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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Fazenda brasileira produz o melhor café do mundo



Beber um cafezinho já é um hábito do brasileiro, tanto que 97% dos brasileiros adultos tem o costume de consumir o café em algum momento do dia – seja ele puro, com leite ou em outras variedades. O país é o segundo maior consumidor da bebida (perdendo apenas para os Estados Unidos) e é o maior produtor.

Com tanta produção acontecendo por aqui, não é de se espantar que o Brasil seja o atual detentor do título de “melhor café do mundo”. No pequeno município de Cristina, em Minas Gerais, se encontra a fazenda de Sebastião Afonso da Silva, produtor responsável por bater o recorde de pontuação no Cup of Excellence, principal concurso internacional da qualidade dos cafés.

A Serra da Mantiqueira, na região sul de Minas, é favorecida graças ao solo, clima e altitude extremamente propícios ao cultivo do grão. Nas “montanhas mágicas do café brasileiro”, Sebastião fez seu ganha pão. Em seu terreno, o mineiro encontrou o ambiente perfeito para o desenvolvimento de sua safra de café especial da espécie arábica: a posição do sol sobre a plantação, chamada de “meia face”, proporciona um clima mais ameno, gerando uma colheita tardia – que mantêm os grãos maduros por mais tempo nos galhos. Além disso, todo o cuidado faz a diferença: a colheita é feita à mão, utilizando a técnica chamada de derriça – onde se arrasta o café ao longo do ramo – e o resultado é um maior aproveitamento de grãos.

O Brasil está mudando o perfil da produção de café. Além da quantidade, o produtor aposta na qualidade. Vamos viajar da cidade até o campo para mostrar como é feito o melhor café do mundo. O café é a segunda bebida mais consumida no país, só perdendo para a água, e 97% dos brasileiros adultos tomam a bebida diariamente. O país é o 2º maior consumidor de café do mundo e o maior produtor mundial. A cada 3 xícaras preparadas no planeta, uma tem café do Brasil.


O município de Cristina, que fica na Serra da Mantiqueira, no trecho localizado no sul de Minas Gerais, 'esconde' um café que é campeão mundial. Cristina é a cidade 'Campeã Mundial de Café Especial'.



Nas 'montanhas mágicas do café brasileiro', o repórter Mauro Tagliaferri foi até a Fazenda Pinhal, do produtor Sebastião Afonso da Silva, que bateu recorde mundial de pontuação no 'Cup of Excellence', o principal concurso internacional de café.

É do alto da Serra da Mantiqueira, no Sul de Minas Gerais, a uma altitude de cerca de 1,5 mil metros, que vem o café natural mais caro do mundo. Pelo segundo ano consecutivo, o café produzido pelo produtor Sebastião Afonso da Silva, do município de Cristina (MG), foi escolhido o melhor em 2015 pelos jurados do concurso "Cup of Excellence", alcançando uma pontuação de 94,47. Em 2014, quando também levou o título, o produtor conseguiu a maior nota já obtida em concursos para um café natural em todo o mundo: 95,18, em uma escala que vai até 100.

Apenas uma saca de 60 quilos desse café premiado chegou a ser vendida a R$ 9,8 mil para a Starbucks, dos Estados Unidos, a maior rede de cafeterias do mundo. A façanha foi tamanha, que representantes da empresa fizeram questão de viajar até o Sul de Minas para entregar ao produtor uma embalagem de 250 gramas do café, que estava sendo vendido ao preço de 40 dólares, nos Estados Unidos. "Eles marcaram o lugar e desceram de jatinho só para me entregar", recorda com orgulho o produtor.

E não para por aí. Todo o lote premiado, composto de 17 sacas de 60 Kg, foi vendido a US$ 48,5 mil, o equivalente a R$ 145 mil. O quilo do café premiado rendeu 142 reais ao produtor, enquanto o quilo de um café comum, tipo 6, bebida dura, rende R$ 8 conforme a última cotação. A valorização foi quase 18 vezes maior em relação ao mercado convencional.

Embalagem do café produzido em Cristina e vendido
nos Estados Unidos: 40 dólares por 250 gramas
(Foto: Lucas Soares/G1)

A altitude, o clima e o solo favoráveis fazem com que a região da Mantiqueira consiga ter destaque na produção de cafés especiais. Atrelado a esses três fatores está o pós-colheita, que é o cuidado que o produtor precisa ter com o grão assim que ele sai do pé. Segundo Vanusia Nogueira, diretora da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), esses são os detalhes que fazem com que a Mantiqueira de Minas tenha destaque nos concursos especiais, principalmente na categoria "Cafés Naturais".

"Oitenta porcento do café produzido no Brasil é de café natural, é o café de terreiro, que é o concurso que o Sebastião ganhou. É o café normal que precisa de menos investimento de estrutura dentro de uma propriedade. Ele é muito bem aceito pela agricultura familiar, pelo pequeno agricultor no Brasil, que é maioria. Ele é muito mais difícil de secar. O café natural é aquele que seca com tudo e depois se tira a semente. Nos lavados, descascados, se tira toda a polpa e só a semente fica secando. O processo de secar a semente pura é muito mais rápido do que ficar com a fruta inteira esperando naturalmente a desidratação. Para isso acontecer de uma forma interessante, você precisa ter um período de umidade do ar baixa. Entre os nossos concorrentes, só o Brasil tem o período de safra seco", explica Vanusia.

A diferença que faz um café ser considerado especial em relação a um café normal, o café "commodity" está, além dos fatores naturais, no cuidado do produtor, principalmente no pós-colheita. Nesse tipo de produção, se preza a qualidade ao invés da quantidade. O cuidado com o grão impulsiona atributos que fazem o produto se tornar único.

Seu Sebastião e o filho Helisson: família bicampeã
em concurso de cafés especiais (Foto: Lucas Soares/G1)

"Os principais atributos são doçura, acidez e corpo. A doçura é uma das características que fazem o café especial brasileiro se tornar competitivo. Nenhum café especial é tão doce como brasileiro. Quanto melhor essa combinação, maior nota ele vai conseguir na degustação profissional do concurso. Um fator que fez o café do produtor Sebastião se tornar inconfundível em 2014 e 2015 foi o aroma de chocolate. E isso mostra que não foi um acidente de percurso, já que durante dois anos consecutivos, ele conseguiu manter as mesmas propriedades", completa Vanusia.

A valorização que o café do produtor de Cristina alcançou é rara, já que a maioria dos lotes de cafés especiais de concurso são vendidos em média, a cerca de R$ 2 mil a saca. No entanto, segundo especialistas, mesmo os cafés que não são premiados em concurso conseguem uma valorização cerca de 30 a 40% maior do que o que é pago por um café comum, tanto no mercado externo, quanto no interno.

Segredos de campeão

Gente simples do campo, Sebastião Afonso nunca imaginava que um dia teria o seu produto reconhecido mundialmente. Em 1995, começou a plantar arroz com os outros 14 irmãos. Mas, com o custo alto de produção e o baixo preço de venda no mercado, logo precisou procurar outra alternativa. Foi plantando um pé de café aqui, outro ali, e logo foi expandindo sua área. Hoje já possui 285 mil pés plantados em cinco propriedades, o que dá uma área de 85 hectares de café.

Há sete anos decidiu parar de plantar arroz definitivamente e começou a investir em um nicho de mercado: a produção de cafés especiais. Desde então, não parou de ganhar prêmios. O primeiro veio em 2008 e recentemente, veio o reconhecimento mundial.

"Em primeiro lugar é que a gente gosta muito do que faz, gosta muito de mexer com café. Por a gente gostar, por eu gostar, por meu filho gostar, a gente dedica muito no pós-colheita, que é essencial para manter a qualidade. Não tem muito segredo não, é fazer tudo o mais perfeito que você conseguir fazer e estar sempre melhorando mais, porque perfeito ninguém é. Sempre tem alguma coisa que no ano seguinte você tenta melhorar. Estou ganhando vários concursos ai, este ano mesmo mandei 13 lotes e os 13 foram finalistas, mas isso não quer dizer que eu sei tudo não, tem muito a que melhorar ainda, temos muito a melhorar essa nota ainda", diz o produtor.

Dá uma satisfação danada né, você se sente com o dever cumprido, de você fazer pensando nisso, de conseguir uma boa qualidade e você conseguiu superar aquilo que você estava imaginando. A satisfação que eu tenho de ver a pessoa comentar que estava em outro país e viu um café seu, não tem dinheiro que pague, a satisfação é imensa."
Sebastião Afonso da Silva, produtor de cafés especiais

Por causa do reconhecimento obtido nos concursos, hoje o café produzido por Sebastião Afonso na região de Cristina já é vendido para compradores de países como Estados Unidos, Alemanha, Austrália, Suíça e até o Japão. Para receber os "gringos" que visitam sua fazenda para conhecer melhor o produto, o produtor conta com a ajuda do filho Helisson, que ajuda o pai em todas as etapas de produção. Para negociar, eles contam com a ajuda de tradutores, já que ainda não aprenderam a falar outra língua. "Eu tenho vontade sim de fazer um curso, de aprender, até para saber o que eles escrevem sobre a gente. Os tradutores sempre falam pra gente o que eles estão dizendo, mas a gente quer aprender", diz Helisson Afonso.

Para o produtor, saber que o café dele está sendo procurado por gente de todo o mundo, é motivo de orgulho. Mas ele diz que ainda tem muito a aprender.

"Dá uma satisfação danada né, você se sente com o dever cumprido, de você fazer pensando nisso, de conseguir uma boa qualidade e você conseguiu superar aquilo que você estava imaginando. A satisfação que eu tenho de ver a pessoa comentar que estava em outro país e viu um café seu, não tem dinheiro que pague, a satisfação é imensa. Ainda tem muito o que aprender, nunca a gente sabe tudo, ninguém sabe tudo, até os professores estão aprendendo no dia a dia, ainda mais quem trabalha com a lavoura, que é uma coisa incerta", diz Sebastião.

Sebastião e uma amostra do café produzido em Cristina:
Não há dinheiro que pague a satisfação (Foto: Lucas Soares/G1)

“Tem provador que só de sentir o cheiro sabe que é café produzido por mim”, garante Sebastião Afonso da Silva que, orgulhosamente, é o primeiro bicampeão do concurso Cup Of Excellence que consagra os melhores produtores de café especial do mundo.

Produzido na cidade de Cristina, sul de Minas, o café foi avaliado por jurados internacionais e atingiu recordes na pontuação. Em 2014, com 95.18 pontos foi a maior nota já obtida na competição. E em 2015, o segundo recorde, 94.47. “Eu cuido de todos os lotes com a mesma dedicação. Mas é que aquele lugar já tem incidência de ter uma bebida melhor, então ficamos esperando a hora certa para tirar o café. Isso envolve vários detalhes, até a previsão do tempo”, responde Sebastião quando questionado se há um tratamento diferenciado para os cafés que participam de competição.

Mudança de foco e aposta na qualidade

A qualidade dos cafés especiais produzidos na Mantiqueira de Minas começou a ganhar o mundo a partir do ano 2000, quando um projeto implantado na região passou a incentivar a produção especial. Na época, o mercado precisava de um diferencial. Com a mão de obra da região praticamente 100% manual e o custo de produção muito alto, era preciso uma forma de se agregar valor para conseguir uma remuneração melhor para o produtor e os trabalhadores. Com o início do projeto e a participação nos primeiros concursos de qualidade, a região começou a ganhar visibilidade.

"Por causa dos cafés especiais, os compradores começaram a voltar os olhares para a Mantiqueira, saber que a região tinha um café de qualidade. O concurso mostrava isso para o mundo e abriu portas. Nisso começou o processo de exportação na região", conta o trader da Cooperativa Regional dos Cafeicultores do Vale do Rio Verde (Cocarive), Wellington Carlos Pereira.

Hoje a cooperativa de Carmo de Minas (MG) possui um setor dedicado para a exportação dos cafés especiais produzidos na região. A primeira exportação aconteceu em 2012, e hoje, quase quatro anos depois, a cooperativa já exporta cerca de 23 mil sacas por ano para compradores de 14 países. Uma parceria com uma empresa norte-americana garante que o café produzido na Mantiqueira fique estocado nos Estados Unidos, para atender pequenas cafeterias.

Para isso, foi montada uma estratégia especial para que aqueles produtores que não sejam classificados no concurso, mas que também produzem um café de qualidade, possam ter seu produto vendido lá fora. Uma das regras é que esses produtores possuam cafés que sejam classificados com no mímino 83 pontos, conforme os critérios internacionais de pontuação. Segundo o trader da Cocarive, hoje o produtor de café especial consegue ter uma rentabilidade pelo menos 30% maior do que um produtor comum.

"A gente consegue ter um produto de melhor qualidade para concorrer com outros exportadores no Brasil e um preço diferenciado, porque o volume desse café especial na Mantiqueira de Minas é acima da média no país em áreas de produção. A intenção é que, com essa qualidade, a gente possa mostrar melhor a cara da Mantiqueira e agregar valor, porque quanto mais fino o café, melhor a rentabilidade para o produtor", diz Pereira. Atendidas as regras, o produtor recebe um selo de indicação de procedência, com um QR Code, onde o importador consegue rastrear todas as informações de origem daquele produto.
Projeto especial incentiva cafeicultores a produzirem cafés especiais para concurso na região de Cristina e Carmo de Minas (Foto: Arquivo Pessoal / Sebastião Silva)

"Hoje nós fazemos um trabalho de campo para levar a mensagem aos produtores de que existe esse diferencial. Às vezes o produtor está dentro da região e não sabe que está em uma região diferenciada. O café que se produz aqui, não se produz em nenhum lugar do mundo, só neste ambiente", diz gerente administrativa da Cocarive, Lilia Maria Dias Junqueira.

Investimento em concursos e atração de estrangeiros

Assim como Sebastião Afonso, muitos outros produtores da região têm colhido frutos do investimento na produção de cafés especiais. O produtor Luiz Paulo Dias Pereira Filho, que também é diretor de uma exportadora de cafés em Carmo de Minas (MG), município que fica a apenas 23 Km de Cristina, diz que os resultados estão vindo devido a um maior cuidado com o produto. "A parte mais importante nem é a questão de clima, altitude, eu acho que o que realmente faz a diferença é o processo, o carinho, como o produtor aqui da região trata o café, como ele quer fazer um café de concurso e um café de qualidade. O produtor hoje gosta de participar de concurso, quer participar de concurso, então isso faz a diferença, o carinho com o café", diz ele.

A consequência, tem sido uma maior profissionalização dos produtores. Muitos abandonaram o velho 'modus operandis' da produção do café commoditie, para apostar em produtos mais finos. "A cada ano que passa tem um produtor animando, querendo melhorar a qualidade, um produtor querendo estar entre os melhores cafés do Brasil e automaticamente toda a região ganha, porque não são só os cafés que vão para o concurso, mas os outros cafés também produtos são de altíssima qualidade. Em muitas regiões o produtor procura um café para participar de concurso, aqui eles fazem o café para concurso. Não só para concurso, mas para vender o café de qualidade. Ele faz o café para ser considerado um dos melhores do Brasil", conta o produtor.

Hoje a empresa de do produtor já exporta cafés especiais para 32 países. Segundo ele, é cada vez maior o número de estrangeiros que visitam a região para conhecer o café que é produzido na Mantiqueira de Minas.

Estrangeiros têm visitado região da Mantiqueira em busca de informações
sobre os cafés especiais (Foto: Arquivo Pessoal / Sebastião Silva)

"Eles sabem que como aqui tem os cafés de concurso, os produtores (em geral) têm outros semelhantes. Pode até o do concurso ser o melhor, mas eles têm outros tão bons quanto. A exportação dos cafés da região, a procura pelos cafés de qualidade na região é alta, exatamente por isso. Eles vem atrás de café de qualidade. É muita gente que compra nosso café. Dificilmente você não vai achar em algum lugar do mundo uma cafeteria que tenha café aqui da região", diz o produtor, acrescentando que somente em 2015, recebeu em seu escritório a visita de cerca de 500 estrangeiros em busca de café especiais.

Aumento da demanda também no mercado interno

Embora não existam números oficiais sobre a representatividade das exportações dos cafés especiais hoje no Brasil, a estimativa é de que 10% do total exportado, cerca de 3,5 milhões de sacas, sejam de cafés finos. Apesar da tendência ser um crescimento nesses números, a representante da BSCA diz que cada vez aumenta a demanda pelo consumo de cafés especiais no mercado interno, devido à expansão das redes de cafeterias e também da popularização das máquinas de café expresso.

"Você já tem alguns centros de consumo bastante interessantes no Brasil. Curitiba é o maior, maior até que São Paulo, com excelentes cafeterias. A gente já começa a ver isso se espalhar também por cidades como Porto Alegre, Brasília, Salvador, Recife e Campinas. Com a chegada das cápsulas e a facilidade que elas trazem, o pessoal começou a se atentar que é possível tomar coisa muito melhor do que se tomava. A medida que você vai tomando um café de mais alto nível, começa a ficar complicado tomar outros", completa Vanusia.

Cup of Excellence

O Cup of Excellence é um concurso que começou a ser realizado no Brasil em 1999 e depois também passou a ser organizado em vários países. A competição reúne jurados internacionais que avaliam lotes de cafés especiais produzidos nos países onde é organizado. No Brasil, concorrem amostras de cafés lavados e cerejas descascados e desde 2010, amostras cafés naturais. As competições acontecem somente com amostras de produtores de um mesmo país. No entanto, as duas maiores notas obtidas até hoje nas duas categorias em todo o mundo foram registradas no Brasil.

fonte


http://mgturismo.com.br/2016/01/15/produtor-de-cristina-leva-pelo-segundo-ano-o-titulo-de-melhor-cafe-especial-do-mundo/

http://www.cafedomercado.com.br/o-melhor-cafe-do-mundo-e-brasileiro/

http://www.coffeebreak.com.br/noticia/55734/Quilo-de-cafe-mineiro-premiado-em-concurso-vale-142-reais-no-exterior.html

http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2016/03/quilo-de-cafe-mineiro-premiado-em-concurso-vale-r-142-no-exterior.html

sábado, 16 de abril de 2016

Sabores na Xícara


OS CINCO SENTIDOS

Com um pouco de concentração é possível descobrir um mundo de sabores numa xícara de excelente café espresso. Degustar, na verdade, significa saborear com consciência, integrando o prazer sensorial e o intelectual. Significa captar os refinamentos do aroma e do sabor, numa viagem repleta de memória e fantasia.

OLFATO

As primeiras ondas de aroma são liberadas quando o café atinge os 80°C e se mistura para permitir que o perfume, atravessando a cobertura de creme, se misture ao ar. São notas frescas e leves de flores e frutos, dentre eles o jasmim e a amêndoa. Uma segunda onda chega depois de prová-lo, quando a percepção do olfato detecta aromas mais fortes como a manteiga, o pão quentinho ou o chocolate. É o que geralmente se denomina de “sabor”.

PALADAR

A temperatura ideal para a degustação é de aproximadamente 65ºC. É preferível não acrescentar açúcar para não alterar o sabor, já que o espresso perfeito tem um equilíbrio exato de notas doces, amargas e ácidas. Um pequeno gole é suficiente para apreciar a sua plenitude.

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TATO

Somado ao aroma, o “corpo” distingue o espresso de qualquer outra preparação e oferece uma agradável sensação de cremosidade e suavidade aveludada.

AUDIÇÃO

Um expresso é comparado à frequência a uma peça musical, metaforicamente, embora composta por notas aromáticas. Ao se concentrar na sensação de harmonia proporcionada pelo espresso, é possível “ouvir” o café. Cada um se identifica com um tom diferente.

VISÃO

Um espresso perfeito é reconhecido de imediato. A xícara de porcelana branca emoldura o creme: uma delicada camada em tons de avelã, entrecortada por finas estrias avermelhadas.

Se o creme é castanho-escuro, com pontos brancos ou com um buraco no meio, há algo de errado: o tempo de extração foi longo demais, o café foi moído muito fino, ou tanto a temperatura quanto a pressão estavam altas. Em condições contrárias, o espresso apresenta um creme claro e inconsistente.

FONTE

http://www.illy.com/wps/wcm/connect/pt/coffee/cinco-sentidos

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Moliendo Café


"Moliendo Café" é uma música venezuelana que se tornou popular em todo o mundo. A autoria da música é disputada entre Hugo Blanco e seu tio materno, José Manzo Perroni. De acordo com Hugo Blanco, ele compôs a música em 1958 e, como não tinha idade (tinha 17 anos), pediu a seu tio para registrar o trabalho para ele na SACVEN (Sociedade de Autores e Compositores de Venezuela). Alguns anos depois, José Manzo Perroni processou seu sobrinho por se apropriar do trabalho, afirmando que era ele quem compôs a música e que seu sobrinho roubou a melodia.

Moliendo Cafe

Cuando la tarde languidece, renacen las sombras
y en la quietud los cafetales vuelven a sentir
es la triste cancion de amor de la vieja molienda
que en el letargo de la noche parece decir. (BIS)

Una pena de amor y una tristeza
lleva el zampo Manuel en su amargura
pasa incansable la noche moliendo cafe.

Cuando la tarde languidece, renacen las sombras
y en la quietud los cafetales vuelven a sentir
es la triste cancion de amor de la vieja molienda
que en el letargo de la noche parece decir. (BIS)

Moagem de café

Quando a tarde definha, as sombras renasce
e no silêncio o café volta a sentir
é a triste canção de amor do velho moinho
na letargia da noite parece dizer. (bis)

Um amor não correspondido uma tristeza
tem o santo Manuel em sua amargura
passa incansavelmente a noite moendo o café.

Quando a tarde definha, as sombras renasce
e no silêncio o café volta a sentir
é a triste canção de amor do velho moinho
na letargia da noite parece dizer. (bis)

O primeiro a gravar "Moliendo Café" foi Mario Suárez em 1958; Hugo Blanco não registrou a música até 1961.

Moliendo Café, por Mario Suárez (1958)

Moliendo Café, por Hugo Blanco (1961)


A versão de Blanco atingiu o # 1 na Argentina; e, também no Japão em 1961.

A versão em língua espanhola do cantor cubano Xiomara Alfaro atingiu o primeiro lugar no Peru.

Moliendo Café, por Xiomara Alfaro

A versão de Lucho Gatica atingiu o terceiro lugar na Espanha.

Moliendo Café, por Lucho Gatica

A versão de Mina encabeçou o gráfico de singles italianos e foi a faixa # 11 no gráfico de fim de ano.

Moliendo Café, por Mina

Atualmente, a música possui mais de 800 versões em vários idiomas.


No Japão, o título da música é "Café Rumba". Na Indonésia, a música é intitulada "Kopi Dangdut " e foi um sucesso naquele país em 1991.

Ricardo Montaner interpretou a música em seu álbum de 2001, Sueño Repetido .

Moliendo Café, por Ricardo Montaner 

"Moliendo Café" tornou-se um canto popular para fãs de futebol ao redor do mundo. O canto é amplamente conhecido como "Dale Cavese" e tem a mesma melodia que a música.


Julio Iglesias & Jeane Manson - Moliendo Cafe

Martin Zarzar - Moliendo Cafe

Moliendo Café - CLASSICO LATINO & Friends (Live concert in Bogotá)


FONTE

https://en.wikipedia.org/wiki/Moliendo_Caf%C3%A9

sábado, 9 de abril de 2016

Dia Internacional do Café



Reconhecido pelo aroma e amado pelo sabor, o café desperta paixões pelo mundo. Para celebrar o Dia Internacional do Café nesta quinta-feira (14), a Agência de Notícias do Turismo apresenta alguns roteiros turísticos brasileiros que têm o objetivo de conduzir o turista a um passeio pela história da bebida no país, conhecer os cafés especiais e provar um pouco das variedades. Em 2015, O Brasil manteve sua posição de maior produtor e exportador mundial de café e de segundo maior consumidor do produto.


Como parte do programa Talentos do Brasil - realizado por meio de parceria entre Ministério do Turismo (MTur), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Sebrae -, o roteiro Café com Cachaça em Minas Gerais reúne cinco municípios: Acaiaca, Araponga, Canaã, Guaraciaba e Viçosa. No passeio, além da degustação das bebidas e apreciação das manifestações culturais do estado com rodas de viola caipira. Destaque para o Café de Montanha, produzido na região, em altitudes superiores a mil metros, que revelam características de aroma e sabor próprios premiados, inclusive, internacionalmente.

No Rio de Janeiro, o Vale do Café é uma das opções para os turistas que desejam conhecer o processo de produção cafeeira com a visita às grandes fazendas históricas que impulsionaram o desenvolvimento econômico fluminense no século XIX. Fazem parte da rota 15 municípios da região do Vale do Paraíba do Sul Fluminense: Vassouras, Valença. Rio das Flores, Piraí, Engenheiro Paulo de Frontin, Paty dos Alferes, Paracambi, Miguel Pereira, Barra do Piraí, Pinheiral, Barra Mansa, Paraíba do Sul, Volta Redonda e Resende. Em Vassouras, os visitantes podem passear pelos cafezais e admirar peças e objetos que eram utilizados na produção da bebida.

PARANÁ - Já na região Sul, a Rota do Café do Norte do Paraná destaca-se pela diversidade de atrativos e pela infraestrutura dedicada à preservação da história do café. A região Norte do Paraná já foi a sede de uma das maiores produções cafeeiras do mundo no início do século XX. Para o agrônomo e vice-presidente da Associação da Rota do Café, Egon Prezoto Bertolaccini, a fertilidade do solo na região teve um papel fundamental na produtividade e na diversificação do sabor do café paranaense. “A terra roxa especialmente rica em nutrientes deixou a bebida mais suave dando a ela uma nuance maior de sabores”, afirma.

Fazem parte do roteiro, oito cidades do norte do Paraná: Londrina, Cambé, Rolândia, Ibiporã, Tamarana, São Jerônimo da Serra, Santa Mariana e Ribeirão Claro.Durante a experiência na Rota do Café paranaense, os turistas podem conhecer o processo de produção e seleção dos grãos nas grandes fazendas históricas, visitar sítios e chácaras de agricultura familiar que se dedicam à preservação da história do café, degustar a bebida nas cafeterias e restaurantes dos municípios que compõe o roteiro, hospedar-se em pousadas rurais e visitar os museus que retratam a produção cafeeira na região.

Em 2011 a Rota do Café participou da premiação dos casos de sucesso na implementação do Programa de Regionalização do Turismo, do Ministério do Turismo e ficou em 1º lugar na categoria Roteiro Turístico. A partir deste ano, a iniciativa inicialmente conduzida pelo SEBRAE Paraná, terá seu o foco orientado para a consolidação da Associação Rota do Café (ARC), recém-formada pelos empreendedores ligados ao projeto, com a missão contribuir para o desenvolvimento do turismo e o resgate histórico-cultural da identidade do café na região norte do Paraná.

FONTE

http://www.turismo.gov.br/%C3%BAltimas-not%C3%ADcias/6114-turismo-celebra-o-dia-internacional-do-caf%C3%A9.html

terça-feira, 15 de março de 2016

Marketing de Guerrilha do Mc Donald’s


Não há nada mais emocionante no mundo da publicidade, quando duas marcas rivais resolvem duelar em anúncios. A criatividade se torna uma arma indispensável, e quando ela entra no ringue, não sobra espaço para os golpes baixos.


Recentemente, a rede McDonald’s na França, resolveu de uma maneira bem divertida, enfatizar que conta com mais de mil unidades no país, enquanto seu concorrente, o Burguer King, tem apenas dez. Para comprovar esse dado, colocaram duas placas em uma rodovia, ambas indicando as lanchonetes mais próximas dali. O resultado? Para chegar ao McD, o cliente percorreria apenas 5km, mas para encontrar um BK, seriam 258 km.


Após o lançamento desta ação divertida, todos aguardaram pela resposta do Burguer King. E ela veio em grande estilo: a marca entrou na brincadeira e deu um final para essa história. No comercial criado pelo BK, um casal passa pelo drive thru do McDonald’s, mas só para tomar um café, já que a viagem será longa até chegar ao Burguer King.

Confira o resultado aqui:


O clipe é intitulado “Burger King revela o final de uma propaganda do McDonald’s” e nela vemos um casal parando no drive thru da lanchonete mais próxima do McDonald’s. Mas a parada não é nada mais do que um pit-stop para o casal do comercial. Eles só compram um café grande para poder aguentar os outros 253km de distância que os separam do seu verdadeiro objetivo: uma das lanchonetes do Burger King e um Whopper.

A propaganda ainda termina com a frase “Obrigado McDonald’s por estar em todo lugar” e o casal dizendo “não foi nem tão distante assim”, mostrando que quem realmente gosta de um Whopper vai atrás do sanduíche não importa a distância.

A criação é da agência Buzzman Paris.

FONTE

http://plugcitarios.com/2016/03/24/marketing-de-guerrilha-e-os-duelos-publicitarios/

sábado, 5 de março de 2016

Sabor ILLY



Design da Xícara
Foi o italiano Ernesto Illy, falecido em fevereiro/2008, aos 82 anos, quem encomendou pesquisas para desenvolver o design da xícara que melhor preservasse o sabor do espresso. O estudo concluiu e o mercado acatou. O fundo tem de ser côncavo para que o café gire ao bater na xícara, auxiliando a formação da espuma dourada e espessa na superfície do café, que deve ser sempre cremosa e consistente.

O aroma e o sabor que o mundo conhece como sendo o do café “espresso” perfeito consumido em residências, escritórios, lojas, bares e restaurantes, se devem em grande parte à arte e à ciência desenvolvidas ao longo das últimas oito décadas pela italiana ILLY. A combinação perfeita da tradição italiana com a mais avançada tecnologia de produção torna o gosto e o aroma do café em uma recompensa inesquecível para os sentidos.

Do perfeito equilíbrio de seus blends, provenientes da América do Sul e Central, Índia e África, nasce o inconfundível sabor ILLY, sempre constante, em todas as xícaras, em qualquer parte do mundo onde seja apreciado. Entre seus consumidores “sorridentes” estão, por exemplo, a rainha Sofia, da Espanha, os atores Robert De Niro e Michele Pfeifer, o maestro Zubin Mehta e o cineasta Francis Ford Coppola. 


A história

A história da marca começou quando um homem, de origem húngara, chamado Francesco Illy, chegou a Trieste, na Itália, logo após a Primeira Guerra Mundial. Formado em economia, ele se identificou com a cidade que tinha acabado de ser anexada ao Reino da Itália, e iniciou uma atividade empresarial no setor do cacau e do café para depois decidir dedicar-se exclusivamente ao café.

Afinal, a cidade portuária de Trieste à beira do Adriático era um entreposto vibrante, o local mais adequado para receber café da África e da América do Sul, processá-lo e mandá-lo para as metrópoles europeias.

Assim nasceu a ILLY CAFFÉ no dia 23 de julho de 1933. De início a empresa produzia café torrado sob os efeitos da crise mundial desencadeada pelo “crack” da bolsa de valores de Nova York. Porém, desde os primeiros anos a atividade da empresa estava ligada ao famoso consumo de café espresso.



Em 1935 ele inventou a primeira máquina automática de café, chamada ILLETA, que substituiu as antigas máquinas de ar comprimido de funcionamento a vapor, antecessora das atuais máquinas de café espresso, junto com um revolucionário sistema de conservação da mescla: a pressurização, que já nos anos trinta permitia exportar o café a bares de toda a Itália. Concebeu ainda um sistema de conservação da mistura através da introdução de gás inerte no interior da lata: a pressurização. Estas inovações marcam o início das “exportações” do café ILLY para fora da sua região de produção, conseguindo assim alcançar todo o território italiano.



No final da década, em 1939, a empresa levou a cultura do espresso ao norte da Europa: Holanda e Suécia foram os primeiros países a descobrir o aroma e a experiência do café concentrado em uma xícara. Após a Segunda Guerra Mundial as rédeas da empresa passaram para Ernesto Illy, filho do fundador e licenciado em química, que inaugurou em 1947 o laboratório de pesquisa, o qual posteriormente se tornou um viveiro de patentes e de novas criações, que resultaram na fama que a marca conquistou pelo mundo afora.



Ao comando de Ernesto, um talentoso cientista e pesquisador, a empresa fechou parcerias com academias, universidades e centros de pesquisa, além de desenvolver o conceito de café de qualidade no mundo e popularizar o consumo do espresso para fora das fronteiras da Itália.

Em 1957, a ILLY criou um departamento específico para a fabricação de embalagens, que tinha como objetivo principal controlar e garantir diretamente a conservação do aroma de seu café. O primeiro laboratório de química da empresa também foi estabelecido, bem como a produção inicial de café para consumo caseiro em tamanho reduzido, comercializado em latas redondas e em grão.



Na década seguinte, em 1965, a empresa iniciou a produção em escala de café para o consumo doméstico: embalagens redondas e menores, com a mescla do café ILLY moída.

Em 1974, já sendo a primeira empresa do segmento no mundo, a ILLY iniciou a produção de doses individuais (Easy Serving Espresso) para o preparo da maneira mais fácil, segura e rápida, em casa ou no escritório, de um café com a mesma qualidade do que os feitos nos bares e estabelecimentos comerciais.

Em 1980 finalmente a ILLY ingressou no mercado americano. Era a primeira empresa de café italiana a cruzar o oceano. O café em sachê revolucionou o mercado nos Estados Unidos, conquistando os jovens e literalmente entrando nas casas dos americanos, que antes só tomavam espresso na rua. Cinco anos mais tarde, passou a vender pela primeira vez seus produtos em supermercados e grandes varejistas. Além disso, nesta década, a ILLY desbravou novos mercados pelo mundo.

Em 1998 a empresa fundou, em Trieste, o AromaLab, um avançado laboratório onde cada aroma que constitui o gosto do fino café é identificado, mapeado e estudado. Neste laboratório é estudado o perfil aromático do café, ou seja, os elementos químicos que o compõem, além das técnicas para valorizar a qualidade do café verde e tostado.



No ano de 2000, a empresa fundou a Universidade do Café, onde baristas e pessoas apaixonadas pelo assunto aprendem a arte e a cultura do café, desde a preparação á gestão do local, passando pela comunicação com o cliente, do grão à máquina.

Em 2008, a ILLY comemorou 75 anos de existência. Para celebrar esta data tão importante, a empresa não poderia escolher outro local se não a cidade de Trieste, onde foram realizados diversos eventos envolvendo a cidade e interlocutores internacionais. Outras atividades também foram desenvolvidas em Berlim (Alemanha) e Veneza (Itália).

A primeira celebração, realizada em Trieste, foi uma convenção internacional organizada pela empresa e intitulada “Um Horizonte Mais Amplo”. Para a ocasião, a cidade hospedou os colaboradores da empresa que trabalham ao redor do mundo.

Outra novidade foi a exibição nas cidades de Nova York, Milão e Trieste, da GALLERIA ILLY, um espaço temporário planejado pela empresa, que oferece eventos dedicados à arte, à literatura e à gastronomia, assim como um curso de degustação promovido pela Università Del Caffè.

Em 2011 a marca italiana ingressou oficialmente no mercado chinês, desenvolvendo estreito relacionamento com grandes redes de hotéis de luxo, bares e restaurantes.

Pouco depois, em 2014, a ILLY foi eleita a empresa que mais se destacou mundialmente por seu compromisso com a responsabilidade social e ambiental perante os países produtores de café da América Latina, África e Ásia.



A linha do tempo

1974

● Primeira empresa no mundo a produzir porções individuais de café, para consumo doméstico.

1988

● Patenteia um sistema para seleção digital dos grãos de café verde um a um, assegurando assim a perfeição deles em relação à forma e a cor.

1992

● O designer Matteo Thun desenha, baseada em uma ideia de Francesco Illy, a famosa xícara branca ILLY, uma síntese de beleza e funcionalidade, que se tornaria um ícone da marca italiana.

● Lançamento das primeiras ILLY ART COLLECTION, as coleções de xícaras de café “espresso” concebidas por artistas e designers de renome internacional. Esses pequenos objetos de arte em forma de xícara, numerados e assinados, transformam o hábito de beber café espresso em uma experiência para a mente e os cinco sentidos. Desde então mais de 100 expoentes do panorama internacional da arte contemporânea criaram designs sobre a superfície das xícaras de porcelana ícone da ILLY.

1999

● O cineasta Francis Ford Coppola cria uma das famosas séries da ILLY ART COLLECTION, as coleções de xícaras de café “espresso” concebidas por artistas de renome internacional.

2001

● Uma nova embalagem em lata foi desenhada e imediatamente se tornou um ícone da marca italiana.

2002

● Criação do SensoryLab, onde a química, a física e a psicologia se unem para estudar as relações entre os estímulos sensoriais e as sensações evocadas por eles, sobretudo em relação ao gosto e olfato.

2006

● O conceito illy Art Collection estende-se também às embalagens (a lata de metal de 250 gramas) assinadas por artistas e designers. Assim, de xícara em xícara, de embalagem em embalagem, nascem e crescem relações e diálogos: entre os artistas e a ILLY nasceu uma colaboração que muitas vezes se estende a outros lugares, como museus, exposições, livros e eventos.

2007

● O modo de preparação de um café espresso sofre uma importante transformação: o Sistema Iperespresso (sistema de cápsulas de altíssima qualidade, desenvolvido para uso doméstico) é inventado. O sistema assegura uma extração ideal de todos os aromas do café espresso, formando um creme rico, aveludado e persistente. Isto graças a uma cápsula que, no seu interior, extrai o café em duas fases, a hiper-infusão e a emulsão - diferenciando-se da preparação tradicional na qual o espresso é produzido por percolação.

● Lançamento em parceria com a destilaria de Bepi Tosolini do ILLY ESPRESSO LIQUEUR, um licor de café que contém a mistura de 120g de café 100% arábica.

2008

● Lançamento do ILLY ISSIMO, uma linha de bebidas prontas à base de café para ser consumida fria ou gelada. O novo produto foi fruto da união entre a empresa italiana e a The Coca-Cola Company. De cor intensa e com um perfume forte, é a primeira bebida pronta para beber (ready-to-drink) feita exclusivamente à base de café ILLY, sem corantes nem conservantes, apresentada em uma lata de 150 ml. Hoje em dia a linha está disponível em três versões (latas e garrafas): café, café macchiato e latte macchiato.

2009

● Lançamento da nova coleção ILLY ART COLLECTION assinada por Pedro Alomodóvar.

2010

● Criação da revolucionária ILLY FRANCIS FRANCIS Y1, primeira máquina da marca italiana a utilizar o sistema de cápsulas, já conhecido pelos usuários da Nespresso, permitindo assim fazer um café espresso perfeito em casa. A máquina utiliza o método IPERESPRESSO ILLY, que utiliza uma cápsula de café que possui cinco patentes internacionais. Com esta nova cápsula o café passa através de duas fases: hiper-infusão e emulsão, uma dupla ação que assegura uma extração melhor de todos os aromas do café e consegue um creme rico, aveludado e persistente por mais de 15 minutos.

● Lançamento do iIllycrema, novo creme gelado de café com um toque aveludado, refrescante e leve contido no expresso ILLY 100% Arábica com micro cristais de gelo.

2015

● Lançamento da MENDED CUPS, novas xícaras da Illy Art Collection feitas por Yoko Ono. As seis xícaras da coleção são decoradas com linhas douradas que percorrem as linhas de ruptura remendadas. A grafia de Yoko Ono presente nos seis pires conta os trágicos eventos da história contemporânea: alguns destes referem-se diretamente à vida da artista, enquanto outros a influenciaram de maneira indireta, tendo causado a morte de milhões de pessoa.




As cafeterias As primeiras cafeterias da marca, inicialmente chamadas de ILLY BAR CONCEPT, foram inauguradas no ano de 2003 na Itália. Desenvolvidas para oferecer o autêntico espresso italiano produzido com os melhores grãos de café arábica, as unidades difundiam o conceito de “bar italiano”, procurando proporcionar uma experiência de consumo em um ambiente que provocava os cinco sentidos. Ao final do primeiro ano a rede já possuía mais de 50 unidades.

Atualmente a rede, chamada EXPRESSAMENTE ILLY, possui lojas modernas e sofisticadas com ambientes aconchegantes onde as pessoas podem degustar um bom café e passar momentos agradáveis. Existem dois tipos de decoração das lojas: SILVESTRIN, assinado pelo arquiteto Claudio Silvestrin, com a utilização de materiais como madeira e mármore, criando um ambiente sereno; e TRAZZI, assinado pelo arquiteto Luca Trazzi, com a utilização de matérias como aço e as cores tradicionais da marca, criando um ambiente moderno.

Além dos tradicionais cafés, as lojas vendem comidas e uma enorme variedade de produtos ILLY como máquinas automáticas, xícaras e acessórios. Atualmente existem mais de 230 cafeterias espalhadas por 43 países como Itália, Austrália, China, França, Alemanha, Japão, Catar, Rússia, Espanha, Suécia e Reino Unido.



No final de maio de 2008 foi inaugurada a primeira loja da ESPRESSAMENTE ILLY no Brasil, situada no luxuoso Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. Com esta inauguração, a torrefadora italiana deu continuidade à expansão de sua famosa e inovadora rede de cafeterias.

A nova cafeteria - em seu conceito “Rolling Store” -, inova também no design, especialmente desenvolvido pelo italiano Luca Trazzi. Ela é totalmente feita em aço inox e todos os produtos e equipamentos são provenientes da Itália.

Além de degustar o delicioso café espresso da marca, os consumidores podem provar as famosas receitas de drinques produzidos com o excepcional blend ILLY 100% arábica. Destaque também para os salgados, doces e sanduíches que compõem o cardápio.



As universidades Em Nápoles, no ano de 1999 (e transferida para a cidade de Trieste em 2002), nasceu a Universidade do Café (Università Del Caffè), um centro de excelência criado pela ILLY para a promoção e difusão na Itália e no resto do mundo da cultura do café de qualidade, com atenção e cuidado à cada detalhe, do grão à xícara. A intenção da universidade é ensinar a “tirar” um café perfeito em qualquer lugar de consumo, quer seja em Xangai ou Seul, Cairo ou Amsterdã, São Paulo ou Camberra.

Na universidade é ensinado aos produtores como obter o melhor da natureza, oferecendo acompanhamento no campo, atualizações nas técnicas de cultivo mais avançadas e no uso de fertilizantes que não agridem o meio-ambiente. Os produtores são orientados também em relação aos procedimentos adequados de colheita e processamento, além de serem instruídos sobre os processos econômicos e administrativos.

Aos profissionais que trabalham em estabelecimentos comerciais oferece as melhores oportunidades de formação e atualização sobre o café, mas também sobre a gestão e a promoção do bar ou restaurante. Para apaixonados e interessados em geral, organiza sessões de degustação e jantares, promovendo o aprendizado sobre o sabor e os aromas do café.



Atualmente existem 25 unidades (instaladas em cidades como São Paulo, Bangalore, Xangai, Seul, Cairo, Roterdã, Paris, Munique, Jacarta, Londres, Nova York, Atenas, Istambul, Barcelona, Praga e Kuala Lumpur) que oferecem nove cursos de treinamento prático e teórico sobre todos os aspectos do café para produtores, baristas e entusiastas. Desde sua criação a Università Del Caffè já treinou e deu cursos para mais de 151 mil pessoas. Anualmente, em todo o mundo, a universidade oferece formação para mais de 12 mil pessoas.




Paixão transformada em pesquisa A paixão pela ciência e pela tecnologia sempre foi parte da história da ILLY e se traduz em inovação. Não é por acaso que a ILLY desenvolveu 3 das 8 inovações que revolucionaram o mundo do café no século passado.

A primeira, em 1934, é a conservação do café na embalagem. A pressurização com gás inerte retém o aroma, fixando, enaltecendo e protegendo o café da ação do tempo.

A segunda, em 1935, é a Illetta, antepassada das atuais máquinas de café espresso profissionais, que oferece pela primeira vez a fórmula do espresso utilizada ainda hoje: 9 níveis de pressão, 90 graus de temperatura da água, 25 mililitros de bebida extraída em 30 segundos.

A terceira é de 1974: a dose individual em papel, que contém uma porção de café moído e prensado para preparar um café espresso excelente em qualquer lugar. A inovação mais recente da ILLY atende pelo nome de Iperespresso: uma cápsula que extrai o café em duas fases, híperinfusão e emulsão. O resultado é um creme único, encorpado e duradouro.




O café é um produto que contém em torno de 1.500 componentes químicos.

Estudar o café significa aproximar-se da genética, da agronomia, da botânica, da física, da matemática, da química, da bioquímica, da biologia, da engenharia, da fisiologia e da psicologia.

A ILLY desenvolve todas essas pesquisas em seus quatro laboratórios:

AROMALAB Onde se estuda a química e o perfil aromático do café e se avalia a qualidade do café verde e torrado.

SENSORYLAB Onde química e física se encontram com a psicologia, para pesquisar as relações entre estímulo sensorial e resposta emocional e cognitiva.

TECHLAB Onde os estudos do AromaLab e do SensoryLab são aplicados em tecnologias e soluções novas, que melhoram continuamente a mistura para o café espresso e os processos de produção.

BIOLAB Onde os diferentes aspectos da biologia do café são estudados, desde as características da planta até sua interação com o clima e o meio-ambiente.



O gênio por trás da marca Filho de Francesco, fundador da empresa, Ernesto Illy nasceu em Trieste, na Itália, no dia 18 de julho de 1925, tendo obtido em 1947 a licenciatura em Química na Universidade de Bolonha. Embrenhou-se na biologia molecular. Passou anos devorando livros sobre café e percorrendo plantações ao redor do mundo.

Em 1956 tornou-se co-proprietário e administrador da empresa. De 1963 a 2005 foi seu presidente e depois presidente honorário. Ernesto Illy revolucionou a cultura do café no Brasil e no mundo: procurando incansavelmente o espresso perfeito, incentivou a produção de café de excelente qualidade e o constante investimento em pesquisas.

Dono de uma vitalidade surpreendente, que o acompanhou até o fim da vida, atribuída ao fato de acordar cedo e tomar seis xícaras de café por dia, ele revolucionou a indústria de café. Percorreu o planeta atrás dos melhores grãos, das melhores misturas e dos melhores fornecedores.




Conhecido como “Embaixador do Café”, ele promoveu o Prêmio Brasil de Qualidade do Café para Espresso (criado em 1991), a Universidade do Café no Brasil e o Clube Illy do Café. Todas estas iniciativas foram um estímulo para as instituições públicas e privadas, não somente no setor cafeicultor. Por este seu empenho, ao longo dos anos, tornou-se cidadão honorário das cidades de Monte Carmelo, Venda Nova dos Imigrantes e Araponga; em 2004 recebeu a mais alta condecoração do Estado do Espírito Santo, a Comenda Jerônimo Monteiro e, por proposta da Associação Nacional do Café da Guatemala, nesse mesmo ano tornou-se Comendador da Ordem Flor do Café.

Foi ainda um dos fundadores da Association Scientifique Internationale du Café (atualmente Association for Science and Information on Coffee) e membro da Physiological Effects of Coffee, duas das mais renomadas instituições do segmento. O grande gênio do café morreu aos 82 anos no dia 3 de fevereiro de 2008. Mas, seu legado continua vivo e sendo degustado em xícaras por milhões de pessoas no mundo.



A evolução visual A identidade visual da marca ILLY passou por diversas remodelações ao longo dos anos. O logotipo original, apesar de já conter as cores branca e vermelha, tinha um formato circular. Foi somente no ano de 1996 que a marca italiana apresentou seu atual logotipo, desenhado pelo artista James Rosenquist: o quadrado vermelho com as letras em branco, resultado de quatro pinceladas dinâmicas e suaves.




Os slogans Live Happilly. The ultimate coffee experience. La cultura del caffé. Italian Taste. Positive Energy. (Illy issimo) 




Dados corporativos
● Origem: Itália
● Fundação: 23 de julho de 1933
● Fundador: Francesco Illy
● Sede mundial: Trieste, Itália
● Proprietário da marca: Illycaffé S.p.A.
● Capital aberto: Não
● CEO: Andrea Illy
● Faturamento: €391 milhões (2014)
● Lucro: Não divulgado
● Cafeterias: + 230
● Presença global: + 140 países
● Presença no Brasil: Sim
● Maiores mercados: Itália, Estados Unidos e Europa
● Funcionários: 1.100
● Segmento: Torrefação e comércio de cafés
● Principais produtos: Cafés, máquinas automáticas, xícaras e acessórios
● Concorrentes: Lavazza, Segafredo Zanetti, Nespresso, Saeco, Starbucks e Jacobs Douwe Egberts
● Ícones: A xícara branca
● Slogan: Live Happilly.
● Website: www.illy.com

A marca no mundo

A mescla (café em pó, grão, sachê e cápsula) ILLY é destinada ao canal Ho.Re.Ca. (que inclui hotéis, restaurantes, cafés), ao consumo em casa e no escritório. É comercializado em mais de 140 países nos cinco continentes, e é servido em mais de 100.000 espaços públicos. Além disso, conta com uma extensa linha de acessórios para preparação da bebida como cafeteiras, máquinas automáticas e xícaras.

As exportações alcançam aproximadamente 60% das vendas totais da empresa. A ILLY comercializa aproximadamente 7 milhões de xícaras por dia no mundo, consumidas em casas, escritórios, e em mais de 100 mil dos melhores restaurantes, bares e hotéis em vários pontos do planeta. 

Você sabia?


  • A ILLY produz e vende uma mistura única de café, composta por nove variedades de pura arábica para a preparação do café espresso. Na fábrica da ILLY, os grãos passam 114 vezes pelo controle de qualidade antes de virarem pó.
  • Artisti del Gusto é um conceito e um projeto exclusivo desenvolvido pela ILLY e dedicado aos baristas que queiram transformar a sua profissão em arte. A empresa oferece suporte de carreira, por meio de competências e ferramentas únicas, como a máquina profissional XP1 illy by Cimbali, belíssima e com desempenho excepcional. 

As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 


FONTE

http://www.viladoartesao.com.br/blog/ernesto-illy-e-a-xicara-perfeita/

http://mundodasmarcas.blogspot.com.br/2006/06/illy-caf-la-cultura-del-caff.html