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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Brasil divulgou cafés especiais em feira nos EUA



A expressão “Specialty Coffee”, que significa “Café Especial”, foi cunhada pela Sra. Erna Knutsen, tradicional importadora de cafés finos de San Francisco, CA, e uma das mentoras e fundadoras da SCAA.

Começava a primeira onda dos cafés especiais: era especial tudo o que pudesse ser diferente, exótico, que tivesse bebida de alta qualidade e que fosse fruto de um relacionamento entre produtores e comerciantes.

A primeira resposta brasileira a essa nova onda foi a fundação da BSCA ou ABCE – Associação Brasileira de Cafés Especiais. Esta entidade foi formada por um grupo de grandes fazendas, todas com estrutura empresarial, e que já desenvolviam serviços de exportação. Caso da Ipanema, que hoje já não mais faz parte da entidade, e a Agribahia.

Nos anos 90, com o surgimento das associações de cafés especiais em vários países produtores, um conceito começou a ser muito difundido: o “Estate Coffee” que significa “café de propriedade”, identificando um café que foi produzido numa fazenda específica. Em boa parte dos casos, nos vários países produtores, foram as fazendas com estrutura empresarial que aplicaram eficientemente o conceito de “Estate Coffee”, criando marcas que conquistaram clientes em diversos países consumidores. “Monte Alegre” e “La Minita” são marcas que passaram a se confundir com a própria Fazenda ou Finca.

Mas, o início de 2000 reservava uma nova onda: as Indicações Geográficas.

Com base na experiência vitoriosa dos vinhos, algumas origens produtoras de café iniciaram movimento para que fossem reconhecidas pelos atributos da bebida, que poderia se tornar um grande diferencial.

A lógica das Indicações Geográficas baseia-se em se correlacionar, inicialmente, um produto ou um serviço com uma extensão territorial demarcada.

Neste caso mais simples, que no Brasil recebeu o tratamento de Indicação de Procedência, o elemento que tem peso decisivo é o que se denomina “notoriedade”.

Para que a localidade possa receber o reconhecimento como tal deve obrigatoriamente ter construído seu nome no mercado. Por exemplo, são famosas as facas de aço inox produzidas em Sölingen, na Alemanha, os artigos de vidro multicoloridos de Murano, na Itália, ou, ainda, um café em grãos para espresso da Itália.

Como no velho ditado: “Faça a fama e deita-te na cama.”

Mas, o caso mais sofisticado é da Denominação Geográfica, que se aplica exclusivamente a produtos de origem agropecuária, pois recebem influência direta das condições geográficas de sua área de produção.

Solo, clima e varietais empregadas fazem produzir algo único!

Exemplos?

Os vinhos de Bordeaux e Champagne, da França, o vinho Tokaji, da Hungria, o queijo de Parma, da Itália, e até a cachaça de Salinas, do Brasil: cada qual possui suas características particulares.

Para completar, é necessário que o processo produtivo seja codificado, isto é, que existam normas de produção perfeitamente definidas, com parâmetros claros e especificações de produto que possam ser verificados continuamente.

A existência de um órgão controlador ou regulador também é muito importante, que institucionalize a extensão territorial, defina o processo de produção e, finalmente, garanta a qualidade e idoneidade do produto.

Casos no café?


No México temos o Café de Veracruz, que é um caso de Denominação de Origem, pois seu processo foi todo desenvolvido segundo regras do OMPI – Organização Mundial de Propriedade Intelectual.

No Brasil, há o caso do Café do Cerrado, Cerrado Mineiro, que se trata de Indicação de Procedência.

Os produtores da micro-região da Serra da Mantiqueira também estão solicitando sua Indicação de Procedência, graças aos excepcionais resultados em concursos de qualidade ao longo dos últimos anos e que alçaram o Café da Serra da Mantiqueira ao reconhecimento internacional.

A 23ª Feira da Associação Americana de Cafés Especiais foi realizada nesta quinta-feira, 28 de abril, em Houston. Estande brasileiro apresentou regiões produtoras por meio de recursos digitais, como o aplicativo para IPAD.

O uso de recursos digitais marca a nova estratégia do governo brasileiro para divulgar o café nacional. A partir desta sexta-feira, 29 de abril, o público que visitar a 23ª Feira da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA, na sigla em inglês), em Houston (EUA), vai conhecer mais sobre os grãos de alta qualidade do país por meio de ferramentas, como aplicativo para Ipad com informações sobre as 12 regiões produtoras. O Brasil é o país tema do evento.

O estande brasileiro, que tem apoio do Ministério da Agricultura, reuniu a diversidade de aromas e sabores do grão nacional que serão divulgados por intermédio da marca “Cafés do Brasil”. No local, também houve degustação durante os dias da feira que acontece até o dia 1º de maio, no centro de convenções George R. Brown. No local, os visitantes da feira também poderão entreter-se com outra ferramenta digital, um jogo onde o desafio é montar receitas de bebidas de café.

A abertura oficial foi realizada às 17h30 (20h30, horário de Brasília) desta quinta-feira, 28 de abril, com o discurso do diretor do Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Robério Silva. “O Brasil pode fornecer os cafés especiais que o mercado precisa. E o país é um fornecedor importante desse tipo de café cultivado de forma sustentável”, afirma Silva.

Nesta feira vamos mostrar o quanto o Brasil amadureceu desde a última vez que foi país tema do evento do SCAA, há 11 anos. Naquela época, a produção de cafés especiais era exceção e agora é regra”, analisa Vanúsia Nogueira, diretora-executiva da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, na sigla em inglês), entidade que está promovendo a participação brasileira no evento. Além do Ministério da Agricultura, também apoiam o estande do Brasil, a APEX-Brasil e o Sebrae.

A delegação brasileira terá mais de 500 pessoas entre produtores, torrefadores, baristas, especialistas e pesquisadores. Os participantes do Brasil incluem ainda representantes do governo, como Ministério da Agricultura e Ministério das Relações Exteriores. Nos três dias da feira da SCAA são esperadas cerca de oito mil pessoas de vários países. (Laila Muniz)

FONTE

Pantanal News

The Coffe Traveler

quarta-feira, 20 de abril de 2011

23ª Exposição Anual da Associação de Cafés Especiais da América


Evento mundial de café terá Brasil como tema - A maior feira de cafés do mundo terá o Brasil como tema. A 23ª Exposição Anual da Associação de Cafés Especiais da América (SCAA), que será realizada de 29 de abril a 1º de maio em Houston (EUA), receberá mais de 500 produtores, torrefadores, pesquisadores, exportadores, especialistas e baristas brasileiros.

O público esperado de 10 mil pessoas, incluindo participantes de países consumidores e produtores, terá a oportunidade de conhecer melhor a variedade de aromas e sabores do café brasileiro.

A cada ano, a SCAA dá destaque especial a um país e o Brasil foi escolhido para esta edição da feira. No estande brasileiro será montada uma cafeteria para degustação de cafés especiais das nove regiões produtoras do Brasil. Estarão representados os cafés de origem dos Estados de Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Paraná e Espírito Santo.



No evento, o Brasil quer mostrar sua capacidade de oferecer um produto de qualidade, com uma produção de grãos diversificada que respeita o meio ambiente. O país é o maior produtor e exportador do mundo e vem ampliando sua participação no mercado internacional de cafés especiais ou gourmet, com grãos de alta qualidade. Em 2010, o Brasil exportou cerca de um milhão de sacas de 60 kg de cafés especiais, 15% a mais do que o ano anterior.

Paralelamente a feira, nos dias 27 e 28 de abril, acontecem debates durante o simpósio organizado pela Associação de Cafés Especiais da América. Haverá palestras com especialistas brasileiros, como Carlos Brando, da P&A International Marketing; José Francisco Pereira, da Monte Alegre Coffees; e Flávio Borém, professor da Universidade Federal de Lavras. Sustentabilidade, certificação e qualidade são alguns dos assuntos que estarão em discussão.

Também serão realizadas sessões de degustação dos Cafés do Brasil (Cupping Exchange Program) para potenciais clientes, com apresentações técnicas compostas por palestras a serem ministradas pelos profissionais Flávio Borem, Sílvio Leite e Edgard Bressani, seguidas de degustação desses cafés.

A participação brasileira no evento está sendo organizada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, na sigla em inglês), com apoio Ministério da Agricultura, Apex-Brasil, Sebrae e entidades representativas do setor cafeeiro.
Exportações

Em 2010, as exportações de café renderam ao Brasil US$ 5,7 bilhões, resultado recorde. A cifra representa crescimento de 34,7%, em relação ao registrado em 2009 (US$ 4,3 bilhões). Os principais destinos do produto foram os Estados Unidos, com US$ 10,7 milhões; Itália, com US$ 3,7 milhões; e Argentina, com US$ 1,7 milhão.

Saiba Mais
O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café. O produto é cultivado em 12 estados, o que envolve 287 mil produtores, numa área plantada de 2,2 milhões de hectares. A cadeia produtiva é responsável pela geração de mais de oito milhões de empregos.

O café especial (gourmet) precisa ter duas características básicas: ser limpo e naturalmente doce. A classificação depende do perfil do produtor, dos cuidados com a lavoura e da colheita.

Desde 1988, a Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA) promove o maior evento de cafés especiais do mundo. A cada ano, é escolhida uma nova cidade americana. A feira tem a participação de expositores de vários países, além de produtores, exportadores, importadores, varejistas, empresários e baristas.

Roda de Aromas e Sabores - a figura da direita apresenta os principais aromas e sabores encontráveis em um café
Há uma parte expandida, onde podem ser vistas notas aromáticas em detalhe. Existem três grupos principais: os de natureza Enzimática, que são as notas mais voláteis, os oriundos da Caramelização dos Açúcares e os de natureza pirolítica ou resultantes da Destilação Seca, que são os menos voláteis.

Unidirecionais são cafés cujos sabores fazem parte, digamos, de um mesmo agrupamento. Observe que notas aromáticas de Amêndoas, Caramelo e Chocolate estão no grupo denominado Caramelização dos Açúcares, apesar de pertencerem a diferentes sub-grupos. Sutilezas à parte, estes aromas e sabores, caso estiverem presentes num café, conferem a ele características "unidirecionais" porque, afinal, têm muita similaridade entre si.

Quando surgem notas de outros grupos, por exemplo um do sub-grupo Floral do Grupo Enzimáticos como o Jasmim, que é muito semelhante ao aroma da Flor do Café, e até combinado com outro do sub-grupo das Especiarias do Grupo Destilação Seca como o Cravo, um dado café ganha contornos de maior complexidade.

Como já abordado anteriormente, há uma influência direta das condições geográficas e de processo na bebida resultante do café. É justamente a combinação desses diversos elementos que cria uma infinidade de aromas e sabores!

Para ter uma resposta ao que é melhor, se um "Blend" ou se "Origem Única", é necessário ter um outro tipo de visão.

Cada mercado possui características próprias, de forma que o perfil de consumo de país exclusivamente consumidor, como os europeus, é diferente de um país que também é produtor. Geralmente o perfil de consumo de um país produtor de café caracteriza-se pela oferta de cafés de baixa qualidade por dois prosaicos motivos: em geral os países produtores de café são pobres e a facilidade de obtenção de diferentes tipos de matéria-prima pela sua indústria é muito grande. Daí o sentimento comum de que "o melhor café é exportado", ficando o restante para o mercado interno. Neste ponto, o Brasil possui uma posição única: é o maior produtor mundial de café e caminha para em breve ser, também, o maior mercado consumidor.

Por outro lado, o que move a indústria do café é a possibilidade de sempre se oferecer um produto diferente do outro através da combinação dos sabores. Há uma justificativa científica para isso: ao menos 75% da população humana consegue perceber corretamente os diferentes aromas e sabores, com base na média do número de papilas gustativas da língua e dos sensores olfativos que ficam no nariz.

Outro elemento que tem alta relevância é o fato de que é possível se estabelecer a fidelidade do cliente em função da sensação de prazer que um conjunto de aromas e sabores pode proporcionar. Portanto, a estabilidade do produto, ou seja, que o seu aroma e sabor não varie ao longo do tempo, independentemente da entrada de novas safras, é que permite que o vínculo de afeto produto-consumidor aconteça. Uma indústria que possua alta escala e que, por isso mesmo, tem no grande varejo seu principal sistema de escoamento de produto, usualmente opta por estabelecer padrões de matéria-prima que sempre estejam ao seu alcance. No caso das indústrias do exterior, há uma lógica diferente da corrente no Brasil, pois elas têm a oportunidade de escolher cafés de diferentes origens mundiais.

Um bom "Blend" deve começar por um bom Café de Base, ou seja, aquele que será utilizado em maior escala e que, devido à sua estrutura sensorial, permite ressaltar características dos cafés de outras origens. A ele normalmente é combinado uma origem que servirá para ajustar a acidez final da bebida e uma outra que dará, digamos, o toque final de aroma e sabor que distinguirá esse novo "blend" de outros. O café brasileiro, devido à sua característica geral neutra, principalmente no caso de qualidade mediana, com baixa acidez inclusive, é o café mais empregado como essa "base". Lembre-se: grandes carros possuem excelentes chassis, e essa regra se repete na indústria do café. O café da Colômbia ou do Kenya são os mais empregados para o ajuste de acidez. Os cafés da América Central e africanos como os da Ethiopia são cafés para o toque de finalização.

Observe, no caso da grande indústria, as "Origens Únicas" são os países com suas qualidades médias, transmitindo suas principais características aos "blends".

Conforme o mercado se sofistica, incluindo-se aí o refinamento da qualidade dos cafés, isto é, empregando-se cafés de altíssima qualidade, as notas aromáticas e de sabor acabam sendo muito mais pronunciadas na xícara.
Por esta razão, é no segmento dos cafés especiais que as "Origens Únicas" de micro-regiões ou de fazendas ganham grande luz. Estes cafés, em razão de uma rara combinação de fatores, podem ser como pedras preciosas, disputadíssimos porque são raros, muitas vezes únicos. E, portanto, acabam se constituindo em "Série Limitada". Em geral são cafés de grande complexidade em suas notas de sabor e aroma e que, portanto, possibilitam inesquecíveis sensações quando experimentados. Neste caso, a Origem Única "funcionou" muito bem!

No entanto, a indústria de cafés especiais também trabalha com "blends", porém de riquíssima complexidade pois são empregados lotes de excelente qualidade. Mas, da mesma forma, os Mestres de Torra são atentos à possibilidade de um fornecimento constante e consistente, seja na qualidade, seja na quantidade. Existem diversos exemplos de maravilhosos "blends", que cativam pela experiência sensorial que provocam todas as vezes que são saboreados. É interessante observar que em algumas marcas consagradas, há uma expectativa por parte do consumidor de buscar um sabor específico ou um aroma que nos cativou. É quando se diz que o "blend funcionou muito bem."

A possibilidade de se criar composições sempre diferentes é praticamente inesgotável e é este o principal elemento de diferenciação entre as torrefações.

Pelo lado do produtor, o sentimento predominante é o de que o seu café é simplesmente... o melhor que existe. É algo paterno, que faz com que se compreenda a natural resistência em querer que seu café venha fazer parte de um "blend". Lotes de café excepcionais são como filhos brilhantes, que terão sucesso e caminharão sozinhos. Mas, entre tantos outros filhos de outros, também são raridades.

Assim, a compreensão de que cafés de altíssima qualidade podem fazer parte de grandes "blends", gerando a possibilidade de haver continuidade consistente, gera estímulo suficiente para continuar a paixão em produzir também as raridades. Mas deve ficar, por outro lado, o sentimento de que mesmo cafés de boa qualidade também são muito apreciados e procurados pelas torrefações para formar "blends" de uma faixa mais competitiva do mercado.

Portanto, para a indústria, o "Blend" é fundamental, porém existem casos em que a "Origem Única" pode ser uma excelente opção.

E um último recado: vejo muitos produtores que guardam para o seu consumo o que de pior foi produzido, até o chamado resíduo de preparo de café. Deixe um pouco do seu melhor lote para você, torrando-o com esmero e para, naturalmente, orgulhosamente oferecer aos amigos. É um prêmio para si e a demonstração de que um excelente café pode ser apreciado em sua origem...

FONTE

DCI

Cafés do Brasil

Pagina Rural

Revista Cafeicultura

Porto de Vitória: 2º maior exportador de café do país


Em março Estado exportou cerca de 1.311 contêineres com o produto - Mais de 400 bilhões de xícaras de café servidas por ano. Esse número impressionante dá uma dimensão da paixão que o café proporciona em todo o mundo. É a bebida mais consumida no Brasil, e as primeiras sementes foram plantadas em solo brasileiro por volta do século XVII, em Belém do Pará. Levada para o Rio de Janeiro em 1770, a semente de café fez aumentar a produção de grãos no país e, a partir de 1826, tornou-se o carro-chefe da economia brasileira.

O café continua, em pleno século XXI, como um dos principais produtos da balança comercial do país. No ano passado, a exportação deste grão bateu recorde histórico no Brasil, e o Espírito Santo teve grande participação neste desempenho. De uma receita total de US$ 5,6 bilhões do produto exportado pelo país, mais de 10% (US$ 583 milhões) saíram pelo Porto de Vitória. Este montante financeiro é superior em US$ 71 milhões ao valor alcançado em 2009.

Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) a exportação do café brasileiro teve no ano passado o maior volume dos últimos cinco anos, chegando a 33.002.244 de sacas de 60 kg.


 Porto de Vitória é o principal terminal de transporte marítimo da cidade de Vitória, capital do Espírito Santo. As instalações para cargas diversificadas estão distribuídas em ambos os lados da bahia de Vitória, ocupando parte da cidade de vitória e do município de Vila velha. Um total de 295.562 sacas de café foi exportado pelo Porto de Vitória/ES...
O Porto de Vitória responde por 13,4% desta fatia, ou seja, 4.432.982 sacas de café, ficando atrás apenas do Porto de Santos.

A quantidade exportada pelo país, de acordo com o Cecafé, superou a previsão inicial que era de 31 milhões de sacas. "Entre os fatores que contribuíram para este crescimento estão a redução da produção em países como a Colômbia, em função de fatores climáticos, o aumento do consumo e a elevação da demanda mundial", disse o diretor geral do Cecafé, Guilherme Braga, segundo nota da entidade.

Para 2011, segundo o Cecafé, o volume exportado deverá diminuir por conta da bienalidade da cultura, ou seja, o ano de safra maior é seguido por outro de colheita menor. Os embarques são estimados entre 29 milhões e 30 milhões de sacas. (Fonte: portal IG)

Primeiro trimestre supera expectativas

Apesar da previsão de baixa na quantidade exportada para 2011, o volume da exportação brasileira de café no primeiro trimestre deste ano totalizou 8,2 milhões de sacas, representando aumento de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior (7,4 milhões de sacas).

No primeiro trimestre, a receita cambial foi de US$ 1,8 bilhão, representando aumento de 61% em comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 1,1 bilhão).

O embarque do produto nos três primeiros meses do ano foram realizados principalmente pelo Porto de Santos, que escoou 6.529.262 sacas (79,6 % do total). O Porto de Vitória (ES) foi responsável pelo embarque de 968.033 sacas (11,8%), seguido pelo do Rio de Janeiro que teve 519.920 sacas embarcadas (6,3%).

O mês de março foi o responsável por alavancar as exportações do setor cafeeiro no Espírito Santo. Um total de 419.411 sacas de café saiu pelo Porto de Vitória, o que representa um aumento de 39,2% em relação às exportações do mês anterior. Foram exportados 1.311 contêineres com o produto, segundo dados do relatório mensal Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV).

FONTE

Eshoje

Agrocim

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Segredos para um bom café


Já bebeu o seu café hoje?
Hoje comemoramos o Dia Mundial do Café.
Eu já tomei vários dos quais eu me dou o direito =)

Segundo o Pedro Valente
http://meme.yahoo.com/pedrovalente/p/l2Hrwzb

"Eu sou consumidor assíduo de café! Depois do vinho, é a bebida que mais aprecio. Mas quando vou a casas de amigos, percebo que muitos cometem erros básicos na hora de preparar o café, o que acaba comprometendo o seu sabor. Daí, pra reparar o gosto amargo, metem açúcar!


Por isso, separei algumas dicas muito úteis na hora de fazer um bom café. Veja só:

Temperatura da água

Não use água fervente na preparação do café! A água nesse estado escalda o café, modificando seu sabor e aroma. Quando a água começar a borbulhar sutilmente, desligue o fogo. A temperatura ideal da água para fazer o café é de 90° C.

Não use água da torneira

A água utilizada deve ser filtrada ou mineral. Além de afetar a saúde, o cloro encontrado na água de torneira pode alterar o sabor do café.

Não mexa o café na hora de coar

Não se deve mexer o pó no filtro. Muita gente faz isso com o intuito de que o café seja coado mais rapidamente, mas o contato com a colher neste momento pode alterar o sabor do café, além de correr o risco de rasgar o filtro, se ele for de papel. Despeje a água lentamente, em fio, exatamente no centro do filtro. Paciência é tudo!

Abaixo o açúcar!

O bom café não precisa ser adoçado. Misturá-lo com os outros componetes altera suas característcias e ele perde muito do seu sabor. Claro que é necessário preparar bem o paladar para tomar café sem açúcar, então a dica é diminuir a quantidade aos poucos. Assim, você poderá comprovar a qualidade do produto que tem consumido.

Café requentado NÃO

Isso não é um erro, é um pecado! Altera totalmente o sabor e corta o clima de frescor que deve ter um bom café. Prepare apenas a quantidade que será consumida imediatamente. Se sobrar, escolha uma receita que vá café frio, como batidas e doces, e só assim então reaproveite o seu café!"


Segredos para um bom café

Café, expresso, cimbalino, bica, italiana, curto, comprido, normal, cortado, com açúcar ou adoçante, o que os apreciadores gostam mesmo é sem aditivos. E não há cafés grátis, desenganem-se, nem quinta-feira que é o Dia Internacional do Café.

O JN foi à rua saber de que café gostam os portuenses e ao que parece os cafés serão como os chapéus: há de muito tipo e para todos os gostos. "As pessoas mais velhas gostam mais dos compridos, talvez por achar que fazem menos mal do que os curtos", contou Hélder Rocha, empregado de balcão há 13 anos, num café da Baixa do Porto. "Os mais novos preferem os cafés curtos e pouco aquecidos", acrescenta, que a vida deve parecer comprida a quem a quer viver rápido.

São muitos os cafés servidos naquela que foi possível determinar como sendo a hora de ponta da toma do café, pelo menos, na cidade do Porto. Entre as 13h30 e as 14h30, geralmente em grupo, que o café mais do que um vício é uma forma de convívio. "Não é só pelo café que vêm... É para estarem uns com os outros", afiança Hélder Rocha, há anos a registar hábitos de café a partir do "Cancela Velha".

Pedro Brito, gerente do "Guarany" partilha da constatação. "O café é uma desculpa para as pessoas se reunirem", disse ao JN, convicto de que há na cidade "uma cultura do café". Já Susana Pinto, funcionária do "Vício do Café", diz distinguir facilmente os verdadeiros viciados: não usam açúcar e identificam qualquer alteração do sabor, por ténue que pareça ao mais incauto bebedor de café.

E depois há as ruas que cheiram a café e gente que devia ser justamente compensada por disseminar esse mesmo cheiro embrulhado em cartuchos pelos cantos da cidade, pelos transportes e locais de trabalho, por onde passam até ao destino final. As casas onde o café ainda se vê, em pó e em grão, onde ainda se bebe passado por filtros de papel ou saído das máquinas expresso tradicionais.

Como Noelma Ferreira, de 64 anos, que não dispensa um bom café, mas que recusa sair de casa para o tomar. Compra-o em pó na "Sanzala", onde mais do que com o cheiro, a mimam com a garantia da saberem os seus gostos. Como antecipam também o gosto de Ângelo Podêncio, que vindo de Bragança pára na "Sanzala" por café e rebuçados.

Também na casa Cristina se prepara café, ouvidos, interpretados e entendidos os gostos dos clientes. Saber dar de beber bom café é uma arte, assegura Olívia Marques.

**Segredos para um bom café

por Maria Cláudia Monteiro


FONTE

Jornal de Notícias

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Bolsa Oficial de Café: Patrimônio Nacional


Santos recebe exposição Bolsa do Café: Patrimônio Nacional -Exposição retrata símbolo do ciclo econômico do café no Brasil

O café chegou ao Brasil em 1727 trazido pelo Sargento-Mor Francisco de Mello Palheta, oriundo da Guiana Francesa, a pedido do governador do Maranhão e Grão Pará, que o enviara para lá especificamente com essa missão. Ele não imaginava que estava trazendo consigo o que viria a ser uma das mais tradicionais e importantes bebidas nacionais.

Anos mais tarde o café emergiu para a posição de produto-base da economia brasileira. Desenvolveu-se com total independência, ou seja, apenas com recursos nacionais, sendo, afinal, a primeira realização exclusivamente brasileira que visou à produção de riquezas.

Os barões do café impulsionaram o mercado de arte brasileiro. O dinheiro vindo das plantações financiou a produção de retratos, que até então era exclusividade dos senhores de engenho e da borracha. Estes estimulavam as artes ao encomendar obras para suas coleções particulares e usavam seu prestígio para que os artistas alcançassem financiamentos e bolsas para desenvolver seus estudos no exterior.

De 31 mar 2011 - 22 jul 2011 A história de um palácio construído para ser a capital mundial dos negócios do café. Esse é o tema da exposição “Bolsa de Café: Patrimônio Nacional”, que por meio de um minucioso trabalho de pesquisa desvenda os detalhes da edificação que se tornou o símbolo de um dos mais importantes ciclos econômicos do Brasil.
Edifício da Bolsa Oficial de Café foi construído para ser a capital mundial dos negócios do café. Exposição revela representatividade histórica, artística e cultural da construção que é tombada pelo patrimônio nacional

A história de um palácio construído para ser a capital mundial dos negócios do café. Esse é o tema da exposição “Bolsa de Café: Patrimônio Nacional”, que por meio de um minucioso trabalho de pesquisa desvenda os detalhes da edificação inaugurada em 1922, e que se tornou o símbolo de um dos mais importantes ciclos econômicos do Brasil.

A mostra, que fica em cartaz até 22 de julho, será inaugurada em 31 de março, às 19h, no Museu do Café – instituição da Secretaria de Estado da Cultura –, com a presença de figuras representativas do mercado cafeeiro nacional e autoridades políticas do Estado de São Paulo.

A construção da Bolsa Oficial de Café por um lado atendeu à necessidade de centralizar e sistematizar os negócios de café, por outro, teve também papel propagandístico, difundindo a riqueza do Estado de São Paulo que se desenvolvia no compasso do café. Inaugurada em 07 de setembro de 1922, como parte das celebrações do centenário da independência do Brasil, a suntuosidade do edifício, suas cúpulas, esculturas, vitrais, mosaicos de mármore, entre tantos outros detalhes, traduzem o visual da riqueza e prosperidade do ciclo cafeeiro do País.

Após a crise de 1929, que atingiu de forma contundente a cafeicultura nacional, o edifício teve sua importância no cenário econômico diminuída, fazendo com que a suas operações fossem interrompidas em 1933 e novamente em 1957.

Em 1998, o edifício foi finalmente reaberto, passou a abrigar o Museu do Café, e se consolidou com um dos vetores de maior importância no processo de revitalização do Centro Histórico de Santos.

Tendo como ponto de partida a contextualização do mercado cafeeiro à época e a representatividade mundial do edifício, durante e após seu período de operação, os arquitetos Gino Caldatto e Jaqueline Fernández – também autores do livro “O Palácio do Café” (Magma Cultural e Editora, 2004) – assinam a curadoria da exposição.

Organizada em pavilhões que contemplam aspectos históricos, artísticos, cognitivos e imateriais, a mostra lança mão de documentos, fotografias e objetos para sobrepor passado e presente, evidenciando ao visitante a posição do edifício enquanto testemunha de intensas transformações da cidade de Santos, do estado de São Paulo e do País. Um exemplo é contemplar uma imagem do porto de Santos no final do século XIX e, em seguida, de uma das varandas do edifício, observar o maior porto da América Latina.

Um dos principais destaques da mostra é uma estrutura cilíndrica de 4m de diâmetro por 2,5m de altura em que o visitante é convidado a entrar para conhecer os quatro guardiões da torre do edifício. As esculturas, obras do belga Henri Van Emelen, estão localizadas a mais de 40m de altura, voltadas aos pontos cardeais, e representam a Agricultura, o Comércio, os Navegantes e a Indústria. Na exposição, as imagens reproduzidas em grande dimensão revelam detalhes ainda inéditos mesmo ao mais atencioso visitante.

Benedito Calixto de Jesus - Rampa do Porto do Bispo em Santos, 1900

Na cidade de Santos, no início do século XX, ficava o centro das negociações com café, onde foi criada a Bolsa do Café, na época, a maior praça cafeeira do planeta. Tal qualidade permitiu a criação do café tipo Santos.

O destaque às obras de Emelen dialoga com o painel “Os artistas da Bolsa”, com aproximadamente 10m de comprimento. Entre os nomes citados, está o do pintor, desenhista, professor, historiador e astrônomo amador brasileiro Benedito Calixto de Jesus, cujo trípitco formado pelas obras “A fundação da Vila de Santos - 1545”, “Porto de Santos em 1822” e “Porto de Santos em 1922” decoram o Salão do Pregão, local onde eram realizadas as negociações que definiam as cotações diárias das sacas de café.

Há ainda espaço para outros artistas que deixaram seus trabalhos registrados no edifício, como Antônio e José Longobardi, Antonio Sartório e Giusti, e Conrado Sorgenicht.

A exposição ainda apresenta os esforços para construção do edifício em Santos que representasse a riqueza do ciclo econômico do café, sua implantação em localização privilegiada, a feição escolhida e seus diferentes usos ao longo dos anos.

A relação afetiva da cidade com um de seus edifícios-símbolo e principal cartão-postal do Centro Histórico da cidade também é abordada, bem como o tombamento do prédio nas esferas municipal, estadual e federal. Há ainda espaço para o tratamento da memória imaterial do café, evidenciando o estímulo dos sentidos por meio do café, as memórias despertadas pelo cheiro e sabor da bebida.

O Museu do Café fica à rua XV de Novembro, 95, no Centro Histórico de Santos. Seu horário de funcionamento é de terça a sábado, das 9h às 17, e aos domingos entre 10h e 17h. Os ingressos para visitação custam R$ 5, estudantes e pessoas acima de 60 anos pagam meia-entrada. Já a Cafeteria do Museu funciona de segunda a sábado, das 8h às 18h, e aos domingos entre 10h e 18h.

Exposição Bolsa do Café: Patrimônio Nacional
Abertura: 31 de março (quinta-feira)
Horário: 19h
Preço: Grátis
Local: Museu do Café
Endereço: Rua XV de Novembro, 95, Centro Histórico, Santos/SP
Obs.: Em cartaz até 22 de julho.
De terça a sábado das 9h às 17h, domingos entre 10h e 17h.
Ingressos R$ 5.

FONTE

Museu do Café

ComidaehArte

Exportações brasileiras de café crescem 61%


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) investiu R$ 3 milhões, em 2010, no incentivo às exportações e ao consumo do café nacional nos mercados interno e externo. Os recursos, do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), foram aplicados em simpósios, concursos de qualidade, programas de degustação e na participação em feiras internacionais. Pelo quarto ano consecutivo, o ministério apoia o estande brasileiro em feiras internacionais direcionadas aos cafés especiais.

Em 2010, o governo promoveu a participação do setor cafeeiro nas exposições de Anaheim (EUA), Londres (Inglaterra) e Tóquio (Japão), que têm como público produtores, exportadores, importadores, varejistas, baristas, além de consumidores locais. “Esses países são grandes consumidores da bebida. Os norte-americanos, por exemplo, são os maiores compradores e os japoneses ocupam a quarta posição no ranking mundial”, informa Cláudia Marinelli, coordenadora-geral de Planejamento e Estratégias do Departamento do Café do Ministério da Agricultura. Os estandes foram montados em parceria com a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), por meio de convênio.

Outra ação de incentivo ao consumo da bebida é o programa de degustação de café solúvel, que recebe recursos do Funcafé desde 2006. A iniciativa coordenada pela Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS) prevê contatos com as redes varejistas de outros países, montagem de balcão para degustação, treinamento de promotores de vendas e contratação de supervisores para abastecimento das lojas em que a ação é desenvolvida.

Em 2010, o programa levou o produto brasileiro a 83 estabelecimentos das quatro maiores redes de supermercado do Chile e Uruguai, onde há preferência pelo café solúvel. No Chile, 95% do café consumido é solúvel. “O objetivo do programa é divulgar o produto aos consumidores internacionais para ampliar e consolidar mercados”, explica a coordenadora. Entre julho e outubro, foram consumidos 200 mil copos ou 400 kg de café e vendidos 28 mil kg do produto.

Os concursos de qualidade também tiveram apoio governamental. Sete competições em São Paulo, Paraná, Bahia e Rio de Janeiro foram realizadas com investimentos do Ministério da Agricultura. De acordo com Cláudia Marinelli, esses concursos são um estímulo a que o produtor invista mais na qualidade e na sustentabilidade da lavoura, o que acaba beneficiando também os apreciadores de café. O Funcafé repassou ainda recursos para organização de exposições, seminários e simpósios nas principais regiões produtoras do grão.
Exportações e produção
De janeiro a novembro de 2010, a receita com as exportações de café alcançaram US$ 5 bilhões, mais do que o arrecadado durante todo o ano passado (US$ 4,3 bilhões). Nos últimos quatro anos, o valor dos embarques do produto cresceu 54%, passando de US$ 3,3 bilhões, em 2006 para US$ 4,3 bilhões, em 2009. A produção em 2010 deve atingir 48 milhões de sacas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em 2011 as exportações brasileiras de café alcançaram no primeiro trimestre do ano US$ 1,861 bilhão, número superior em 61% ao do mesmo período do ano passado, informou ontem a Cecafé.

Em termos de volume, o Brasil vendeu para o exterior 8,2 milhões de sacos de 60 quilos nos três primeiros meses deste ano, 11% a mais que no período de referência, assinalou o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Em março, as vendas do grão somaram US$ 647,5 milhões, que representam um avanço de 55,2% frente ao mesmo mês do ano passado.

As exportações de março foram de 2,69 milhões de sacos, o que supõe um crescimento de 1,3% em relação a março de 2010.

No mês passado o café, registrou negócios de US$ 647 milhões no mercado exterior. O ritmo de exportações do produto é tão veloz, que as receitas totais deste ano podem superar US$ 6 bilhões no mercado externo.

Para o diretor-geral da Cecafé, Guilherme Braga, "os preços irão se manter nos níveis atuais ao longo deste ano porque há um equilíbrio entre o consumo e a produção".

No primeiro trimestre, os Estados Unidos foram o principal consumidor do café brasileiro, com 1,66 milhão de sacos, 32,61% a mais que os comprados nos mesmos meses do ano anterior.

A Alemanha, segunda na lista de compradores do grão brasileiro, adquiriu entre janeiro e março 1,59 milhão de sacos, 7,82% a mais que no primeiro trimestre de 2010.
FONTE

DCI

agrolink

sábado, 2 de abril de 2011

8º Circuito de Outono - Café, Cachaça e Chorinho 2011

De 1 a 10 de abril, em 13 municípios da região do Vale do Café fluminense

Comidas típicas, cachaças e cafés da região, shows de chorinho, exposições históricas, aulas de dança, oficinas e workshops, palestras, exibição de filmes, compõem a ampla programação do 8º Circuito de Outono – Café, Cachaça e Chorinho 2011.

Entre os dias 1 a 10 de abril, 13 municípios da região do Rio de Janeiro recebe o 8º Circuito de Outono - Café, Cachaça e Chorinho 2011. Média de público esperada, gira em torno de 10 mil pessoas.

Buscando divulgar e ressaltar a importância de alguns produtos para o local, a região do Vale do Café Fluminense receberá um evento. Entre as atrações principais do evento está a oportunidade de fazer o visitante compreender os cenários gastronômicos do século 19, desde os alambiques até as produções de cafés. São esperados para o evento cerca de dez mil pessoas.

O evento está distribuído por cerca de 40 espaços, hotéis, pousadas, centros culturais, fazendas históricas, restaurantes e praças públicas dos municípios do Vale do Café (Barra do Piraí, Barra Mansa, Engenheiro Paulo de Frontin, Mendes, Miguel Pereira, Paracambi, Paty de Alferes, Pinheiral, Piraí, Rio das Flores, Valença (Conservatória e Ipiabas), Vassouras e Volta Redonda).

A programação levará os visitantes a uma viagem gastronômica em meio aos cenários das fazendas históricas e vilas do século XIX, com visitas guiadas, atrações pré-agendadas e outras em praças públicas. Segundo o presidente Conselho de Turismo da Região do Vale do Café, o Conciclo, Paulo Roberto dos Santos, uma oportunidade única para conhecer, por exemplo, a tradição dos alambiques produtores de cachaça, as feijoadas, os costumes, o folclore e o artesanato locais.



Será possível, por exemplo, visitar alambiques em Barra do Piraí, comer uma feijoada e participar de degustação de drinks com cachaça em Barra Mansa, assistir a show com Nilze Carvalho e Pedro Miranda em Mendes, participar de workshops e aprender técnicas sobre degustação de café em Miguel Pereira, levar a criançada para programação infantil em Paty do Alferes e Vassouras, conhecer caipirinhas exóticas e orgânicas em Valença, participar da Noite de Valsa, com Hélio Delmiro, Sérgio e Magro (MPB4), em Conservatória, aprender dança de salão e culinária em Vassouras.

A programação, explica Paulo Roberto, foi estruturada para permitir ao visitante conhecer os três eixos principais do turismo da região: o café, a cachaça e o chorinho, de forma múltipla: “São opções variadas, que respeitam as características de cada um dos municípios e distritos. A diversidade é uma marca da região, acompanhada por uma forte tradição desde os tempos coloniais, o que lhe dá uma identidade única no país.

Programação em Conservatoria do Café Cachaça e Chorinho 01/04 ate 10/04/2011

  • Hotel Fazenda Florença
Endereço: Estrada da Cachoeira, 1560
Tel: (24) 24380124 - (24) 24381195
  • 02/04 e 09/04
17h30 Agendar Sarau com visita a casa sede
  • 02,03/04 e 09,10/04
12h Agendar Almoço de fazenda com cachaça de alambique

  • Praça da Matriz
Data Hora Como Participar Evento
  • 01/04
18h Gratuito Feira de Artesanato e venda de produtos regionais
20h30 Gratuito Apresentação musical - Coral Jose Borges
  • Grupo Conservatória Meu Amor e Integrando
23h Gratuito Serenata
  • 02/04
09h Gratuito Feira de Artesanato e venda de produtos regionais
  • Sarau com seresteiro Quinane
11h Gratuito Chorinho na Matriz
12h Vendas antecipadas Feijoada e petiscos na Barraca da Silinha
20h30 Gratuito Coral Vozes de Conservatória e Juliana e amigos
23h Gratuito Serenata
  • 03/04
09h Gratuito Feira de Artesanato e venda de produtos regionais
  • 08/04
18h Gratuito Feira de Artesanato e venda de produtos regionais
20h30 Gratuito IX Noite da Valsa - Helio Del Miro, Sergio Nader e Magro (MPB4)
23h Gratuito Serenata
  • 09/04
09h Gratuito Feira de Artesanato e venda de produtos regionais

Gratuito Sarau com seresteiro Quinane
11h Gratuito Chorinho na Matriz
12h Vendas antecipadas Feijoada e petiscos na Barraca da Silinha
20h30 Gratuito IX Noite da Valsa - Helio Del Miro, Sergio Nader e Magro (MPB4)
23h Gratuito Serenata
  • 10/04
09h Gratuito Feira de Artesanato e venda de produtos regionais

  • Desfile no Centro Histórico
Saindo da Antiga Estação Ferroviária
  • 02/04
16h Gratuito Desfile de Carruagens com trajes de época
  • 09/04
16h Desfile de Carruagens com trajes de época

  • Calçada da Arte
Endereço: Em frente a Antiga Estação Ferroviária
  • 02/04
19h Gratuito Exibição do Filme - ¨Escrava Anastácia¨
  • 09/04
19h Gratuito Exibição do Filme - ¨Escrava Anastácia¨

  • Restaurante Gema da Roça
Endereço: Rodovia Canção do Amor, 13099
Tel:24 24382327 - 24 81441962
01/04 a 03/04 Almoço especial com degustaçao de cachaças do Vale
08/04 a 10/04 Almoço especial com degustaçao de cachaças do Vale

Eventos permanentes de Conservatoria

  • Serenoite
Todas as 6as. e sábados, de 21h às 23h
Local - Travessa Geralda Fonseca (Rua da Seresta/Beco da Felizarda)

  • Evento ao ar livre, com a boa música brasileira instrumental e cantada (chorinho, samba, samba-canção).
Participantes efetivos:
- Carlito (violão)
- Ronaldinho (cavaquinho)
- Nelson (violão)
- Zé Luiz (ritmo)
- Sorriso (percussão e voz)
- Inalda (voz)
- Zé Roberto (voz)

  • Serenata ao Luar
sextas e sábados a partir das 23h

  • Solarata
A solarata (serenata durante o dia) todo domingo de 10h30 até 12h na Travessa Geralda Fonseca.

¨&¨&COMO CHEGAR &¨&¨


Clique sobre o Mapa para ampliá-lo

Realização: Conciclo (Conselho de Turismo da Região do Vale do Café)

FONTE

Café, Cachaça e Chorinho

Aplicativo para IPhone imita máquina de café


Imita máquina de café e ensina a preparar a tradicional bebida - O download do aplicativo custa US$ 0,99

Com os avanços impressionantes da tecnologia, a informação e o conhecimento tornam-se cada vez mais acessíveis a todos nós. Diante deste quadro, até mesmo assuntos mais corriqueiros do dia a dia, como a teoricamente simples tarefa de fazer um café, ganham complexidade e podem ser explorados a fundo buscando novas experiências.

Pensando nisso, uma empresa norte-americana lançou o SPRO, um aplicativo para Iphone que traz uma série de dicas e curiosidades sobre a preparação de café. Vendido por US$ 0,99 na loja da Apple, o SPRO ensina novas receitas, indica o passo-a-passo na preparação, traz curiosidades sobre a bebida e até mesmo assuntos históricos referentes ao café.

Ao navegar pelo aplicativo, o usuário tem a sensação de estar manipulando uma máquina de verdade...

Com um design bonito e clássico, com cores relacionadas ao tema, o SPRO imita uma máquina de café, e os usuários apertam botões como se realmente estivessem preparando a sua bebida.

O objetivo, além de entreter as pessoas, é fazer com que os menos experientes no preparo de café possam utilizar o aplicativo a qualquer momento, seja para preparar a sua bebida no dia a dia ou como "salva vidas" na hora de receber aquela importante visita.


FONTE

Revista Adega

quinta-feira, 3 de março de 2011

Vocabulário Para Descrever os Sabores do Café





O site da AMSC Alta Mogiana Specialty Coffees, traz um artigo interessante sobre o vocabulário do café, com o objetivo de ajudar aquele que quer perceber e descrever cada sensação enquanto toma o seu cafezinho.

Vale a pena conferir também Os termos técnicos do café no Mexido de Ideias... que começa assim: "As palavras coroa, cambação, calador, batida e brunimento soam familiar? Assim como qualquer outra profissão, as pessoas que trabalham com café também apresentam seu próprio vocabulário. Eles servem unicamente para facilitar a rotina de profissionais que já estão familiarizados com estes termos, mas podem confundir (e muito!) interessados no mundo cafeeiro. Minha missão aqui é “traduzir” este mundo e mostrar o quão fascinante ele pode ser..."

Vocabulário Para Descrever os Sabores do Café

AROMAS

Animal
Este odor lembra um pouco os dos animais. Não é uma fragrância como o almíscar, mas um cheiro como o de pêlo molhado, suor, couro, peles ou urina. O termo não indica atributos necessariamente negativos, mas, em geral, intensidades muito fortes.

Cinza
Cheiro semelhante aos dos cinzeiros, dos dedos dos fumantes, ou dos que se adquire quando se limpa uma lareira. Não é um atributo negativo. Os provadores costumam usar o termo para indicar o grau de torra do café.

Queimado/Defumado
Este odor e o sabor correspondente são semelhantes aos dos alimentos queimados. O odor lembra o da fumaça de madeira. Os termos são usados com freqüência para indicar o grau de torra que os provadores identificam nos cafés muito torrados ou torrados no forno.

Químico/Medicinal
Lembra o cheiro das substâncias químicas, dos remédios e dos hospitais. Os termos se referem a odores como os dos cafés afetados pelo sabor Rio ou por resíduos químicos, ou dos cafés altamente aromáticos que exalam grandes quantidades de substâncias voláteis.

Chocolate
Evoca o aroma e o sabor do cacau em pó e do chocolate (inclusive do chocolate amargo e do chocolate de leite). É um aroma às vezes descrito como doce.

Caramelo
O termo se refere ao cheiro e sabor obtidos quando se carameliza açúcar, sem queimá-lo. Aconselha-se recomendar aos provadores que não usem o termo para indicar cheiro ou sabor de queimado.

Cereais/Malte/Pão Torrado
Estes termos indicam aromas característicos dos cereais, malte e pão torrado. Incluem aromas e sabores de grãos crus ou torrados (entre os quais do milho, cevada ou trigo torrados) e de extrato de malte, e aromas e sabores como os do pão que se acaba de assar ou torrar. O denominador comum é um cheiro de cereais. Os termos foram reunidos num único grupo porque os provadores os usam de forma intercambiável.

Terra
Odor característico de terra fresca, solo molhado ou humo. Às vezes associado com o cheiro de musgo, evoca também o sabor de batata crua, considerado indesejável no café.

Floral
Semelhante à fragrância das flores. É associado com o aroma delicado de diferentes tipos de flores, entre as quais a madressilva, o jasmim, o dente-de-leão e a flor da urtiga. É detectado principalmente quando se nota um odor intenso de frutas ou ervas, mas sua própria intensidade raramente é forte.

Frutas/Cítrico
Estes aromas recordam os odores e sabores das frutas e são marcadamente semelhantes aos aromas naturais de frutas como amoras e framboesas. Há uma correlação entre o alto grau de acidez que se percebe em alguns cafés e a acidez das frutas cítricas. Aconselha-se recomendar aos provadores que não usem estes termos para descrever aromas como os das frutas verdes ou excessivamente maduras.

Grama/Folhagem/Ervas
Os aromas cobertos por estes três termos lembram gramados recém-cortados e relvados viçosos, ou então ervas, folhagem verde, vagens ou frutas ainda verdes.

Nozes
Este aroma evoca o odor e sabor de nozes, avelãs, amêndoas ou castanhas frescas (ou seja, não-rançosas). É diferente do odor e sabor de amêndoas amargas.

Rançoso/Podre
Os dois termos combinados nesta descrição referem-se a odores que lembram a deterioração e a oxidação de diversos produtos. Ranço é o principal indicador da oxidação de gorduras e diz respeito principalmente a nozes, avelãs, amêndoas e/ou castanhas rançosas. Podridão indica a deterioração de vegetais ou produtos não‑oleaginosos. Aconselha-se recomendar aos provadores que não usem estes termos para descrever cafés que exalam cheiros fortes, mas sem dar sinais de decomposição.

Borracha
Este termo se aplica a odores como os que vêm de pneus aquecidos, elásticos e rolhas de borracha. O atributo descrito não é considerado negativo, mas é intenso e altamente detectável em alguns cafés.

Especiarias
Aroma típico de especiarias como o cravo e a canela. Aconselha-se recomendar aos provadores que não usem o termo para descrever aromas semelhantes aos dos condimentos usados em pratos salgados, como a pimenta, o orégano, o cominho e outros.

Tabaco
Evoca o odor e o sabor do tabaco ou do fumo de corda. O termo, porém, não deve ser utilizado com referência a tabaco queimado.

Vinho
Termo utilizado para descrever a combinação do cheiro, gosto e sensação na boca quando se toma vinho. Trata-se de um atributo freqüentemente associado com acidez ou sabor/odor de frutas. Aconselha-se recomendar aos provadores que não usem o termo quando o sabor é azedo ou de fermentação.

Madeira
Este aroma lembra madeira seca, barris de carvalho, árvores mortas ou papelão.

GOSTOS

Ácido
Um sabor primário, resultante da solução de um ácido orgânico. Sua pungência desejável e agradável é particularmente acentuada em cafés de certas origens e contrasta com o azedume causado por excesso de fermentação.

Amargo
Sabor primário, resultante da solução de cafeína, quinino e certos alcalóides. Este gosto, que até certo ponto se considera desejável, é afetado pelo grau de torra e pelo método de preparo da bebida.

Doce
Sabor primário, característico de soluções de sacarose ou frutose comumente cobertas pelos termos que descrevem aromas do tipo Frutas, Chocolate e Caramelo. Costuma-se usar o termo para descrever cafés sem deterioração de sabor.

Salgado
Sabor primário da solução de cloreto de sódio e outros sais.

Azedo
Sabor excessivamente pungente, acre e desagradável (como o do vinagre ou do ácido acético), às vezes associado com o cheiro do café fermentado. Aconselha-se recomendar aos provadores que não confundam este sabor com o sabor ácido, em geral considerado agravável e desejável no café.

SENSAÇÃO NA BOCA

Corpo
Usa-se este termo com referência às propriedades físicas da bebida quando esta, ao contrário de uma bebida rala, é encorpada, produzindo uma sensação agradável na boca.

Adstringência
Caracteriza-se por certa secura na boca após tomar-se a bebida, que é considerada indesejável no café.


FONTE
LAVAZZA

Profissão de degustador de café


Degustar é o ato de avaliar sabores. Essa profissão exige um paladar apurado e muito estudo para saber apreciar qualidades e procurar defeitos de um produto. No menu dos degustadores brasileiros, os principais itens são o café e o vinho. Que tal experimentar essa área?

Olfato, visão, audição, tato e paladar apurados são sentidos necessários para um bom Classificador e Degustador de Café. Todos complementados com curiosidade, dedicação, persistência, memória e muito estudo para se avaliar com precisão as amostras.

Os sentidos são tão importantes, que é interessante destacar: o número de deficientes visuais tornando-se ótimos degustadores vem aumentando, uma vez que, quando se perde a função de um dos sentidos, no caso, a visão, outros sentidos, como o paladar e o olfato, se desenvolvem com mais intensidade.

Os grãos são avaliados de acordo com o aspecto físico, quantidade de defeitos, homogeneidade de cor e tamanho (tipo) e sabor (bebida) que possuem, seguindo uma metodologia de análise nacional, conhecida como Classificação Oficial Brasileira (COB).

"Classificadores" estão em alta no mercado após decisão do Ministério da Agricultura. Conheça o trabalho do degustador de café, uma profissão que está se valorizando e tem uma demanda aquecida. O Ministério da Agricultura determinou que todas as fábricas e empresas de café contratem "classificadores" em até dois anos.


A profissão de degustador de café está valorizada no mercado depois da decisão do Ministério da Agricultura, que obrigou todas as fábricas e empresas de café a contratar “classificadores” em até dois anos.

O salário do profissional especializado em degustar café pode variar de R$ 3 mil a R$ 5 mil. Já o auxiliar ganha em média R$ 1,5 mil.

Os cursos de degustador de café serão retomados em março nas universidades federais de Lavras e Viçosa, também no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas. Além do Instituto Agronômico do Paraná, Associação Comercial de Santos e nos Sindicados das Indústrias de Café de São Paulo e Minas Gerais.


O Classificador e o Degustador

Profissional que dentro de suas funções técnicas especializadas, são capazes através dos sentidos: audição, visão, tato, olfato e gosto, de determinar a classificação da matéria prima e a qualidade da bebida do café que está sendo colocado no mercado para uso do consumidor brasileiro. É um trabalho de arte que requer muito talento, concentração e decisão no veredicto.

Esse profissional tem que ter um amplo conhecimento em todas as cadeias do agronegócio-café.

Na área de produção ele presta assistência técnica ao cafeicultor com relação a colheita, a secagem, a armazenagem e a qualidade do café, através de laudos com pareceres técnicos, orientando ao produtor como evitar os defeitos de natureza intrínsecas, extrínsecas e sempre buscando a melhoria de qualidade do café.

Na área de comercialização esse profissional é o responsável técnico da empresa de exportação, que procura no mercado interno cafés para atender as exigências do importador com todas as características de qualidade, como seja, espécie, tipo, bebida, cor, aspecto, seca, umidade, percentual de defeitos e de peneiras. Ele forma stock-lot de qualidade, para atender aos padrões exigidos pelo importador. É um trabalho de grande responsabilidade e bem valorizado financeiramente.

Na área de corretagem ele atua na compra do café diretamente com o produtor e na venda com o industrial. Ele tem que ter um amplo conhecimento da cotação do mercado cafeeiro, acompanhando no dia a dia, essas cotações para comprar ou vender na hora certa, sempre buscando a lucratividade na negociação.

Na área de industrialização ele presta assistência técnica, orientando o industrial com relação ao recebimento da matéria prima, estocagem no armazém da indústria, ponto de torra e moagem ideal, empacotamento, confecção de blends do café nos padrões tradicional, superior e gourmet e elaboração de laudos do café comercial torrado e moído, com os respectivos pareceres técnicos.

Esse profissional atua também na indústria de café solúvel confeccionando blends e avaliando a qualidade do produto final e na Bolsa de Mercadorias do Futuro – BMF, conferindo a qualidade dos cafés negociados em contratos.

Na área de preparação de café esse profissional é quem orienta ao Barista ou ao dono de cafeteria sobre a qualidade do blend ideal para ser utilizado na máquina, como também o ponto de torra e moagem adequado para extrair um excelente café expresso.

O classificador e degustador de café atua também como juizes, em concursos de cafés especiais da mais alta qualidade.

Além disso, ele poderá trabalhar como professor dessa especialização, desde que esteja bem capacitado e devidamente registrado e autorizado pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – MAPA, para esse fim.

Portanto é bem vasta a área de atuação desse profissional no mercado de trabalho, entretanto, essa profissão ainda não foi regulamentada pelo governo, constando apenas na listagem de Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, do Ministério do Trabalho. É por isso que tem muitas pessoas atuando no ramo, sem o devido registro oficial.

A pessoa que deseja ingressar na profissão de Classificador e Degustador de Café, o governo exige que tenha o nível técnico ou superior e se quiser obter registro oficial da profissão, deverá comprovar que é Técnico Agrícola ou Engenheiro Agrônomo e participar do curso técnico especializado, com 360 horas de treinamento, se possível participar de estágio junto a uma empresa de corretagem, exportação ou uma indústria de torrefação e moagem ou de café solúvel, para se tornar bastante capaz para exercer essa profissão.

O mercado é promissor e a pessoa que quiser ingressar nessa profissão, tem que ter aptidão, ser perseverante e muito dedicado ao trabalho.

Por: Alaerte Telles Barbosa
Alaerte Telles Barbosa é classificador e degustador de café, exerce essa profissão à 46 anos, sendo 30 anos dedicados ao Instituto Brasileiro do Café-IBC, 8 anos de trabalho na Abic e 8 anos de trabalho na empresa Grão Mestre Café, como professor do Curso de Classificação e Degustação de Café e Consultor Técnico de Café.




Em Santos, cidade portuária cujo centro comercial é repleto de casas de comércio de café, foi oferecido, já em 1950, o curso Auxiliar de Comércio Cafeeiro, realizado pela então Escola Senac de Santos. Com duração de um ano, os alunos tinham acesso a disciplinas essenciais ao trabalho na área, como estudos aprofundados sobre os grãos, contabilidade e legislação específicas.

Na cidade de São Paulo, o curso começou em 1962 com a denominação original de Classificador e Provador de Café. O curso durava cinco meses e incluía disciplinas como inglês aplicado ao comércio, aulas práticas de classificação, degustação e técnicas de visualização. As salas de aula contavam com seis mesas de classificação, três de provação, balanças de precisão, cuspideiras, torrador, moinho elétrico, fogão, louças e demais itens necessários.

Mais tarde, o mesmo curso entrou para a programação das unidades do Senac nos municípios de Santos, Ribeirão Preto e Marília. Nas décadas de 70 e 80, passou por modificações de estrutura, currículo e nomenclatura, e continuou sendo ministrado pelo Senac até o início dos anos 90.

FONTE

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

São Paulo ganha Roteiro do Café


A estação da Luz faz parte do roteiro turístico

A história da cidade de São Paulo e sua relação com o café viraram roteiro temático inédito criado pela São Paulo Turismo, através do projeto Turis Metrô, em parceria com o Café Moka. O passeio guiado com duração de 02h30, transporta os moradores e visitantes da grande Metrópole ao final do século XIX e início do século XX, passando pelos principais pontos turísticos da cidade relacionados à produção caffeira.


Passeio guiado mostra os principais pontos turísticos da cidade relacionados à produção cafeeira
por Globo Rural Online

A Vila dos Ingleses é um patrimônio tombado e faz parte do roteiroOs turistas e moradores de São Paulo, SP, podem conhecer um pouco da história da cidade e sua relação com o café com o projeto Roteiro do Café. O caminho temático faz parte do projeto TurisMetrô, criado pelo governo do estado.

A estação da Sé é ponto de partida.

Na caminhada até a estação São Bento, o guia explica sobre como a economia baseada na cultura cafeeira contribuiu para o desenvolvimento urbano no final do século XIX e início do século XX.

Entre as atrações arquitetônicas estão os mais antigos arranha-céus da cidade, o Edifício Rolim (1920) e o Edifício Guinle (1913), da “Época de Ouro do Café”.

Uma das curiosidades é conhecer o local próximo à rua XV de Novembro onde funcionou, em 1850, a primeira cafeteria, instalada informalmente na casa de Dona Maria Emília Vieira, conhecida como Maria Punga, que servia café em xícaras importadas da França aos estudantes da Faculdade de Direito.

Nas proximidades, também se instalaram antigas cafeterias como o Galo da Sé, Café São Paulo, Girondino, Café Brasileiro e Café dos Andes. A visita segue para a mais antiga sede do Banco do Brasil na cidade.

O prédio possui adornos inspirados em ramos de café. Depois, será a vez de visitar o Largo do Café, local que recebeu esse nome por concentrar uma espécie de “bolsa de valores do café”, mais tarde transferida para Santos.



Na caminhada até a estação São Bento, o guia explica sobre como a economia baseada na cultura cafeeira contribuiu para o desenvolvimento urbano no final do século XIX e início do século XX.Os participantes embarcam na estação São Bento e a próxima parada é a Estação da Luz, linha de trem instalada para transportar o café produzido no interior até o porto de Santos.


A Vila dos Ingleses é um patrimônio tombado e faz parte do roteiro
 Nas redondezas, um ponto de parada interessante é a Vila dos Ingleses. O local, hoje tombado como patrimônio, foi construído em 1915 para abrigar funcionários da ferrovia.

Depois de uma caminhada pelo Parque da Luz para ver de perto um pé de café, os participantes embarcam na Luz e retornam à Estação da Sé para finalizar o roteiro.

O Roteiro do Café, realizado em parceria com a empresa Café Moka, funciona durante os finais de semana dos meses de fevereiro, março e abril, exceto nos dias 05/03 e 06/03 (Carnaval). Para participar, os interessados devem agendar o passeio pelo site http://www.cafemoka.com.br/

Para participar, os interessados devem agendar o passeio dois dias antes pelo site http://www.cafemoka.com.br/
chegar ao local com 30 minutos de antecedência. Ingresso: Apresentar 1 embalagem de qualquer produto Moka. Grátis para crianças de até 6 anos.



FONTE
Revista Globo Rural

Borra de café 100% reutilizada


Sabe a borra de café? Aquele pó que fica na cafeteira ou no coador após passar o café? Então, você sabia que ela pode ser uma grande ajuda no combate à dengue e que, além disso, pode ter diversas utilidades domésticas como adubo, repelente, desodorizador, biodiesel e muito mais?

Em 2011, o biodiesel produzido a partir de resíduos vegetais e animais, será usado por uma das Escolas de samba do Rio de Janeiro. Todos os carros alegóricos da Mocidade Independente de Padre Miguel serão movidos com o biocombustível. A escola de samba, que escolheu como tema para o desfile deste ano a agricultura - “Parábola dos Divinos Semeadores” -, utilizará cerca de 800 litros do óleo, produzido a partir de resíduos vegetais e animais.
Biodiesel é produzido a partir da borra de café

"No Brasil, há um grande consumo de café, calculado em duas a três xícaras diárias por habitante, por isso a produção de resíduo é intensa''.

Uma pesquisa do Programa Interunidades de Pós-Graduação em Energia da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que o óleo essencial extraído da borra de café é uma matéria-prima viável para a produção de biodiesel. Segundo o estudo, o biodiesel pode ser produzido em pequenas comunidades, para o abastecimento de tratores e máquinas agrícolas.

A elaboração do combustível a partir do resíduo foi testada pela professora de química Denise Moreira em escala laboratorial. De acordo com ela, “no Brasil, há um grande consumo de café, calculado em duas a três xícaras diárias por habitante, por isso a produção de resíduo é intensa em bares, restaurantes, casas comerciais e residências”.

A professora afirma que o óleo essencial, responsável pelo aroma do café, já é utilizado, mas sua extração diretamente de grãos de alta qualidade é muito cara. A borra do café também contém óleos essenciais, que podem contaminar o solo quando o resíduo é descartado no meio ambiente.

O processo de obtenção do biodiesel é o mesmo adotado com outras matérias-primas. “O óleo essencial é extraído da borra de café por meio da utilização de etanol como solvente”, conta Denise. “Após a extração, o óleo é posto em contato com um catalisador alcalino, que realiza uma reação de tranesterificação com a qual se obtém o biodiesel”, diz à Agência USP. As características dos ácidos graxos do óleo essencial do café são semelhantes aos da soja, embora estejam presentes em menor quantidade.

A partir de um quilo de borra de café é possível extrair até 100 mililitros de óleo, o que geraria cerca de 12 mililitros de biodiesel. “No Brasil são consumidas aproximadamente 18 milhões de sacas de 60 quilos de café, num total de 1,08 milhões de toneladas, o que irá gerar uma quantidade considerável de resíduos”, aponta a professora.

Energia

Todo o experimento para obtenção de biodiesel foi realizado em escala laboratorial”, explica Denise, que é professora do curso técnico de Química do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETPS), em São Paulo. “O objetivo da pesquisa é mostrar aos alunos que é possível aproveitar um resíduo que é descartado no ambiente para a produção de energia”.

Segundo a professora, a implantação do processo de produção do biocombustível em escala industrial dependeria de um trabalho de conscientização da população para não jogar fora a borra de café, que seria recolhida para extração do óleo. “Sua utilização é indicada para pequenas comunidades agrícolas, que produziriam seu próprio biodiesel para movimentar máquinas”, sugere.

Denise lembra que em algumas fazendas de café, a borra é armazenada no refrigerador para ser usada como fertilizante. “Entretanto, seu uso frequente pode fazer com que os óleos essenciais contaminem o solo”, alerta. “O aproveitamento desse resíduo para gerar energia pode não ser uma solução mundial, mas está ao alcance de pequenas localidades”, afirma a professora.


Borra de café: Diversos usos domésticos

Em uma pesquisa realizada pela Bióloga Alessandra Laranja, através do Instituto de Biociências da UNESP, foi concluído que a borra de café possui a capacidade de bloquear a postura e o desenvolvimento das larvas do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue.

Receita simples de como afastar o Aedes Aegyrti dos vasos de planta

O Aedes Aegypti precisa de água limpa e parada para se reproduzir, e muitas vezes encontram perfeitos ninhos em pratos de vasos de plantas, que acumulam a água com a qual as plantas são regadas. Segundo a pesquisa citada acima, 500 microgramas de cafeína por mililitro de água, são capazes de bloquear o crescimento das larvas e ainda de funcionar como inibidor do tempo de vida dos mosquitos adultos.

Uma medida muito simples, é colocar 4 colheres de borra de água para 1 copo de água, e acrescentar esta mistura aos pratinhos das plantas, lembrando que esta deve ser trocada após 7 dias, pois, a cafeína perde o efeito.

Aqui vão algumas dicas de utilização da borra de café. É rápido, fácil, econômico e principalmente, sustentável.

* Para deixar o encanamento sem cheiro: Alguma vez você já sentiu um odor desagradável saindo das pias? Pois isso é fácil de ser resolvido com a borra de café. Despeje meia xícara de borra de café na pia e em seguida, despeje cerca de 5 xícaras de água fervente no mesmo ralo. A água empurrará os grãos para que o ralo não entupa e o efeito pode durar até uma semana.

* Limpador: Se você tem uma panela que simplesmente não limpa, ou um cinzeiro cheio de manchas, a borra de café como um limpador pode ser a sua solução. A borra é extremamente abrasiva e ácida, o que lhe dá uma vantagem quando se trata de limpeza difícil. Simplesmente misture com um pouco de água e em seguida esfregue com uma escova firme. Certifique-se de que os objetos que você vai limpar são resistentes a manchas. Caso contrário você tem que fazer da limpeza um processo rápido, porque, conforme mencionado acima, a borra de café pode tingir as superfícies.

* Repelente para gatos e pragas: Você pode adorar gatos mas, certamente não gosta que destruam seu jardim, certo? Basta misturar um pouco de borra de café com um pouco de casca de laranja, e em seguida espalhar pelo jardim. Uma vez que os gatos não gostam do cheiro do café, bem como de quaisquer cheiros cítricos, esta mistura vai conduzi-los para longe rapidamente! Não só ela pode manter os gatos fora de seu jardim ou quintal, como também a borra de café mantém as formigas bem longe! Formigas também não gostam deste cheiro, e muito provavelmente, da acidez do café. Após cerca de uma semana espalhando a borra persistentemente, a maioria destas formigas inconvenientes vai encontrar um novo lugar para morar!

*Adubo orgânico: Misture a borra de café no adubo feito em casa. Além de ajudar no crescimento geral de plantas e afastar pestes, a borra pode melhorar o crescimento de cenouras e rabanetes em particular. Antes de plantar, misture suas sementes de cenoura e de rabanete com borra de café. Depois, plante. Não só a borra aumentará o tamanho e a quantidade de cenouras e rabanetes que brotarão.

* Desodorizador: Quer você adore ou deteste o cheiro do café, este cheiro não é um problema quando se trata de usar borra de café como um desodorizante. A borra de café atrai e prende odores indesejáveis, sem misturar estes odores com o inconfundível aroma de café. Depois de secá-la (você pode usar toalha de papel) coloque a borra dentro de uma meia-calça velha. Feche e amarre a meia, e então simplesmente coloque estes sachês desodorizantes dentro de armários ou qualquer área que precise ser refrescada. Os resultados vão durar por algumas semanas, talvez por um mês. Você pode aplicar o mesmo método ao seu congelador.

* Para cultivar seus próprios cogumelos: Este é de longe um dos usos mais interessantes para a borra de café, bem como uma técnica que você pode desfrutar em ambientes fechados o ano todo. Se você é fã de cogumelos e café, vai ficar surpreso em saber como é fácil combinar seus dois amores, e ter seus próprios cogumelos crescendo dentro de dias. Primeiro você precisa de um pote de vidro ou balde. Em seguida, você precisará obter pedaços e partes de plantas onde já estejam crescendo cogumelos, disponíveis para compra em muitos locais. Após desfrutar de três ou quatro chávenas de café, coloque a borra molhada no pote ou balde, e então empurre um dos pedaços de planta com cogumelos para dentro da borra. A cada vez que você beber café, coloque a borra no balde e acrescente mais planta. Assegure-se de manter a borra úmida. Dentro de alguns dias você deve começar a ver o cogumelo crescendo. Continue acrescentando mais borra e pedaços de plantas, até ocupar todo o espaço de seu recipiente. Talvez surja um pouco de mofo crescendo na borra; apenas remova o mofo para que não afete os cogumelos.

FONTE

expressomt (Globo Rural)
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