um deles na Universidade Federal de Lavras (Ufla)”, conta.

Na semana passada, durante a Feira Internacional do Café, realizada em Belo Horizonte, o trabalho do profissional de degustação e classificação foi destaque nos debates. Houve muitas degustações de cafés com a participação desses profissionais. O evento abordou novidades e tendências de negócios do universo cafeeiro durante três dias no centro de convenções Expominas. Estiveram reunidos no local cerca de 15 mil visitantes e 165 marcas expositoras.


Enquanto isso...
...Capixabas no topo

O produtor Afonso Donizete Lacerda, de Dores do Rio Preto, no Espírito Santo, é o vencedor do concurso Coffee of The Year 2016, na variedade arábica, realizado durante a quarta edição da Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte. O público presente ao evento participou de degustações às cegas e ajudou a eleger o melhor café do Brasil. “Sempre acreditei na qualidade do café que produzo. Estou muito feliz”, disse o cafeicultor. Na variedade conilon, o primeiro lugar também com outro capixaba, José Carlos de Azevedo, de Nova Venecia. O concurso reuniu amostras nacionais de café, enviadas por produtores de todo o país e provadas por classificadores nacionais e internacionais, por meio de uma parceria com o Instituto Federal Sul de Minas Gerais (IFSul de Minas) – câmpus Machado.

FONTE

http://www.em.com.br/app/noticia/agropecuario/2016/09/26/interna_agropecuario,807672/avaliadores-e-degustadores-ganham-espaco-nas-fazendas-de-cafe.shtml