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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Desvendando o segredo da 'xícara de café perfeita'


Matemáticos tentam desvendar segredo da 'xícara de café perfeita' Tamanho dos grãos moídos e jeito de colocar a água na cafeteira são alguns dos fatores que alteram o gosto. Matemáticos estão um passo mais perto de compreender o que faz a xícara de café perfeita.

Por meio de cálculos complexos, eles jogaram luz sobre os processos que determinam como o café é extraído dos grãos em uma máquina de filtro.

Isso poderia ajudar os consumidores a otimizar sua xícara, - para beber um café "perfeito" - aplicando uma abordagem mais precisa - e científica.

O trabalho foi divulgado na publicação científica SIAM Journal on Applied Mathematics.

O cafezinho, que é uma das bebidas mais consumidas no mundo, tem mais de 1.800 componentes químicos.

Estimativas sugerem que mais de dois bilhões de xícaras de café são bebidas todos os dias ao redor do mundo.

Buscar uma infusão "perfeita" do café parece ser uma empreitada subjetiva. Mas o trabalho de Kevin Moroney na Universidade de Limerick e de William Lee na Universidade de Portsmouth oferece uma melhor compreensão dos parâmetros que influenciam o produto final.

Enquanto estudos anteriores analisaram as matemáticas da extração de café, não houve muitas pesquisas sobre cafeteiras que usam filtros e despejam o café em gotas.

Essas constituem mais de metade das 18 milhões de máquinas de café vendidas anualmente na Europa; elas funcionam despendo água quente sobre uma camada de café armazenado em um filtro de papel.

A gravidade puxa a água através do filtro, extraindo compostos solúveis do pó de café durante o fluxo.

"Nossa ideia geral é ter um modelo matemático completo que você poderia usar para projetar máquinas de café, um pouco como nós usamos uma teoria de mecânicos fluidos e sólidos para projetar carros de corrida." Dr. Lee disse à BBC News.

Ele disse que esse estudo foi um passo rumo a esse objetivo, acrescentando: "Nós olhamos para o efeito do tamanho do grão de café na maneira como o café sai de uma máquina de filtro".

"A coisa realmente surpreendente para nós é que existem dois processos pelos quais o café é extraído dos grãos. Há um processo muito rápido pelo qual o café é extraído a partir da superfície dos grãos. E então outro mais lento onde café sai do interior dos grãos."

Sabia-se previamente que os pós de moagem muito fina poderiam resultar em cafés muito amargos. Por outro lado, não moê-los o suficiente pode deixar o resultado final muito aguado.

"O que nosso trabalho tem feito é tomar essa observação e quantificá-la", disse Lee.

"Então agora, em vez de apenas dizer: 'Preciso deixar [os grãos] um pouco maiores', posso dizer: 'que quero extrair essa quantidade de café dos grãos, esse é exatamente o tamanho (de grão) que eu preciso."

Isso poderia ajudar bebedores de café - como o Dr. Lee - que moem seus próprios grãos a otimizar suas rotinas matinais.

O Dr. Lee diz que ajusta seu moedor ao maior tamanho possível. Ao fazê-lo, diz: "Os grãos triturados são um pouco maiores do que você obtém na trituração padrão, o que torna o café menos amargo. Em parte porque está ajustando essa relação entre o material que sai da superfície e o que sai do interior (do grão). Quando as coisas são maiores, você está diminuindo a área de superfície total do sistema".

"Além disso, a água flui mais rapidamente através de um café de moagem grossa, porque a água está gastando menos tempo em contato com o café, ajudando a reduzir a quantidade de extração também."

"Se é amargo, é porque você está aumentando a área de superfície dos grãos. Além disso, quando os grãos são muito pequenos, é difícil para a água deslizar entre eles, então a água está gastando muito mais tempo se movimentando entre os grãos - dando mais tempo para o café sair da solução. "

Mas o que para uma pessoa pode parecer amargo, para outra pode ser a xícara de café perfeita.

"Para aplicações industriais, esperamos que você possa otimizar a cafeteira para um determinado tamanho de grão. Você poderia ajustar o fluxo de água para que obtenha a extração perfeita", disse o Dr. Lee.

"Ou se a máquina de café tem um moedor integrado você tem duas variáveis para brincar. Você pode brincar com o tamanho da moagem e com a quantidade do fluxo."

Os pesquisadores estão agora olhando para a forma da camada de café moído preparada nas máquinas de filtro.

"A forma da camada de café muda enquanto você prepara a bebida. Quando entra, o pó fica depositado na parte inferior do filtro, mas no final do processo, está cobrindo as paredes do filtro. Isso também parece desempenhar um papel no gosto", disse o Dr. Lee.

"Isso nos permitiria mexer com outro grau de liberdade: como exatamente você coloca a água dentro da cafeteira. Você a coloca com um único jato no centro, como água saindo da torneira? Ou você usa algo parecido como um chuveiro, onde há água pingando de vários lugares? Eles teriam efeitos diferentes ao mexer na camada de café."

FONTE

g1

sábado, 12 de novembro de 2016

Cafeteira Aram: Máquina de café espresso brasileira


Criada por mineiro radicado em Curitiba, a Aram superou em cinco vezes a sua meta em campanha de crowdfunding. O brasileiro Maycon Melo, de 29 anos, está lançando uma máquina de expresso diferente. Chamada de Aram, ela não necessita de energia elétrica para funcionar. Em vez de eletricidade, os usuários devem girar uma manivela para criar a pressão necessária para fazer o café.

Melo é mineiro, mas se mudou para Curitiba para fazer faculdade de design de produtos. Durante a graduação, chegou a criar uma linha de utensílios artesanais para café. No entanto, ele não prosseguiu com a ideia após se formar, em 2011. Preferiu criar uma linha de óculos escuros de madeira feitos à mão.

A empresa de óculos de Melo chamava exatamente Aram, que significa “luz do Sol” em tupi-guarani. No entanto, após quatro anos, o empreendedor decidiu interromper o projeto. “A concorrência vendia produtos ditos artesanais, mas que eram industrializados e custavam mais barato. Estava difícil competir e resolvi pensar em outra coisa.”


No fim de 2015, decidiu voltar a pensar em uma novidade para o mercado do café. A princípio, desenvolveu um projeto de uma máquina de expresso artesanal, mas movida a energia. “Uma cafeteira elétrica dá mais trabalho e necessita de um selo do Inmetro para ser vendida. É uma certidão muito cara”, afirma Melo.

Depois disso, Melo pensou no modelo atual, com uma manivela e que necessita de água quente para fazer o café. Ou não. “Na verdade, a manivela tem força suficiente para fazer o expresso com água morna ou fria. Isso dá aos nossos clientes a chance de experimentar diferentes combinações da bebida”, diz.


Na hora de batizar a máquina, usou o mesmo nome da marca de óculos. “Aram para mim simboliza um estilo de vida, que tanto os óculos quanto o novo produto compartilham”, diz Melo, que inclusive é chamado de Aram por onde anda.

Toda a matéria-prima da cafeteira é produzida por empreendedores de Curitiba. Por fim, tudo é montado no ateliê de Melo na capital paranaense. “A produção é realmente artesanal.

De acordo com o mineiro, a manivela pode criar uma pressão de 9 bar, bastante semelhante às máquinas de expresso profissionais, sem que os clientes façam força. O café utilizado na máquina deve ser em pó e próprio para expressos, normalmente encontrado em supermercados e lojas especializadas.

Melo diz que, apesar de a ideia ser boa, ele não tinha muito dinheiro para transformar o projeto em realidade. Por isso, lançou, no mês passado, uma campanha de crowdfunding na plataforma brasileira Catarse.


A meta inicial de arrecadação era de R$ 35 mil. No entanto, a campanha já arrecadou R$ 176 mil, cinco vezes além do objetivo inicial. “Batemos a primeira meta em 48 horas. Foi uma surpresa inimaginável e uma validação importante do nosso negócio”, afirma Melo. A arrecadação continua até 17 de novembro.

No crowdfunding da Aram, quem contribuísse com pelo menos R$ 679 garantia uma cafeteira de presente e com desconto. São esses doadores que receberão, entre dezembro deste ano e fevereiro de 2017, as primeiras máquinas.

Melo ainda não decidiu como vai vender as cafeteiras após a campanha. “Estamos vendo se vamos revender as máquinas ou fazer venda direta”, diz. Segundo ele, a escolha interferirá no preço final da Aram. “No primeiro caso, atingiríamos mais gente, mas o preço seria de cerca de R$ 1,6 mil. Na venda direta, ficaria por mais ou menos R$ 1 mil. Vamos decidir que caminho seguir em breve.



fonte

http://revistapegn.globo.com/Banco-de-ideias/Econegocio/noticia/2016/11/brasileiro-cria-maquina-de-cafe-expresso-que-nao-usa-energia-eletrica.html

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Samba do café


E quem disse que café não dá samba? Dois ícones da cultura brasileira – café e samba – se reúnem para deixar sua manhã de sábado de carnaval ainda mais gostosa. O álbum de Vinicius e Baden especialmente para Ciro Monteiro, gravado em 1965 em Paris, é o segundo trabalho da dupla. Como o próprio nome do LP diz, esta foi uma homenagem de Vinicius de Moraes e Baden Powell para Ciro, que empresta sua voz para as músicas deste álbum.

Samba do Café
composição de Baden Powell e Vinicius de Moraes

por Cyro Monteiro
Para fazer um bom café, meu bem
Como se faz, cá no Brasil
Precisa ter um bom café meu bem 
Como se tem cá no Brasil

Uma frutinha vermelha
Que as moças colhem no pé
E quando é bem torradinho
Fica pretinho e cheiroso
Como ele é, cá no Brasil
Como ele é, cá no Brasil

Para fazer um bom café, meu bem
Como se faz, cá no Brasil
Precisa pôr tudo a ferver, meu bem
Como se põe, cá no Brasil

Tem que ser forte, como o bem
Que a gente tem pelo Brasil
Tem que ser doce, como o amor
Que a gente tem pelo Brasil
Você, seu moço estrangeiro
Só põe açúcar se quer

Mas sendo um bom brasileiro
O seu café vai ser doce
Como se fosse um carinho
O seu café vai ser doce
Como se fosse um beijinho
De uma mulher
Que faz um bom café
Cá no Brasil! Cá no Brasil!



Como gosto se discute, sim, por que o gosto é um aprendizado, é algo que pode ser adquirido, aprimorado. Eu aprendi na infância e adolescência a tomar café quente, forte e com pouco açúcar. Com o passar dos anos vi que a minha preferência ainda era tomar o café forte e quente, mas sem o açúcar. E, pode soar estranho, mas no bom café a ausência do açúcar não é sentida. Estranheza, mesmo para quem adquire o hábito do café "sugar free" é o aroma e o sabor do café adoçado. Então, peço licença aos compositores, pois a minha versão de receita "Para fazer um bom café, meu bem", é diferente; e seria assim:

Samba do Café
Para fazer um bom café, meu bem
Como se faz, lá no Brasil
Precisa ter um bom café meu bem 
Como se tem cá no Brasil

Uma frutinha vermelha
Que as moças colhem no pé
E quando é bem torradinho
Fica pretinho e cheiroso
Como ele é, cá no Brasil
Como ele é, cá no Brasil

Para fazer um bom café, meu bem
Como se faz, cá no Brasil
Precisa pôr tudo a ferver, meu bem
Como se põe, cá no Brasil

Tem que ser forte, como o bem
Que a gente tem pelo Brasil
Tem que ser sem doce, como o amor
Que a gente tem pelo Brasil
Você, seu moço estrangeiro
Só põe açúcar se quer

Mas sendo um bom brasileiro,
o seu café vai sem doce
como se fosse um carinho,
o seu café vai sem doce
como se fosse um beijo
de uma mulher
Que faz um bom café
Cá no Brasil! Cá no Brasil!


FONTE

terça-feira, 31 de maio de 2016

Café com Canela



O arroz doce, churros, bolinho de chuva insistem em nos convencer de que a canela nasceu exclusivamente para realçar o sabor das sobremesas. O mesmo vale para pães de mel, tortas, bolos e biscoitos, sonhos recheados, queijadinhas de amêndoa e até a banana caramelada, feita de improviso no microondas para matar a gula da madrugada. De fato, todos esses doces não seriam os mesmos sem os encantos desta especiaria – que perfuma, dá cor e enobrece. Mas, acredite, a canela pode mais.

As tradições culinárias de países como Índia, Líbano, Turquia e Marrocos provam que o ingrediente executa papel importante também em comidas salgadas, carnes vermelhas, frango e legumes são ótimos parceiros deste condimento, versátil e democrático. A canela vai bem em receitas doces e também vai muito bem em receitas salgadas.

Sabe aquele café nosso do dia a dia? Ele pode ficar ainda mais saboroso quando adicionado um toque de canela...



RECEITAS
  • Café com Leite e Canela
2 xícaras de leite
2 colheres (chá) de café solúvel
1 colher (café) rasa de canela em pó
Açúcar a gosto

MODO DE PREPARO: Em uma panela coloque todos os ingredientes e misture com um batedor para que fique mais cremoso. Após levantar fervura, desligue e sirva em duas xícaras de sua preferência.


  • Café Com Canela
3 colheres de sopa de café
1 litro de café
Canela
Chantili
5 colheres de sopa de açúcar
Leite

MODO DE PREPARO: Coloque 1 litro de café para ferver e coloque as 5 colheres de açúcar. Depois de ferver coe seu café com coador de papel ou de pano. Coloque em uma xícara quanto leite desejar. Se tiver chantili coloque por cima do café em depois coloque canela. Adicione chantili e polvilhe a canela sobre o café. Pronto.

  • Café com Leite em pó e Canela
½ xicara de leite
1 colher de chá de essência de baunilha
400 ml de café coado
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de sopa de leite em pó
3 colheres de sopa de açúcar refinado
Modo de preparo: Em uma panela, coloque o leite e a baunilha para ferver. Leve ao liquidificador e bata até formar uma espuma, reserve. No liquidificador, coloque o café, a canela, o leite em pó e o açúcar, bata bem. Despeje o conteúdo em uma xícara e arrume a espuma de leite por cima.


Outra ótima propriedade da canela é trazer mais disposição para as atividades diárias através do combate ao estresse e à fadiga. Isso se dá porque ela é um termogênico, alimento que faz com que você sinta menos cansaço e mais vontade de se movimentar. Algo que nunca podemos desconsiderar é essa ação termogênica, da qual falamos no tópico anterior. Ela remete à necessidade de consumir a canela moderadamente e em pequenas quantidades, porque seu uso exagerado pode fazer mal, acelerando mais do que o recomendado. Um dos benefícios da canela, também, é a possibilidade de substituir açúcar por canela, já que ela serve como um tempero; e engana o paladar.



CANELA

Fonte rica de manganês, ferro, cálcio e fibra, já usada para tratar da diarreia, indigestão, inchaço e até melhorar o sistema imunológico. Pesquisas recentes demonstraram que a canela pode abaixar os níveis de açúcar no sangue. Isso pode levar diretamente à redução de gorduras acumuladas no corpo. Aprenda aqui como a canela emagrece e ajuda a perder a barriga.
omo usar a canela para perder peso.

Muitos estudos demonstraram que a canela é um estabilizador do açúcar no sangue. Isso faz dela uma ótima opção não só para diabéticos, como também para pessoas tentando emagrecer.

Quando emagrecemos, nossos corpos convertem carboidratos digeríveis em açúcar no sangue (glicose), nossa principal fonte de energia. Nosso pâncreas cria um hormônio chamado insulina que transporta o açúcar do sangue até nossas células, onde ele é usado como energia. 
Se comemos mais do que o necessário, os níveis de açúcar no sangue crescem, e o pâncreas acelera sua produção, gerando mais e mais insulina. O fluxo de insulina diz ao seu corpo que existe muita energia disponível. Assim que suas necessidades são supridas, a insulina armazena a glicose extra como gordura para usar depois.

Devido ao efeito da canela em controlar o açúcar no sangue, existe menos insulina no sistema, fazendo com que o corpo armazene menos gordura, e por isso é possível afirmar que a canela emagrece, de alguma forma.

Benefícios da Canela

Com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, a canela é uma poderosa aliada no processo de emagrecimento e controle da diabetes. Sua ação antimicrobiana inibe a proliferação e crescimento de micro-organismos, como bactérias, fungos e vírus.

A médica nutróloga Cristiane Coelho Ognibene, membro da Associação Brasileira de Nutrologia, lista os principais benefícios da canela.
Benefícios da canela

A canela é aliada no controle do diabetes e da resistência insulina. Segundo um estudo da Universidade Estadual Ball, nos Estados Unidos, adicionar uma colher de canela na comida no café da manhã ajuda a reduzir os níveis de açúcar no sangue.

A pesquisa comparou a taxa de açúcar no sangue de pessoas com peso normal e pessoas obesas depois de duas horas da ingestão de 6 g de canela com o de pessoas que não haviam consumido a especiaria. A redução dos níveis nas pessoas que comiam cereal com canela chegou a 25%.

"O cromo e os compostos fenólicos presentes na canela são os responsáveis por seus efeitos em melhorar a sensibilidade à insulina e o controle glicêmico", afirma a nutróloga. Além disso, segundo ela, o óleo essencial extraído da canela é efetivo na inibição do crescimento bacteriano, como o da Escherichia Coli.

A especiaria ainda possui azeites essenciais, vitamina A, vitaminas do complexo B, magnésio, zinco, iodo e flavonoides atuam como antioxidantes que impedem a formação de placas nas paredes arteriais.

Contra celulite e quilos extras

Sua ação anti-inflamatória ajuda a diminuir a inflamação dos tecidos, o que reduz a quantidade de celulite. Além disso, canela é um poderoso termogênico e, por isso, aumenta a temperatura do corpo facilitando a queima de gordura. Usada para adoçar cafés, sucos e vitaminas, a canela é aliada no processo de emagrecimento porque promove a sensação de saciedade por mais tempo.


As quatro propriedades emagrecedoras da canela

Poucos alimentos são tão bons para o emagrecimento como a canela: ela quase não tem calorias e age em todo o organismo para facilitar a perda de peso. Além disso, a especiaria é ótima para fazer doces leves. A nutricionista Dani Merele, da Clínica Ser Integral, de Florianópolis (SC), explica direitinho como a canela age e dá as principais dicas de consumo:

1. Tem efeito termogênico
Ela aumenta a temperatura do corpo, facilitando a queima de gorduras.

2. Combate as bactérias ruins do corpo
O óleo essencial da canela age combatendo bactérias e fungos nocivos. Esse processo desinflama os tecidos, permitindo que as células respondam melhor à dieta de emagrecimento.

3. Atrasa o esvaziamento gástrico
A canela faz o estômago esvaziar mais devagar. Com alimento no estômago por mais tempo, a fome demora mais para chegar.

4. Tira a vontade de comer doce
Como a canela tem um sabor adocicado, é possível usá-la para adoçar o leite, café, sucos e vitaminas, além de ser ótima para adicionar às sobremesas (sobre bolos, por exemplo). Com a ansiedade por doces controlada, fica muito mais fácil perder peso.

E tem mais: Previne o envelhecimento precoce Algumas substâncias presentes na canela combatem os radicais livres. Isso previne o envelhecimento precoce, deixando a pele firme e o cabelo forte por mais tempo.


Café com Canela para emagrecer



Adicione 01 colher de chá de canela em pó em 01 xícara de café; e como canela em pó não dissolve no café. você pode optar por usar 01 pau de canela (05 cm) na água a ser utilizada para coar o café, o sabor fica mais suave e adocicado em ambos os casos, sendo desnecessário o uso de adoçante ou açúcar. A indicação é de que se tome até 4 xícaras de café ao dia; e aqui eu confesso sempre tomei mais café do que o indicado, apenas no início de minhas gestações tive que suspender o uso, retornando tão logo cessado os enjoos.

Sugestões de consumo

Em receitas de bolo, substitua uma colher de açúcar por uma de canela. No final, em vez de usar calda de chocolate, polvilhe canela em pó sobre o bolo.
Use canela em suas principais refeições . Adicione canela, no preparo:
  • do Chá, leite, café, cappuccino, chocolate;
  • de vitaminas, cereais, torradas, pão, bolo, tapioca, crepioca...
  • de sobremesas, saladas de frutas, iogurte, pipoca;
  • de carnes vermelhas, frango e legumes;
  • de frutas ao forno, ou microondas (maçã, banana, pera) e polvilhe um pouco de canela. A fruta fica mais doce, sem ganhar calorias extras;
  • bebidas quentes ou frias.
Faça chá de canela: Ferva um pouco de água. Adicione uma colher de canela. Deixe descansar de 5 a 10 minutos. Coe e aproveite seu chá de canela.

Preste atenção!
Uma colher de chá de canela por dia é suficiente para ter todos os efeitos benéficos da especiaria. Pessoas com pressão baixa e gestantes devem evitar a canela, pois ela ajuda a baixar a pressão arterial e pode ter efeito abortivo, devendo o seu uso ser moderado, ou mesmo, evitado pelas gestantes.

Assim como o chá verde e outros suplementos, a canela emagrece e pode ser usada para ajudá-lo na luta contra a gordura. Faça também uma dieta balanceada; e um bom programa de exercícios.

Dicas para comprar e armazenar
 - prefira a canela em rama , que é a forma mais in natura que se pode ter desta especiaria. "O processo de transformação da canela em raspas ou em pó prejudica o aroma e o sabor do produto", explica o restaurateur indiano Mukesh Chandra. Além disso, ele conta que quanto mais fina a rama, mais acentuado é o sabor.

- se a sua receita pede canela em pó, o ideal é triturar as ramas , em moedor ou pilão. ”É a mesma lógica usada na pimenta-do-reino, muito mais saborosa e cheirosa se for moída na hora”, completa o chef Carlos Kristensen.

- outra opção é usar os temperos inteiros, para aromatizar e saborizar o prato, e retirá-los ao final do cozimento. Para isso, a dica é colocar os paus de canela enrolados em uma trouxinha de gaze , juntamente com outras especiarias como cardamomo e louro, e descartá-los na hora de servir. 

- compre em pequena quantidade: o tempo é inimigo da canela e das especiarias em geral, que vão perdendo suas propriedades aromáticas, especialmente se não forem acondicionadas adequadamente.

- armazene a canela em vidro tampado , longe do calor e da umidade.



Pitadas de história

Entre os séculos XVI e XVIII, a canela foi disputada por portugueses, holandeses e ingleses, que ocuparam sucessivamente a ilha de Sri Lanka (antigo Ceilão), considerada o berço desta especiaria.

Na Idade Média, a canela esteve entre os quatro condimentos mais valiosos – os outros eram pimenta-do-reino, cravo e noz moscada. Eles cruzavam os oceanos e eram usados como moeda de troca no pagamento de dotes, heranças, impostos, dívidas e obrigações religiosas, além de serem conhecidos por seus poderes terapêuticos.

A canela, diziam, "reforça as virtudes do fígado e do estômago". A história oficial sobre a saga dos descobrimentos conta ainda que, no aspecto culinário, as especiarias foram usadas como tempero não apenas para disfarçar e melhorar o gosto dos alimentos precariamente obtidos, mas, principalmente, para conservá-los por mais tempo.

Hoje, o Brasil ainda importa a maior parte da canela que consome. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em 2009 foram importados cerca de 1.137.000 quilos de canela em rama, a maior parte vinda da Indonésia e da China.

Fonte:




quarta-feira, 25 de maio de 2016

Cafezal urbano do Brasil


Pouco sabem mas, a cidade de São Paulo é mãe do maior cafezal urbano do Brasil! De um lado, o Parque do Ibirapuera, o MAM e a Bienal; do outro, a vida boêmia da Vila Mariana; e no centro, dentro do Instituto Biológico, mais de 1500 pés de cafés estão quase prontos para serem colhidos. E você pode fazer parte da colheita, sabia?


Desde 2006, o evento Sabor da Colheita abre as portas do Instituo Biológico para visitação à plantação, colheita do café, e é claro, degustação da bebida preparada a partir de grãos arábica das variedades Mundo Novo e Catuaí, uma raridade, já que o este café não é comercializado e sim, doado para o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo. Ao todo, os grãos colhidos todos os anos pelo Instituto somam, em média, uma tonelada!

Imagem: Instituto Biológico
Fazer parte da colheita é um presente! Programado para acontecer no próximo dia 25, dia que antecede o Dia Nacional do Café (24 de Maio), o Sabor da Colheita oferece, gentilmente, comidas típicas da fazenda e da época, como bolo de milho, pamonha, canjica, além de pão de queijo, doces de abóbora, goiabada e outros quitutes deliciosos.

O evento é gratuito e sem necessidade de agendamento. Mas como a data do início da colheita pode mudar, é conveniente que você confirme pelo telefone (11) 5087-1704.

Parte dos grãos colhidos será beneficiada, torrada e encaminhada ao Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo. Em 2015, o IB doou 300 sacas de café para o Fundo. No evento de 2016, são esperadas cerca de 300 pessoas.

Bora lá colher grãos de café no maior cafezal urbano do Brasil?

Imagem: Instituto Biológico
SERVIÇO ::
Sabor da Colheita
Local: Instituto Biológico – Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252, Vila Mariana, SP
Data: 25/04, à partir das 10h (confirmar data)
Grátis

Cafezal do Instituto Biológico
Importante opção de turismo dentro da cidade, o cafezal do Instituto Biológico é o maior do gênero instalado em área urbana, formando uma grande área verde no centro da capital paulista.

No coração de São Paulo, a menos de dez minutos da Avenida Paulista, existe uma plantação de café. Isso mesmo. A cidade que não pára, capital do Estado e metrópole financeira do País, conhecida por seus arranha-céus e enormes engarrafamentos, também abriga o maior cafezal urbano do Brasil.

São 1.035 pés de café, plantados em uma área de mil metros quadrados do Instituto Biológico, na Vila Mariana, uma das áreas mais nobres do Município. Na verdade, o Instituto nasceu justamente de um problema enfrentado pelos produtores de café.


Assista ao vídeo do Cafezal
IB possui a certificação UTZ Kapeh ao maior cafezal urbano no Estado de São Paulo

HISTÓRIAO café entra no Brasil em 1727 e se espalha por vários estados, chegando ao Vale do Paraíba, São Paulo, em 1806. Em 1849, o Brasil já era o maior produtor mundial dessa cultura. No início do século XIX os grandes produtores de café, os chamados “Barões do Café”, exerciam grande influência política no Estado de São Paulo. Por força desse grupo econômico, que clamava por uma assistência técnica para o controle das pragas que ocorriam em seus cafezais, em 1927, para atender essa e outras demandas, foi criado o Instituto Biológico.

Na metade da década de 50, junto ao edifício sede do Instituto Biológico, foram plantados cerca de 2.500 pés de café com a finalidade de servir à pesquisa científica e, também, preservar a memória histórica da Instituição. Hoje, o cafezal ocupa uma área aproximada de 10.000 m² e possui 1.536 pés de café das variedades Mundo Novo e Catuaí. Atualmente, seu propósito maior é didático, histórico e cultural, destinando-se às pessoas que desejam conhecer uma plantação de café, sua história e outras particularidades, além dos princípios das boas práticas agrícolas.



SABOR DA COLHEITA
Desde 2006, entre os meses de maio e junho, é realizado o evento “Sabor da Colheita” – ato simbólico que marca o início da colheita do café no Estado de São Paulo.

CAFÉ, ESSE NOBRE GRÃO
Em média, cerca de 1 tonelada de grãos é colhida nesse cafezal, resultando, após seu beneficiamento, em aproximadamente 500 kg, os quais são doados ao Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo. Essa produção varia em função da bianualidade da cultura, pois o café apresenta maior produtividade em um ano e, no ano seguinte, decai a safra.



VISITAS As visitas devem ser agendadas com antecedência. 

Instituto Biológico
Av. Cons. Rodrigues Alves, 1252, Vila Mariana, São Paulo, SP Fone: (11) 5087-1704 com Harumi Hojo

Fonte:


http://www.biologico.sp.gov.br/cafezal.php

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Cantata do Café



Johann Sebastian Bach compôs uma Cantata do Café em 1732. Nela Bach descreve o conflito entre um pai de costumes rígidos e sua filha que adquiriu o hábito de beber café três vezes ao dia. Na época, o café era praticamente uma novidade na Alemanha.

Confiram: KaffeeKantate



Beber café, um desejo proibido para as mulheres da Alemanha do século XVIII. Apesar do consumo daquele grão escuro de efeito estimulante ter sido o acompanhamento perfeito das conversas sobre política e artes dos intelectuais eruditos, se ingerido pelas mulheres da época, o café era tido como “um negro veneno” que causava descontrole e esterilidade. Tudo bem, hoje, a discussão serve apenas de memória, mas, o curioso é observar o que a composição Kaffee-Kantate (ou, Cantata do Café), miniópera do “pai da música” Johann Sebastian Bach, contribuiu para essa história.

Tocada entre 1732 e 1735 na Kaffeehaus de Zimmermann, em Leipzig, a cantata tem tom cômico e narra a tentativa de repressão do pai rabugento. Schlendrian à mania de Lieschen, sua filha viciada em café. Esgotados os modos de convencê-la do perigo daquele terrível desejo, Schlendrian só consegue satisfazer à sua vontade quando a oferece um marido.

No entanto, ao contrário do repúdio ao café, instigada pelos homens da elite alemã, Bach compôs um salve, um ode, um reverendo à bebida. “Ah, como é doce o seu sabor. / Delicioso como milhares de beijos, / mais doce que um moscatel. / Eu preciso de café” (…) “Paizinho, não sejas tão mau. / Se eu não beber meu café / as minhas curvas vão secar / as minhas pernas vão murchar / ninguém comigo irá casar”.

O literato Milton Ribeiro, em post sobre o assunto em seu blog, deixou a ressalva: “Bach aprendera muito bem, em sua vida familiar, que influenciar os jovens não era assim tão fácil. Portanto, adicionou um recitativo no qual os planos de Lieschen são revelados: o homem que quiser casar com ela terá de consentir numa cláusula: o contrato matrimonial certamente preverá que a mulher possa tomar café sempre que lhe apetecer”.

Pois é, homens e mulheres! Quatro séculos depois, especialistas não têm dúvidas de que três a quatro xícaras para o café diário, o que representa cerca de 500 mg de cafeína, só faz bem para a saúde. Estimula a memória, combate a depressão e suas consequências, é rico em sais minerais – potássio, cálcio, zinco, ferro e magnésio -, além de vitamina B, ácidos clorogênicos, antioxidantes naturais, entre outros nutrientes. É, eles não sabiam disso...

Ganhar uma música escrita por um dos maiores nomes da música clássica como Bach não é para qualquer um. Inspirado pelo café, o compositor alemão fez uma cantata cômica, uma pequena ópera, sobre a bebida.

A Kaffee Kantate foi encomendada por Zimmermann, proprietário de uma cafeteria na cidade alemã Leipzig chamada de Kaffeehaus. Lá, ela foi apresentada durante quatro anos seguidos (entre 1732 e 1735).



Curiosamente, os papéis femininos da obra foram interpretados por homens, pois “cantoras” eram proibidas em lugares sérios da época. A história conta de um pai que tenta fazer com que sua filha não tome café e até lhe oferece um noivo. A filha Lieschen aceita finalmente a troca, mas, espertamente, inclui uma cláusula que a permite tomar café sempre que ela quisesse no contrato matrimonial.

A tradução da letra, segue abaixo:
“O gato não é o rato,
O café continua sendo o irmão das solteiras.
A mãe ama o café quente,
A avó bebia isso também,
Quem quer insultar suas filhas!”
Alguns versos extraídos da cantata são muito engraçados:
“Ah, como é doce o seu sabor.
Delicioso como milhares de beijos,
mais doce que um moscatel.
Eu preciso de café.”
“Paizinho, não sejas tão mau.
Se eu não beber meu café
as minhas curvas vão secar
as minhas pernas vão murchar
ninguém comigo irá casar.”

FONTE

http://www.mexidodeideias.com.br/index.php/curiosidades/cantata-do-cafe-de-bach/

http://www.cafefacil.com.br/blog/bach-cantata-do-cafe-em-homenagem-ao-dia-internacional-da-mulher/

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sábado, 6 de abril de 2013

CANECA DIVERTIDA – CANECAS TERMOAPAIXONANTES

 

Elas existem aos montes, mas a dinâmica é a mesma: mudam de aparência quando entram em contato com líquido quente. Estou falando das canecas termográficas que, além de divertidas, quebram a mesmice do dia a dia. Já mostramos duas delas aqui (Pac-Man) e aqui (Morning Mug). Mas, gostamos tanto que não resistimos e selecionamos mais algumas!
CANECA6   CANECA DIVERTIDA #17 – CANECAS TERMOAPAIXONANTES

Pixel Heart – A porcelana traz um coração ao estilo geek de 8 bits vazio e sem vida. Ao preparar aquele café quentinho e completar a caneca, ele muda e fica vermelho e cheio de energia.
A porcelana custa US$11,99 (cerca de R$25) e comporta 378ml de café. Apaixonou pelo coração? Clique aqui para comprar.

CANECA5   CANECA DIVERTIDA #17 – CANECAS TERMOAPAIXONANTES



Battery Mug – Se sua energia está se esgotando, a solução é beber café! Essa caneca pode ser perfeita para essa ocasião. A proposta dela é imitar o mostrador de bateria de seu celular, para que você fique sabendo quando está na hora de “recarregar”. Nada de tomadas, ligue-se na cafeína!
A caneca comporta cerca de 295ml de café quente e está disponível para compra aqui por US$14,99 (cerca de R$31).

CANECA3   CANECA DIVERTIDA #17 – CANECAS TERMOAPAIXONANTES


Tank-up – Você considera o café um líquido que faz seu “motor” funcionar? Então, seu caso com a bebida é ainda mais sério e esta caneca é para você! Saiba sempre quando é a hora de parar tudo aquilo que você está fazendo para “encher o tanque”. Rodar por aí sem combustível pode ser arriscado… A caneca também custa US$11,99 (cerca de R$25) e está disponível aqui. Assim como a “Battery Mug”, ela comporta cerca de 295ml de cafezinho quente e delicioso.

Se você está colecionando estas belezinhas, vale lembrar que as canecas termográficas só devem ser lavadas a mão. Máquina de lavar louças podem danificar a tinta e o material.

fonte

http://www.mexidodeideias.com.br/index.php/curiosidades/caneca-divetida-17-canecas-termoapaixonantes
 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Café com Sal

Tendência oriental ainda encontra resistência no ocidente, mas é uma aposta recente em busca de diferentes experiências
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A busca pela potencialização do sabor do café deu corpo à moda do café salgado em taiwan. no ocidente, esse tipo de combinação pode fazer muita gente torcer o nariz, mas é uma aposta recente em busca de diferentes experiências.
Hoje, toda vez que bebo o café salgado, eu penso na minha infância, na minha cidade natal. A frase, do conto Café Salgado, da escritora Shimada Coelho (www.shimadacoelho.blogspot. com), mostra algo que, à primeira vista, parece inusitado. Um café temperado com sal? No mundo, o café é conhecido por ser degustado puro ou com açúcar – ou adoçante, para quem quer uma bebida com menos calorias.
E seus acompanhamentos seguem a mesma linha: petits-fours, bolachas, chocolates. Tudo liga a bebida a toques mais doces, característica do paladar ocidental quando o assunto é café.
 
No entanto, em alguns lugares parece que a bebida do conto de Shimada ganhou adeptos. Em Taiwan, conhecida por uma gastronomia um tanto quanto exótica – insetos são servidos como petiscos, por exemplo –, tomar café salgado virou moda. A onda surgiu na rede de cafés 85ºC Bakery Cafe, a mais popular da região, que hoje tem o produto como o mais vendido da casa. Para esse povo – que tem o hábito de jogar sal nas frutas para destacar sua doçura e como traço marcante a mistura de sabores –, o novo ingrediente não parece nenhuma grande inovação no Oriente. Segundo os especialistas locais, o segredo do sucesso é a sequência de sabores que a bebida proporciona.
O sal aflora os sentidos e em seguida as papilas gustativas sentem o gosto adocicado do café.
Marcia Yoko Shimosaka, degustadora de cafés da AMSH Consultoria, esteve em Taiwan e conheceu o novo produto. Segundo ela, a ideia foi bastante divulgada pelo mundo, mas o próprio taiwanês não conhecia a nova combinação. No entanto, acha difícil que isso seja bem-aceito em outros países. Márcia teve oportunidade de provar o café salgado e conta que a sensação não foi muito agradável. “A mistura é exótica, o gosto é inexplicável. Mas não consegui dar dois goles na bebida. O cheiro do sal marinho se sobrepõe ao aroma do café.” O sal é acrescentado ao café em forma de creme, semelhante ao leite vaporizado.
“Não acredito que essa prática obtenha sucesso em outros países.” A opinião é compartilhada pela barista Isabela Raposeiras. “Acho que as pessoas vão poder entender que o café é um produto mais abrangente do que se acredita, mas ainda aposto que a cultura brasileira de café com bolo de fubá, por exemplo, será sempre mais forte. Acredito que a bebida combinada com temperos e sal, ainda por algum tempo, será uma ousadia de pessoas ligadas à gastronomia contemporânea e baristas com uma formação técnica mais profunda.”
A não ser que seja um caldo ou uma receita de comida com café, Isabela não acha que adoçar a bebida com sal seja uma combinação bem-sucedida. “Assim como também não gosto do resultado sensorial do café adoçado com o próprio açúcar. As situações felizes sensorialmente são harmonizações de café com comidas salgadas ou uso da bebida como ingrediente em receitas nas quais pode ser o fator principal ou um dos temperos que as compõem.”
MAS, POR QUE NÃO?
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Um café normalmente pede um acompanhamento. No Brasil, se você vai a uma cafeteria, não espere que lhe sirvam a bebida com um pequeno salgado. Por uma questão cultural o café vem acompanhado de minibolo, petitfour, bolachinha ou até mesmo chocolate. Mas segundo Isabela Raposeiras, o ator coadjuvante poderia ser sim um salgado. “Infelizmente hoje no Brasil é difícil alguém servir café com acompanhamentos salgados. Sempre defendi essa combinação pelo efeito que eles causam na percepção da doçura natural do café. Hoje em dia, as pessoas comem algo doce antes ou durante o café, e, consequentemente, essa percepção fica rebaixada. Se o acompanhamento for levemente salgado, a doçura do café fica relativamente maior.”
Abraçar o paladar adocicado, no caso do café, é algo fortemente visto no Brasil e também lá fora. “Os doces e a pâtisserie ainda continuam mais fortes na combinação com café”, explica
Isabela. Segundo a especialista, tudo é uma questão de harmonização. “O grande segredo é combinar um determinado café com algumas comidas, como se faz com vinhos. Isso inclui grãos diferentes, métodos de preparo, tipos de torra, entre outros. Da mesma forma que fazemos com qualquer comida e bebida, podemos harmonizar café por semelhança ou contraste, dependendo do resultado sensorial que se queira obter.”
Um dos grandes “companheiros” de um bom café, na visão da barista, é o queijo, além de carnes em geral. Uma experiência muito interessante é a de um espresso acompanhado de um pequeno pedaço de mussarela de búfala, por exemplo. Mas Isabela prefere usar o café como ingrediente na gastronomia: “Gosto muito também dos peixes mais gordos em algumas combinações com café. Se bem montada, essa harmonização pode ser muito feliz. A maneira mais fácil de não errar nas misturas é usar lácteos. Eles equilibram algumas tendências agressivas de determinadas combinações. Gosto mais de me aventurar em áreas menos óbvias, por isso uso o café na gastronomia como ingrediente. Ele é mais rico se usado em pratos salgados como parte dele do que se tentarmos apenas uma harmonização”.
Mas por que não experimentar uma combinação diferente? Tudo bem, o café com sal de Taiwan pode ser algo muito exótico, mas por curiosidade experimente a sugestão de Isabela em casa: “Nada mais maravilhoso do que um encorpado, doce e aromático espresso acompanhado por uma bela lasca de queijo Grana Padano.” Chame os amigos e faça um convite aos novos sabores!
 
fonte
 

Adoçar ou não adoçar: eis a questão!

 
 
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Adicionar açúcar ao café pode mudar o sabor da bebida? Apresentamos opiniões sobre o assunto e ajudamos você a entender porque experimentar novos hábitos...
 
O consumo de cafés no Brasil vem crescendo anualmente. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), entre novembro e outubro de 2010 houve um aumento de mais de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A melhoria da qualidade dos cafés oferecidos à população e a consolidação do mercado de cafés gourmet são alguns dos fatores que influenciam esse aumento. A ABIC estima que este segmento apresente taxas de crescimento de 15% a 20% ao ano.

Desde que o conceito de cafés gourmet começou a ser difundido no país, há cerca de quinze anos, os especialistas em café se esforçam na tentativa de disseminar o hábito de não adoçar o café. Mas as opiniões sobre este assunto são divergentes e a maioria ainda torce o nariz quando é convidada a provar a bebida pura, ou seja, sem açúcar.

Por isso, a Espresso resolveu desvendar este mistério de uma vez por todas. Afinal, por que os conhecedores da bebida insistem em dizer que o certo é tomar o café sem adoçá-lo? Antes de ouvir algumas opiniões, vale ressaltar que o amargor da bebida, geralmente atribuído à presença da cafeína, não é tão marcante em todo e qualquer cafezinho como se imagina. Isto porque, nos cafés gourmet, o corpo, a acidez e a doçura ficam evidentes. Daí vem a premissa de que este tipo de café pode ser apreciado com ou sem açúcar.

O AÇÚCAR PELO MUNDO

Até hoje, em algumas regiões do Sul da Itália, país berço do espresso, todo o café costuma ser servido com açúcar. Conversando com o atual barista campeão italiano, Francesco Sanapo, confirmamos este hábito. Segundo ele, ali a torra é mais escura, o que ressalta nitidamente o amargor do café. Por isso, os italianos sulistas geralmente servem a bebida com açúcar.

Mas isso não influencia a opinião de Francesco, que diz não incentivar o açúcar. “Gostaria que todos, pelo menos uma vez na vida, experimentassem o café sem açúcar. Afinal, só assim é possível conhecer o aroma e o sabor real do fruto dos cafezais.” Ele reafirma que ”il caffè buono è già dolce di suo”, ou seja, os bons cafés já são doces por si só.

Voltando às terras brasileiras, onde o consumo de café adoçado também é comum, conversamos com o barista Fernando Santana, da Doce Arte Café, de Socorro (SP). Ele conta que a maioria de seus clientes pede açúcar ou adoçante ao receber seu café. Mas, assim como o colega italiano, Fernando instiga seus clientes a experimentarem a bebida pura. “Explico que o café servido aqui é especial, com uma torra média que deixa transparecer melhor as características sensoriais do café”, completa.

Assim, quem chega à cafeteria do interior paulista é convidado a tomar o primeiro gole de café sem açúcar. “A maioria fica surpresa com o sabor e a doçura do café.” Fernando lembra o caso de um de seus clientes assíduos da cafeteria. “Toda manhã ele chegava e me pedia um ‘carioca’. Até que ofereci um café curto e sem açúcar. O primeiro gole foi seguido de uma careta. Mas, agora, ele já adora e não adoça mais.” O barista contou que, depois disso, o cliente virou o “mascote” da cafeteria. “Se ele vê alguém adoçando o café, vai até a mesa e tenta convencer a pessoa a provar a bebida ao natural.”

Seja com o sem açúcar, cada apreciador deve buscar a forma que lhe dá mais prazer ao beber o café. Sem ditar regras ou hábitos, os incentivadores do café sem açúcar – como nós da Espresso – procuram indicar a todos uma nova experiência. Mas que seja prazerosa. Se não for, o açúcar continuará sendo um bom companheiro.

QUER COM AÇÚCAR? CONHEÇA OS PRINCIPAIS TIPOS

1. AÇÚCAR DEMERARA

Granulado e de coloração amarela, possui alto teor de melaço em sua composição. Como não recebe aditivos químicos, apresenta valores nutricionais semelhantes aos do açúcar mascavo.

2. ASPARTAME

Não é açúcar, mas o resultado da combinação do ácido aspártico com a fenilalanina. Útil para pessoas com diabetes ou para quem precisa restringir o consumo de açúcar.

3. AÇÚCAR REFINADO

Passa pela etapa de refinamento com aditivos químicos como o enxofre, que tornam o produto com granulometria fina e brancura excelente. O ruim é que esse processo retira vitaminas e minerais, deixando apenas calorias sem nutrientes.

4. AÇÚCAR CRISTALIZADO

Granulado, puro, sem corantes, umidade ou empedramento. Com cristais bem definidos e granulometria homogênea.

5. AÇÚCAR ORGÂNICO

De granulação uniforme, pode ser encontrado na versão clara e dourada. Em sua produção, todos os fertilizantes químicos são substituídos por um sistema integrado de nutrição orgânica.

6. AÇÚCAR MASCAVO

É o bruto, extraído depois do cozimento do caldo de cana. Sua coloração é variável entre o caramelo e o marrom. Como não passa pela etapa de refinamento, conserva cálcio, ferro, magnésio e potássio.

7. AÇÚCAR BIODINÂMICO

Na produção deste açúcar são utilizadas substâncias altamente diluídas durante o plantio, para vitalizar as plantas e estimular seu crescimento. Ela também segue um calendário astral, com atenção à disposição da lua e dos planetas.

Fonte: Dra. Maria Del Rosario, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).