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quinta-feira, 3 de março de 2011

Vocabulário Para Descrever os Sabores do Café





O site da AMSC Alta Mogiana Specialty Coffees, traz um artigo interessante sobre o vocabulário do café, com o objetivo de ajudar aquele que quer perceber e descrever cada sensação enquanto toma o seu cafezinho.

Vale a pena conferir também Os termos técnicos do café no Mexido de Ideias... que começa assim: "As palavras coroa, cambação, calador, batida e brunimento soam familiar? Assim como qualquer outra profissão, as pessoas que trabalham com café também apresentam seu próprio vocabulário. Eles servem unicamente para facilitar a rotina de profissionais que já estão familiarizados com estes termos, mas podem confundir (e muito!) interessados no mundo cafeeiro. Minha missão aqui é “traduzir” este mundo e mostrar o quão fascinante ele pode ser..."

Vocabulário Para Descrever os Sabores do Café

AROMAS

Animal
Este odor lembra um pouco os dos animais. Não é uma fragrância como o almíscar, mas um cheiro como o de pêlo molhado, suor, couro, peles ou urina. O termo não indica atributos necessariamente negativos, mas, em geral, intensidades muito fortes.

Cinza
Cheiro semelhante aos dos cinzeiros, dos dedos dos fumantes, ou dos que se adquire quando se limpa uma lareira. Não é um atributo negativo. Os provadores costumam usar o termo para indicar o grau de torra do café.

Queimado/Defumado
Este odor e o sabor correspondente são semelhantes aos dos alimentos queimados. O odor lembra o da fumaça de madeira. Os termos são usados com freqüência para indicar o grau de torra que os provadores identificam nos cafés muito torrados ou torrados no forno.

Químico/Medicinal
Lembra o cheiro das substâncias químicas, dos remédios e dos hospitais. Os termos se referem a odores como os dos cafés afetados pelo sabor Rio ou por resíduos químicos, ou dos cafés altamente aromáticos que exalam grandes quantidades de substâncias voláteis.

Chocolate
Evoca o aroma e o sabor do cacau em pó e do chocolate (inclusive do chocolate amargo e do chocolate de leite). É um aroma às vezes descrito como doce.

Caramelo
O termo se refere ao cheiro e sabor obtidos quando se carameliza açúcar, sem queimá-lo. Aconselha-se recomendar aos provadores que não usem o termo para indicar cheiro ou sabor de queimado.

Cereais/Malte/Pão Torrado
Estes termos indicam aromas característicos dos cereais, malte e pão torrado. Incluem aromas e sabores de grãos crus ou torrados (entre os quais do milho, cevada ou trigo torrados) e de extrato de malte, e aromas e sabores como os do pão que se acaba de assar ou torrar. O denominador comum é um cheiro de cereais. Os termos foram reunidos num único grupo porque os provadores os usam de forma intercambiável.

Terra
Odor característico de terra fresca, solo molhado ou humo. Às vezes associado com o cheiro de musgo, evoca também o sabor de batata crua, considerado indesejável no café.

Floral
Semelhante à fragrância das flores. É associado com o aroma delicado de diferentes tipos de flores, entre as quais a madressilva, o jasmim, o dente-de-leão e a flor da urtiga. É detectado principalmente quando se nota um odor intenso de frutas ou ervas, mas sua própria intensidade raramente é forte.

Frutas/Cítrico
Estes aromas recordam os odores e sabores das frutas e são marcadamente semelhantes aos aromas naturais de frutas como amoras e framboesas. Há uma correlação entre o alto grau de acidez que se percebe em alguns cafés e a acidez das frutas cítricas. Aconselha-se recomendar aos provadores que não usem estes termos para descrever aromas como os das frutas verdes ou excessivamente maduras.

Grama/Folhagem/Ervas
Os aromas cobertos por estes três termos lembram gramados recém-cortados e relvados viçosos, ou então ervas, folhagem verde, vagens ou frutas ainda verdes.

Nozes
Este aroma evoca o odor e sabor de nozes, avelãs, amêndoas ou castanhas frescas (ou seja, não-rançosas). É diferente do odor e sabor de amêndoas amargas.

Rançoso/Podre
Os dois termos combinados nesta descrição referem-se a odores que lembram a deterioração e a oxidação de diversos produtos. Ranço é o principal indicador da oxidação de gorduras e diz respeito principalmente a nozes, avelãs, amêndoas e/ou castanhas rançosas. Podridão indica a deterioração de vegetais ou produtos não‑oleaginosos. Aconselha-se recomendar aos provadores que não usem estes termos para descrever cafés que exalam cheiros fortes, mas sem dar sinais de decomposição.

Borracha
Este termo se aplica a odores como os que vêm de pneus aquecidos, elásticos e rolhas de borracha. O atributo descrito não é considerado negativo, mas é intenso e altamente detectável em alguns cafés.

Especiarias
Aroma típico de especiarias como o cravo e a canela. Aconselha-se recomendar aos provadores que não usem o termo para descrever aromas semelhantes aos dos condimentos usados em pratos salgados, como a pimenta, o orégano, o cominho e outros.

Tabaco
Evoca o odor e o sabor do tabaco ou do fumo de corda. O termo, porém, não deve ser utilizado com referência a tabaco queimado.

Vinho
Termo utilizado para descrever a combinação do cheiro, gosto e sensação na boca quando se toma vinho. Trata-se de um atributo freqüentemente associado com acidez ou sabor/odor de frutas. Aconselha-se recomendar aos provadores que não usem o termo quando o sabor é azedo ou de fermentação.

Madeira
Este aroma lembra madeira seca, barris de carvalho, árvores mortas ou papelão.

GOSTOS

Ácido
Um sabor primário, resultante da solução de um ácido orgânico. Sua pungência desejável e agradável é particularmente acentuada em cafés de certas origens e contrasta com o azedume causado por excesso de fermentação.

Amargo
Sabor primário, resultante da solução de cafeína, quinino e certos alcalóides. Este gosto, que até certo ponto se considera desejável, é afetado pelo grau de torra e pelo método de preparo da bebida.

Doce
Sabor primário, característico de soluções de sacarose ou frutose comumente cobertas pelos termos que descrevem aromas do tipo Frutas, Chocolate e Caramelo. Costuma-se usar o termo para descrever cafés sem deterioração de sabor.

Salgado
Sabor primário da solução de cloreto de sódio e outros sais.

Azedo
Sabor excessivamente pungente, acre e desagradável (como o do vinagre ou do ácido acético), às vezes associado com o cheiro do café fermentado. Aconselha-se recomendar aos provadores que não confundam este sabor com o sabor ácido, em geral considerado agravável e desejável no café.

SENSAÇÃO NA BOCA

Corpo
Usa-se este termo com referência às propriedades físicas da bebida quando esta, ao contrário de uma bebida rala, é encorpada, produzindo uma sensação agradável na boca.

Adstringência
Caracteriza-se por certa secura na boca após tomar-se a bebida, que é considerada indesejável no café.


FONTE
LAVAZZA

Profissão de degustador de café


Degustar é o ato de avaliar sabores. Essa profissão exige um paladar apurado e muito estudo para saber apreciar qualidades e procurar defeitos de um produto. No menu dos degustadores brasileiros, os principais itens são o café e o vinho. Que tal experimentar essa área?

Olfato, visão, audição, tato e paladar apurados são sentidos necessários para um bom Classificador e Degustador de Café. Todos complementados com curiosidade, dedicação, persistência, memória e muito estudo para se avaliar com precisão as amostras.

Os sentidos são tão importantes, que é interessante destacar: o número de deficientes visuais tornando-se ótimos degustadores vem aumentando, uma vez que, quando se perde a função de um dos sentidos, no caso, a visão, outros sentidos, como o paladar e o olfato, se desenvolvem com mais intensidade.

Os grãos são avaliados de acordo com o aspecto físico, quantidade de defeitos, homogeneidade de cor e tamanho (tipo) e sabor (bebida) que possuem, seguindo uma metodologia de análise nacional, conhecida como Classificação Oficial Brasileira (COB).

"Classificadores" estão em alta no mercado após decisão do Ministério da Agricultura. Conheça o trabalho do degustador de café, uma profissão que está se valorizando e tem uma demanda aquecida. O Ministério da Agricultura determinou que todas as fábricas e empresas de café contratem "classificadores" em até dois anos.


A profissão de degustador de café está valorizada no mercado depois da decisão do Ministério da Agricultura, que obrigou todas as fábricas e empresas de café a contratar “classificadores” em até dois anos.

O salário do profissional especializado em degustar café pode variar de R$ 3 mil a R$ 5 mil. Já o auxiliar ganha em média R$ 1,5 mil.

Os cursos de degustador de café serão retomados em março nas universidades federais de Lavras e Viçosa, também no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas. Além do Instituto Agronômico do Paraná, Associação Comercial de Santos e nos Sindicados das Indústrias de Café de São Paulo e Minas Gerais.


O Classificador e o Degustador

Profissional que dentro de suas funções técnicas especializadas, são capazes através dos sentidos: audição, visão, tato, olfato e gosto, de determinar a classificação da matéria prima e a qualidade da bebida do café que está sendo colocado no mercado para uso do consumidor brasileiro. É um trabalho de arte que requer muito talento, concentração e decisão no veredicto.

Esse profissional tem que ter um amplo conhecimento em todas as cadeias do agronegócio-café.

Na área de produção ele presta assistência técnica ao cafeicultor com relação a colheita, a secagem, a armazenagem e a qualidade do café, através de laudos com pareceres técnicos, orientando ao produtor como evitar os defeitos de natureza intrínsecas, extrínsecas e sempre buscando a melhoria de qualidade do café.

Na área de comercialização esse profissional é o responsável técnico da empresa de exportação, que procura no mercado interno cafés para atender as exigências do importador com todas as características de qualidade, como seja, espécie, tipo, bebida, cor, aspecto, seca, umidade, percentual de defeitos e de peneiras. Ele forma stock-lot de qualidade, para atender aos padrões exigidos pelo importador. É um trabalho de grande responsabilidade e bem valorizado financeiramente.

Na área de corretagem ele atua na compra do café diretamente com o produtor e na venda com o industrial. Ele tem que ter um amplo conhecimento da cotação do mercado cafeeiro, acompanhando no dia a dia, essas cotações para comprar ou vender na hora certa, sempre buscando a lucratividade na negociação.

Na área de industrialização ele presta assistência técnica, orientando o industrial com relação ao recebimento da matéria prima, estocagem no armazém da indústria, ponto de torra e moagem ideal, empacotamento, confecção de blends do café nos padrões tradicional, superior e gourmet e elaboração de laudos do café comercial torrado e moído, com os respectivos pareceres técnicos.

Esse profissional atua também na indústria de café solúvel confeccionando blends e avaliando a qualidade do produto final e na Bolsa de Mercadorias do Futuro – BMF, conferindo a qualidade dos cafés negociados em contratos.

Na área de preparação de café esse profissional é quem orienta ao Barista ou ao dono de cafeteria sobre a qualidade do blend ideal para ser utilizado na máquina, como também o ponto de torra e moagem adequado para extrair um excelente café expresso.

O classificador e degustador de café atua também como juizes, em concursos de cafés especiais da mais alta qualidade.

Além disso, ele poderá trabalhar como professor dessa especialização, desde que esteja bem capacitado e devidamente registrado e autorizado pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – MAPA, para esse fim.

Portanto é bem vasta a área de atuação desse profissional no mercado de trabalho, entretanto, essa profissão ainda não foi regulamentada pelo governo, constando apenas na listagem de Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, do Ministério do Trabalho. É por isso que tem muitas pessoas atuando no ramo, sem o devido registro oficial.

A pessoa que deseja ingressar na profissão de Classificador e Degustador de Café, o governo exige que tenha o nível técnico ou superior e se quiser obter registro oficial da profissão, deverá comprovar que é Técnico Agrícola ou Engenheiro Agrônomo e participar do curso técnico especializado, com 360 horas de treinamento, se possível participar de estágio junto a uma empresa de corretagem, exportação ou uma indústria de torrefação e moagem ou de café solúvel, para se tornar bastante capaz para exercer essa profissão.

O mercado é promissor e a pessoa que quiser ingressar nessa profissão, tem que ter aptidão, ser perseverante e muito dedicado ao trabalho.

Por: Alaerte Telles Barbosa
Alaerte Telles Barbosa é classificador e degustador de café, exerce essa profissão à 46 anos, sendo 30 anos dedicados ao Instituto Brasileiro do Café-IBC, 8 anos de trabalho na Abic e 8 anos de trabalho na empresa Grão Mestre Café, como professor do Curso de Classificação e Degustação de Café e Consultor Técnico de Café.




Em Santos, cidade portuária cujo centro comercial é repleto de casas de comércio de café, foi oferecido, já em 1950, o curso Auxiliar de Comércio Cafeeiro, realizado pela então Escola Senac de Santos. Com duração de um ano, os alunos tinham acesso a disciplinas essenciais ao trabalho na área, como estudos aprofundados sobre os grãos, contabilidade e legislação específicas.

Na cidade de São Paulo, o curso começou em 1962 com a denominação original de Classificador e Provador de Café. O curso durava cinco meses e incluía disciplinas como inglês aplicado ao comércio, aulas práticas de classificação, degustação e técnicas de visualização. As salas de aula contavam com seis mesas de classificação, três de provação, balanças de precisão, cuspideiras, torrador, moinho elétrico, fogão, louças e demais itens necessários.

Mais tarde, o mesmo curso entrou para a programação das unidades do Senac nos municípios de Santos, Ribeirão Preto e Marília. Nas décadas de 70 e 80, passou por modificações de estrutura, currículo e nomenclatura, e continuou sendo ministrado pelo Senac até o início dos anos 90.

FONTE

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

São Paulo ganha Roteiro do Café


A estação da Luz faz parte do roteiro turístico

A história da cidade de São Paulo e sua relação com o café viraram roteiro temático inédito criado pela São Paulo Turismo, através do projeto Turis Metrô, em parceria com o Café Moka. O passeio guiado com duração de 02h30, transporta os moradores e visitantes da grande Metrópole ao final do século XIX e início do século XX, passando pelos principais pontos turísticos da cidade relacionados à produção caffeira.


Passeio guiado mostra os principais pontos turísticos da cidade relacionados à produção cafeeira
por Globo Rural Online

A Vila dos Ingleses é um patrimônio tombado e faz parte do roteiroOs turistas e moradores de São Paulo, SP, podem conhecer um pouco da história da cidade e sua relação com o café com o projeto Roteiro do Café. O caminho temático faz parte do projeto TurisMetrô, criado pelo governo do estado.

A estação da Sé é ponto de partida.

Na caminhada até a estação São Bento, o guia explica sobre como a economia baseada na cultura cafeeira contribuiu para o desenvolvimento urbano no final do século XIX e início do século XX.

Entre as atrações arquitetônicas estão os mais antigos arranha-céus da cidade, o Edifício Rolim (1920) e o Edifício Guinle (1913), da “Época de Ouro do Café”.

Uma das curiosidades é conhecer o local próximo à rua XV de Novembro onde funcionou, em 1850, a primeira cafeteria, instalada informalmente na casa de Dona Maria Emília Vieira, conhecida como Maria Punga, que servia café em xícaras importadas da França aos estudantes da Faculdade de Direito.

Nas proximidades, também se instalaram antigas cafeterias como o Galo da Sé, Café São Paulo, Girondino, Café Brasileiro e Café dos Andes. A visita segue para a mais antiga sede do Banco do Brasil na cidade.

O prédio possui adornos inspirados em ramos de café. Depois, será a vez de visitar o Largo do Café, local que recebeu esse nome por concentrar uma espécie de “bolsa de valores do café”, mais tarde transferida para Santos.



Na caminhada até a estação São Bento, o guia explica sobre como a economia baseada na cultura cafeeira contribuiu para o desenvolvimento urbano no final do século XIX e início do século XX.Os participantes embarcam na estação São Bento e a próxima parada é a Estação da Luz, linha de trem instalada para transportar o café produzido no interior até o porto de Santos.


A Vila dos Ingleses é um patrimônio tombado e faz parte do roteiro
 Nas redondezas, um ponto de parada interessante é a Vila dos Ingleses. O local, hoje tombado como patrimônio, foi construído em 1915 para abrigar funcionários da ferrovia.

Depois de uma caminhada pelo Parque da Luz para ver de perto um pé de café, os participantes embarcam na Luz e retornam à Estação da Sé para finalizar o roteiro.

O Roteiro do Café, realizado em parceria com a empresa Café Moka, funciona durante os finais de semana dos meses de fevereiro, março e abril, exceto nos dias 05/03 e 06/03 (Carnaval). Para participar, os interessados devem agendar o passeio pelo site http://www.cafemoka.com.br/

Para participar, os interessados devem agendar o passeio dois dias antes pelo site http://www.cafemoka.com.br/
chegar ao local com 30 minutos de antecedência. Ingresso: Apresentar 1 embalagem de qualquer produto Moka. Grátis para crianças de até 6 anos.



FONTE
Revista Globo Rural

Borra de café 100% reutilizada


Sabe a borra de café? Aquele pó que fica na cafeteira ou no coador após passar o café? Então, você sabia que ela pode ser uma grande ajuda no combate à dengue e que, além disso, pode ter diversas utilidades domésticas como adubo, repelente, desodorizador, biodiesel e muito mais?

Em 2011, o biodiesel produzido a partir de resíduos vegetais e animais, será usado por uma das Escolas de samba do Rio de Janeiro. Todos os carros alegóricos da Mocidade Independente de Padre Miguel serão movidos com o biocombustível. A escola de samba, que escolheu como tema para o desfile deste ano a agricultura - “Parábola dos Divinos Semeadores” -, utilizará cerca de 800 litros do óleo, produzido a partir de resíduos vegetais e animais.
Biodiesel é produzido a partir da borra de café

"No Brasil, há um grande consumo de café, calculado em duas a três xícaras diárias por habitante, por isso a produção de resíduo é intensa''.

Uma pesquisa do Programa Interunidades de Pós-Graduação em Energia da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que o óleo essencial extraído da borra de café é uma matéria-prima viável para a produção de biodiesel. Segundo o estudo, o biodiesel pode ser produzido em pequenas comunidades, para o abastecimento de tratores e máquinas agrícolas.

A elaboração do combustível a partir do resíduo foi testada pela professora de química Denise Moreira em escala laboratorial. De acordo com ela, “no Brasil, há um grande consumo de café, calculado em duas a três xícaras diárias por habitante, por isso a produção de resíduo é intensa em bares, restaurantes, casas comerciais e residências”.

A professora afirma que o óleo essencial, responsável pelo aroma do café, já é utilizado, mas sua extração diretamente de grãos de alta qualidade é muito cara. A borra do café também contém óleos essenciais, que podem contaminar o solo quando o resíduo é descartado no meio ambiente.

O processo de obtenção do biodiesel é o mesmo adotado com outras matérias-primas. “O óleo essencial é extraído da borra de café por meio da utilização de etanol como solvente”, conta Denise. “Após a extração, o óleo é posto em contato com um catalisador alcalino, que realiza uma reação de tranesterificação com a qual se obtém o biodiesel”, diz à Agência USP. As características dos ácidos graxos do óleo essencial do café são semelhantes aos da soja, embora estejam presentes em menor quantidade.

A partir de um quilo de borra de café é possível extrair até 100 mililitros de óleo, o que geraria cerca de 12 mililitros de biodiesel. “No Brasil são consumidas aproximadamente 18 milhões de sacas de 60 quilos de café, num total de 1,08 milhões de toneladas, o que irá gerar uma quantidade considerável de resíduos”, aponta a professora.

Energia

Todo o experimento para obtenção de biodiesel foi realizado em escala laboratorial”, explica Denise, que é professora do curso técnico de Química do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETPS), em São Paulo. “O objetivo da pesquisa é mostrar aos alunos que é possível aproveitar um resíduo que é descartado no ambiente para a produção de energia”.

Segundo a professora, a implantação do processo de produção do biocombustível em escala industrial dependeria de um trabalho de conscientização da população para não jogar fora a borra de café, que seria recolhida para extração do óleo. “Sua utilização é indicada para pequenas comunidades agrícolas, que produziriam seu próprio biodiesel para movimentar máquinas”, sugere.

Denise lembra que em algumas fazendas de café, a borra é armazenada no refrigerador para ser usada como fertilizante. “Entretanto, seu uso frequente pode fazer com que os óleos essenciais contaminem o solo”, alerta. “O aproveitamento desse resíduo para gerar energia pode não ser uma solução mundial, mas está ao alcance de pequenas localidades”, afirma a professora.


Borra de café: Diversos usos domésticos

Em uma pesquisa realizada pela Bióloga Alessandra Laranja, através do Instituto de Biociências da UNESP, foi concluído que a borra de café possui a capacidade de bloquear a postura e o desenvolvimento das larvas do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue.

Receita simples de como afastar o Aedes Aegyrti dos vasos de planta

O Aedes Aegypti precisa de água limpa e parada para se reproduzir, e muitas vezes encontram perfeitos ninhos em pratos de vasos de plantas, que acumulam a água com a qual as plantas são regadas. Segundo a pesquisa citada acima, 500 microgramas de cafeína por mililitro de água, são capazes de bloquear o crescimento das larvas e ainda de funcionar como inibidor do tempo de vida dos mosquitos adultos.

Uma medida muito simples, é colocar 4 colheres de borra de água para 1 copo de água, e acrescentar esta mistura aos pratinhos das plantas, lembrando que esta deve ser trocada após 7 dias, pois, a cafeína perde o efeito.

Aqui vão algumas dicas de utilização da borra de café. É rápido, fácil, econômico e principalmente, sustentável.

* Para deixar o encanamento sem cheiro: Alguma vez você já sentiu um odor desagradável saindo das pias? Pois isso é fácil de ser resolvido com a borra de café. Despeje meia xícara de borra de café na pia e em seguida, despeje cerca de 5 xícaras de água fervente no mesmo ralo. A água empurrará os grãos para que o ralo não entupa e o efeito pode durar até uma semana.

* Limpador: Se você tem uma panela que simplesmente não limpa, ou um cinzeiro cheio de manchas, a borra de café como um limpador pode ser a sua solução. A borra é extremamente abrasiva e ácida, o que lhe dá uma vantagem quando se trata de limpeza difícil. Simplesmente misture com um pouco de água e em seguida esfregue com uma escova firme. Certifique-se de que os objetos que você vai limpar são resistentes a manchas. Caso contrário você tem que fazer da limpeza um processo rápido, porque, conforme mencionado acima, a borra de café pode tingir as superfícies.

* Repelente para gatos e pragas: Você pode adorar gatos mas, certamente não gosta que destruam seu jardim, certo? Basta misturar um pouco de borra de café com um pouco de casca de laranja, e em seguida espalhar pelo jardim. Uma vez que os gatos não gostam do cheiro do café, bem como de quaisquer cheiros cítricos, esta mistura vai conduzi-los para longe rapidamente! Não só ela pode manter os gatos fora de seu jardim ou quintal, como também a borra de café mantém as formigas bem longe! Formigas também não gostam deste cheiro, e muito provavelmente, da acidez do café. Após cerca de uma semana espalhando a borra persistentemente, a maioria destas formigas inconvenientes vai encontrar um novo lugar para morar!

*Adubo orgânico: Misture a borra de café no adubo feito em casa. Além de ajudar no crescimento geral de plantas e afastar pestes, a borra pode melhorar o crescimento de cenouras e rabanetes em particular. Antes de plantar, misture suas sementes de cenoura e de rabanete com borra de café. Depois, plante. Não só a borra aumentará o tamanho e a quantidade de cenouras e rabanetes que brotarão.

* Desodorizador: Quer você adore ou deteste o cheiro do café, este cheiro não é um problema quando se trata de usar borra de café como um desodorizante. A borra de café atrai e prende odores indesejáveis, sem misturar estes odores com o inconfundível aroma de café. Depois de secá-la (você pode usar toalha de papel) coloque a borra dentro de uma meia-calça velha. Feche e amarre a meia, e então simplesmente coloque estes sachês desodorizantes dentro de armários ou qualquer área que precise ser refrescada. Os resultados vão durar por algumas semanas, talvez por um mês. Você pode aplicar o mesmo método ao seu congelador.

* Para cultivar seus próprios cogumelos: Este é de longe um dos usos mais interessantes para a borra de café, bem como uma técnica que você pode desfrutar em ambientes fechados o ano todo. Se você é fã de cogumelos e café, vai ficar surpreso em saber como é fácil combinar seus dois amores, e ter seus próprios cogumelos crescendo dentro de dias. Primeiro você precisa de um pote de vidro ou balde. Em seguida, você precisará obter pedaços e partes de plantas onde já estejam crescendo cogumelos, disponíveis para compra em muitos locais. Após desfrutar de três ou quatro chávenas de café, coloque a borra molhada no pote ou balde, e então empurre um dos pedaços de planta com cogumelos para dentro da borra. A cada vez que você beber café, coloque a borra no balde e acrescente mais planta. Assegure-se de manter a borra úmida. Dentro de alguns dias você deve começar a ver o cogumelo crescendo. Continue acrescentando mais borra e pedaços de plantas, até ocupar todo o espaço de seu recipiente. Talvez surja um pouco de mofo crescendo na borra; apenas remova o mofo para que não afete os cogumelos.

FONTE

expressomt (Globo Rural)
verdenovo

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Chá e café reduz riscos de tumores cancerígenos


As causas do câncer no cerébro são pouco conhecidas, e os cientistas acreditam que a associação entre o risco e o consumo das bebidas pode dar pistas para a descoberta dos fatores que levam à doença.


O consumo elevado de café e chá diminui o risco de formação de tumores no sistema nervoso, conclui um recente estudo que abarcou uma década com pacientes de 10 países europeus. O estudo, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, foi elaborado a partir de uma grande pesquisa sobre fatores de risco para o câncer feita em dez países europeus, com pessoas entre 25 e 70 anos.
 
Os participantes preencheram um formulário completo sobre hábitos alimentares. Ao analisar os dados, os pesquisadores constataram que aqueles que bebiam muitas doses de café ou chá por dia tinham um risco de câncer cerebral 30% menor do que os do que não consumiam nenhuma das duas bebidas.

Fatores como idade, tabagismo e histórico familiar foram considerados, para não influírem no resultado. Segundo os pesquisadores, é biologicamente plausível que café e chá diminuam o risco de tumores malignos no cérebro.

A cafeína mostrou-se capaz de reduzir o crescimento de um tipo de tumor chamado glioblastoma. Além disso, café e chá contêm antioxidantes, que ajudam a proteger as células dos danos causados pelo câncer e outras doenças.

A European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition, centrada nos fatores de risco potenciais do câncer, incluiu ademais os resultados de vários enquetes sobre história médica dos participantes e seu estilo de vida, como dieta, exercício e tabagismo.

Também teve em conta a informação alimentária completa de quase meio milhão de pessoas que não padeciam câncer.

Uns 350 pacientes apresentaram glioma, um conjunto de tumores cerebrais que provocam o 80 por cento dos câncers malignos nesse órgão nos adultos, e a outros 245 se lhes diagnosticou um benigno, o chamado meningioma, explicam os autores.

Os que mais café ou chá consumiam eram um terço menos possíveis a desenvolver glioma, considerando fatores como a idade e o tabagismo, destacam. Esse tipo de câncer, chamado glioma, corresponde a cerca de 80% dos tumores cerebrais em adultos.

A julgamento dos especialistas, os resultados deste estudo incrementam a lista dos bons efeitos da ingestão dessas substâncias na prevenção de outros tipos de câncer, como o de ovário e de fígado.

Investigações prévias do Instituto Karolinska, da Suécia, concluíram que consumir pelo menos duas canecas ao dia de chá reduz o risco de câncer de ovário em um 46 por cento com respeito aos que não o tomam.

FONTE
Prensalatina

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Baggio Café registra crescimento de quase 50% em 2010


A história da família Baggio com o cultivo de café iniciou-se em 1886 quando Salvatore Baggio, imigrante italiano, chegou à região da Mogiana, no interior de São Paulo. Com muito trabalho e economia, em 1890, comprou seu primeiro pedaço de terra. E foi crescendo no estado de São Paulo, Paraná e em meados dos anos 70 seus descendentes expandiram a produção para o sul de Minas Gerais.

Atualmente a família possui uma respeitável plantação, produzindo aproximadamente 15 mil sacas de café por ano. O carinho e a tradição do cultivo foram transmitidos de geração para geração, sendo preservado o conceito artesanal e puro deixado pelos ancestrais, associado a uma tecnologia de ponta. Atualmente é comandada por Liana Baggio Ometto, bisneta de Salvatore.

Estratégias inovadoras e situação econômica favorável impulsionaram expansão

Basta acompanhar os meios de comunicação para notar o quanto o consumidor brasileiro está ficando exigente. Com o aumento e melhor distribuição na renda, está sobrando dinheiro para investir em produtos de mais qualidade.

A consequência deste fenômeno está sendo sentida pela Baggio Café, empresa centenária no cultivo dos grãos. Só em 2010, a torrefadora registrou um crescimento de 49,6% em comparação ao ano anterior.

A empresa vem crescendo significativamente ano a ano. Além do bom desempenho econômico do país, o sucesso deve-se principalmente às estratégias de negócio adotadas. “Temos um espírito inovador e isso nos tem feito atrair cada vez mais consumidores”, revela Liana Baggio Ometto, diretora comercial da Baggio Café.

Entre as principais inovações da empresa está a linha Baggio Aromas, composta por cafés aromatizados em seis versões: Chocolate com Menta, Caramelo, Amaretto, Limão, Açaí e o caçula da família, lançado em 2010, o Chocolate Trufado. “Esses são produtos que agradam em especial as pessoas que não possuem o hábito de tomar café diariamente. É um sabor marcante, que deve ser reservado para as ocasiões especiais”, explica Clodoaldo Iglezia, diretor industrial da Baggio Café.

Com um bom produto nas mãos, o desafio de uma indústria é fazer com que ele chegue até o consumidor final. E isso, a Baggio Café tem feito com maestria. “Só em 2010 conseguimos aumentar nossos parceiros comerciais em 21,5%. É uma prova inequívoca de que estamos no caminho certo”, garante Liana.

Mas não basta apenas expandir. “Além dos novos clientes, fizemos um belo trabalho de retenção dos antigos. A manutenção de uma carteira de bons e fiéis clientes é o principal segredo de um negócio de sucesso”, acredita a diretora.

Para 2011 os planos são de mais crescimento. “Estamos investindo na unidade fabril a fim de aumentar nossa capacidade produtiva. Como o mercado sopra bons ventos, estamos otimistas de que o nosso setor só deve aumentar nos próximos anos”, acredita Iglezia.

Perfil-A Baggio Café orgulha-se de oferecer um café que além de corpo, tem alma. Um café produzido por pessoas apaixonadas pela terra e que há 126 anos chegaram da Itália de carteira vazia, mas com o coração e a mente cheios de sonhos e uma fé que move montanhas. Hoje, já na quarta geração, o empenho e a dedicação para fazer o melhor café vai desde a semente até a xícara. E o resultado é uma bebida de características excepcionais.

Os cafés Baggio, como são internacionalmente conhecidos, são produzidos nas melhores regiões para plantio de cafés especiais: Alta Mogiana e sul de Minas. As fazendas da família funcionam como uma linha de montagem, onde a natureza é mantida e preservada, e todo o processo passa por um rigoroso controle para que não haja desperdícios e perda de qualidade dos grãos.

FONTE

Revista Fator Brasil

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Receita de Café Gelado


Nós os apaixonados por café bem que gostamos desta bebida, bem quentinha. Mas vem lá de fora o costume de consumir a bebida gelada. Café gelado é a nova onda do verão no Brasil, Nova York, nos Estados Unidos, e tantos outros lugares...

Além de ser muito fácil preparar, o café é uma bebida aromática, com sabor forte e ação estimulante do sistema nervoso. O café gelado é uma bebida cada vez mais consumida no Brasil, principalmente quando as temperaturas passam dos 30 graus. Procurei algumas receitas e depois de alguns testes posto aqui os que achei mais saborosos. Experimente.

Para fazer um saboroso café gelado, só precisa fazer um café normal de acordo com o seu gosto. Quando estiver pronto, coloque em uma jarra e acrescente açúcar à gosto. É importante adoçar enquanto o café ainda está quente, pois assim ele se dissolve mais facilmente. Depois leve para a geladeira por umas duas horas. Na hora de servir, coloque gelo nos copos e verta o café.

A título de curiosidade: uma xícara de 50 ml de café com açúcar possui, em média, 33 calorias. Sem açúcar, o valor cai para cerca de 3 calorias. Por isso, vale a pena utilizar adoçante, caso a sua intenção seja manter a dieta e por que não, a saúde também. Se você gosta de café, vai adorar esta receita e se não gosta, recomendamos que experimente para ver como vai mudar de opinião. Outra opção é o açúcar mascavo, como mostra a receita a seguir:

Receita de café gelado 1
Ingredientes:

- 10 xícaras de café forte
- leite a gosto
- açúcar mascavo

Modo de preparar:

Preparar o café bem forte, o equivalente a 10 xícaras. Esperar esfriar e colocar numa jarra de vidro. Guardar na geladeira. No dia seguinte, preparar o café quente, a seu gosto. Num copo, colocar gelo no fundo, o café da véspera e o café preparado no dia. Pronto! A sugestão é colocar um pouco de leite e adoçar com açúcar mascavo.

Receita de café gelado 2

-1 copo de leite
-1/2 copo de gelo
-2 colheres de café solúvel
-1 colher de açúcar

Modo de Preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador.
Depois é só servir.

Receita de café gelado 3

1 l de leite congelado
50 g de café solúvel
1 lata leite condensado
Cobertura de chocolate para sorvete
Chantilly
Chocolate em pó ou canela para polvilhar à gosto

Modo de Preparo
1.Bata no liquidificador o leite congelado em pedaços, o leite condensado e o café solúvel
2.Depois de pronto, decore um copo de vidro com a cobertura de chocolate para sorvete
3.Coloque o café gelado e por cima o chantilly
4.Polvilhe chocolate ou canela por cima do chantilly



**O consumo controlado do café traz beneficios para a saúde tais como: reduz o colesterol, auxilia no combate de doenças coronareanas, proporciona efeitos antidepressivos, reduz o risco de Mal de Parkinson, protege contra diabetes do tipo 2, desenvolve ação antioxidante e auxilia em processos de emagrecimento e na prevenção de alguns tipos de câncer (cólon e reto)...

FONTE

AQUI
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tudogostoso

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Consumo de café no Brasil bate recorde registrado há 45 anos

Jornal da Band
pauta@band.com.br

O Brasil sempre foi um dos maiores produtores e exportadores de café do mundo. O café tem conquistado tanto o paladar dos brasileiros que em 2010 já foram consumidos cerca de 81 litros por pessoa. Isso significa que os brasileiros bebem mais café do que os italianos e franceses, que são bons amantes da bebida.

O aquecimento do mercado gourmet também ajudou. Hoje existem diversas opções para quem gosta de versões incrementadas da bebida. Existe café com leite e chocolate em pó, canela e até com sorvete e chantilly.

No ano passado o consumo per capita de café torrado no Brasil atingiu marca histórica de 4,81 quilos por habitante, e quebrou um recorde registrado há 45 anos atrás.

Liderança em 2012

No período de novembro/2009 a outubro/2010 foram industrializadas 19,13 milhões de sacas de 60kg, o que representa um crescimento de 4,03% em relação aos 12 meses anteriores. Esta taxa é mais do que o dobro do aumento médio do consumo mundial de café.

De acordo com Natal Martins, diretor da área de Pesquisa da Abic, as empresas associadas, que participam com 68,4% do total de café torrado e moído produzido, mostraram uma evolução maior, de 5,93% em relação ao período anterior.

Para 2011, a Abic projeta um crescimento de 5% em volume, o que elevaria o consumo para 20,27 milhões de sacas. As vendas do setor em 2010 devem ter atingido R$ 7 bilhões e a entidade estima que cheguem a R$ 7,5 bilhões em 2011.

Dessa forma, a meta de se ter um consumo interno de 21 milhões de sacas poderá ser atingida em 2012. Com isso, o Brasil, que já é o maior produtor e exportador de café do mundo, passaria a ser o maior mercado consumidor, posição tradicionalmente ocupada pelos Estados Unidos.

Preço acima da inflação

Nathan Herszkowicz, diretor executivo da Abic, afirmou que o segmento de cafés finos e diferenciados, embora represente a menor parte do consumo, continua apresentando taxas de crescimento elevadas, de 15% a 20% ao ano.

"Impulsionado principalmente pelas cafeterias e casas de café, o segmento Gourmet correspondeu a algo em torno de 4% do mercado em 2010, ou 800 mil sacas, com uma participação entre 6% a 7% na receita, o que significa R$ 380 milhões", informou.

Com relação aos preços, pesquisas da entidade mostram que se mantiveram estáveis para os consumidores nos últimos quatro anos, com pequena elevação no decorrer do ano passado. Em janeiro, o café custava, em média, R$ 10,39/kg nos supermercados, enquanto em dezembro, o preço era de R$ 11,12/kg - uma evolução de 7%, acima da inflação do período.

fonte

jornaldaband

monitormercantil

Café aumenta inteligência das mulheres e deixa os homens embaralhados


Um estudo realizado por psicólogos da Universidade de Bristol descobriu que beber café com cafeína aumenta a performance de uma mulher em situações de estresse, mas tem efeito oposto sobre os homens. Eles se tornam menos confiantes e demoram mais tempo para concluir tarefas depois de tomar diversas xícaras de café.

Os resultados, publicados no "Journal of Applied Social Psychology", sugerem que a bebida pode ter efeitos radicalmente diferentes em ambos os sexos, em situações de alta pressão.

Segundo a Associação Britânica do Café, os consumidores do Reino Unido bebem cerca de 70 milhões de xícaras de café por dia.

Alguns dos benefícios de saúde potenciais incluem proteção contra diabetes, doença de Alzheimer, lesões hepáticas e até mesmo gota.

A cafeína presente no café é um conhecido estimulante que age no cérebro e pode combater a sonolência e a fadiga. Mas os pesquisadores queriam examinar o que o café faz com o corpo quando ele já está sob estresse, especialmente quando grandes quantidades são consumidas em reuniões de alta pressão.

Reino Unido - Beber café aumenta a capacidade intelectual das mulheres em situações estressantes, mas deixa os homens embaralhados, afirma estudo.

Para chegar à conclusão, pesquisadores da Universidade de Bristol selecionaram 64 homens e mulheres e os dividiram em pares do mesmo sexo. Para cada dupla foi dada uma série de tarefas a ser concluída, incluindo a realização de negociações, completar quebra-cabeças e jogar desafios de memória.

Ao final, os pares tiveram de fazer uma apresentação pública sobre as tarefas realizadas. Metade das duplas recebeu café descafeinado e a outra metade um copo da bebida contendo grande quantidade de cafeína.

A partir daí, os estudiosos observaram que o desempenho dos homens em testes de memória foi prejudicada entre os que beberam o café com cafeína. Este mesmo grupo também demorou 20 segundos a mais para completar os quebra-cabeças do que aqueles que consumiram a bebida descafeinada.

Já entre as mulheres, as que beberam a maior quantidade de cafeína completaram os quebra-cabeças 100 segundos mais rápido do que as demais, conforme artigo publicado no periódico Journal of Applied Social Psychology. Com informações do Daily Mail.

Os peritos acreditam que a chave para os efeitos do café sobre os sexos está na forma como homens e mulheres respondem de forma diferente ao estresse. Os homens estão sujeitos a "lutar ou fugir", enquanto as mulheres estão mais inclinadas a trabalhar juntos para resolver o problema que enfrentam.
fonte

diariodecanoas

sábado, 29 de janeiro de 2011

O Brasileiro está Consumindo mais Café


O café é uma das bebidas preferidas da população brasileira e os índices de consumo estão se consolidando, confirmou pesquisa encomendada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). No que se refere ao tipo de café consumido, a pesquisa mostra que o brasileiro continua fortemente adepto da bebida coada/filtrada (93% em casa e 96% fora do lar). No entanto, tem aumentado o consumo de grãos especiais, de melhor qualidade, embora a participação desse tipo de grão no total ainda seja pequena. Em 2008, o consumo de variedades gourmet em casa era de 1,2% do total; em 2009 passou para 2,7%.

Segundo o estudo, divulgado hoje, no ano passado 97% dos entrevistados - homens e mulheres com mais de 15 anos de idade - declararam que haviam consumido café no dia da pesquisa e também no anterior, mesmo porcentual registrado em 2008.

Há sete anos, esse índice era de 91%. Consumo de café em 2010 foi o maior já registrado no país. O aumento no consumo individual fez com que a demanda total de café no Brasil chegasse a 19,13 milhões de sacas

Cada brasileiro acrescentou 210 gramas de café a sua dieta no ano passado. Esse aumento elevou o consumo per capita do produto de 5,81 quilos, em 2009, para 6,02 quilos em 2010, maior patamar já registrado no país. O recorde anterior era de 1965, quando o consumo per capita foi de 5,91 quilos.

O volume representa um crescimento de 4% em comparação às 18,39 milhões de sacas consumidas em 2009, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic). Foi o sétimo ano consecutivo de crescimento de consumo no país.

Apesar de histórico, o desempenho manteve o Brasil como segundo maior consumidor do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. De acordo com estatísticas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os americanos consumiram no ano passado um total de 23,9 milhões de sacas. Apesar de maior consumidor mundial no volume total, cada americano compra, em média, 4,72 quilos por ano.

E a expectativa é que o ritmo de consumo no Brasil siga em alta. A Abic projeta para este ano um crescimento de 5%, o que elevaria o consumo doméstico para 20,27 milhões de sacas em 2011. Junto com o volume, as indústrias acreditam também no aumento do tamanho do mercado de café no país. Os R$ 7 bilhões em vendas registrados em 2010 podem crescer e chegar a R$ 7,5 bilhões neste ano.

Nem mesmo a valorização dos preços do café no mercado internacional devem inibir o aumento do consumo neste ano. "Nos próximos três meses o café alcança o pico da entressafra no Brasil e reajustes deverão ser feitos por parte da indústria. Mesmo assim, não creio que esses ajustes inibirão o consumo", afirma Nathan Herszkowicz, diretor executivo da Abic.

Para ele, com as boas previsões para o PIB em 2011 e o crescimento do consumo esperado para as classes C, D e E, além da previsão de que as classes A e B poderão crescer 50% até 2015, criam uma conjuntura que aponta para a manutenção do ritmo de crescimento do consumo. "O café ficou muito tempo com um valor defasado no mercado e perdeu peso dentro da cesta de alimentos do consumidor", afirma Herszkowicz.

Apesar de o brasileiro estar consumindo café como nunca e os patamares serem elevados, os volumes ainda estão distantes dos líderes. Nos países nórdicos - Finlândia, Noruega, Dinamarca - o consumo per capita de café gira ao redor de 15 quilos por ano. De qualquer forma, os três maiores consumidores do mundo - EUA, Brasil e Japão - representam juntos quase 40% de tudo aquilo que é adquirido entre todos os países.


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Preço médio do café bate recorde em leilão da BSCA


O Cup of Excellence é realizado anualmente em nove países produtores de café. Além do Brasil, o concurso acontece na Guatemala, Costa Rica, Nicarágua, El Salvador, Honduras, Rwanda (África), Colômbia e Bolívia.

No Brasil, o concurso é realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, sigla em inglês), em parceria com Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Agricoffee Consultoria em Café e Alliance for Coffee Excellence (ACE). O investimento total no evento vai de R$ 400 mil a R$ 500 mil, bancado pelo Governo federal e BSCA.

Os 31 lotes vencedores do 11º Concurso de Qualidade Cafés do Brasil quebraram recorde mundial nos leilões do Cup of Excellence, realizados via internet na terça, dia 18, ao alcançarem receita total de US$ 738.506,40.

Os lotes também bateram recorde nacional de melhor preço médio nos 11 anos de história dos leilões do Cup of Excellence no Brasil, alcançando o valor de US$ 8,32 por libra-peso, ou US$ 1.100,53 (R$ 1.846,69) a saca de 60 kg, representando ágio de 137,71% sobre o preço de abertura de US$ 3,50. Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica, com vencimento em março/11, o mais líquido, encerrou ontem cotado a US$ 2,3250 por libra-peso.

O maior lance do leilão foi de US$ 25,05 por libra-peso (alta de 964,37% ante Nova York), pago pelo consórcio formado entre as empresas Saza Coffee, Ponpon Coffee, Tabei Coffee, Maruyama Coffee (Japão) e Lucca Cafés Especiais (Brasil). Esse valor equivale a US$ 3.313,49 pagos por cada uma das 20 sacas de Cláudio Carneiro Pinto, campeão do concurso, proprietário da Grota São Pedro, em Carmo de Minas (MG). O lote do produtor rendeu um total de US$ 66.271,03.

A segunda maior cotação do pregão foi paga ao café da Fazenda Serra do Boné, em Araponga (MG), de Carlos Sérgio Sanglard, vice-campeão do 11º Concurso de Qualidade Cafés do Brasil. Seu lote, também de 20 sacas, foi arrematado pelo consórcio formado por Kyokuto Fadie Corporation, Tashiro Coffee, Time's Club for C-COOP e Coffee Libre, que pagou US$ 1.600,53 a saca, gerando um total de US$ 32.011,16.

O presidente da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, sigla em inglês), Luiz Paulo Dias Pereira Filho, ressaltou em comunicado o maior número de compradores participantes. A Marubeni Corporation, um grande comprador mundial, se interessou pelos cafés especiais do Brasil e adquiriu um lote do Paraná. Segundo ele, as empresas japonesas mantiveram seu intenso ritmo de participação e a boa novidade deste ano veio da Austrália, cujas empresas levaram muitos lotes.

Outro ponto de destaque foi a participação efetiva das empresas brasileiras no leilão deste ano. A Fazenda Camocim adquiriu, sozinha, dois dos 31 lotes ofertados. Já a Lucca Cafés Especiais integrou o consórcio que arrematou o café campeão do concurso e deu o maior lance do leilão.

Segundo a BSCA, mais de 200 torrefadoras internacionais fizeram ofertas no leilão pelos cafés especiais, além de empresas nacionais, em maior número este ano. "É importante não só pelo prêmio em dinheiro, mas pelo reconhecimento internacional", disse à Reuters Luiz Paulo Dias Pereira Filho, presidente da BSCA. 

FONTE
CANAL RURAL

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Cafeteria japonesa vende legítimo café brasileiro


Cafeteria japonesa vende legítimo café brasileiro, uma tradição no país. Tóquio é hoje uma das cidades com mais cafeterias no mundo. O café é vendido em máquinas automáticas espalhadas pelas ruas.

Que tal um cafezinho brasileiro em Tóquio com sabor de história? Ginza não é só o nome de um bairro. Com uma loja de grife em cada esquina, virou sinônimo de elegância, lugar para ver e ser visto. Para passear por aqui, as japonesas capricham no visual.

Nenhum passeio a Ginza é completo sem uma parada para um cafezinho. Uma tradição que surgiu há exatamente um século, aqui nesta cafeteria, que abriu as portas em 1910. O nome mostra de onde os japoneses importaram este hábito. Até hoje eles servem o legítimo cafezinho brasileiro.

Para o cafezinho chegar até aqui, percorreu um longo caminho, passou por uma história que mistura persistência e acaso. O responsável foi Ryo Mizuno, o mesmo homem que organizou a viagem do Kasato Maru, o navio que levou o primeiro grupo de japoneses para o Brasil.

Fazer essas viagens era caro e a empresa dele quase faliu. São Paulo precisava dos japoneses e o governo do estado resolveu ajudar Mizuno, fornecendo sacas de café de graça por um ano. Ele trouxe os grãos para o Japão e tentou vender aqui. A experiência foi um desastre.

Ninguém sabia o que era café. Todo mundo achou o líquido muito negro, muito amargo”, conta”, conta Taizo Hasegawa.

Taizo Hasegawa, herdeiro do Café Paulista, conta que Mizuno não desistiu e mandou dois funcionários a Paris, pesquisar como funcionavam as famosas cafeterias da capital francesa. Quando eles voltaram, Mizuno construiu uma cafeteria com jeito parisiense, mas nome brasileiro, uma homenagem a quem o ajudou a descobrir o café. Dessa vez, a moda pegou.

“Artistas, estudantes, escritores, todos que queriam aprender essa coisa ocidental, todos queriam provar o café”, conta Taizo Hasegawa. Durante décadas, o café seguiu sendo o lugar das celebridades. Quando John Lennon e Yoko Ono estavam em Tóquio, não deixavam de dar uma passadinha aqui. De lembrança, ele deixou um prato autografado, que está guardado num cofre.

Hoje Tóquio é uma das cidades com mais cafeterias no mundo. O café é vendido em máquinas automáticas espalhadas pelas ruas. O Japão é o terceiro maior importador de café do planeta e inventou novidades como o café com gelo, que os japoneses adoram beber no verão.

O Café Paulista virou atração turística. Quem passa pelo local quer levar uma lembrança do lugar que conquistou um Beatle e um país inteiro com um gostinho do Brasil.

FONTE

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2010/12/cafeteria-japonesa-vende-legitimo-cafe-brasileiro-uma-tradicao-no-pais.html

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Brasil Colherá 44 Milhões de Sacas de Café

 

O Brasil, único país produtor de arábica no mundo com crescente produção, o que vem garantindo o abastecimento do mercado cafeeiro mundial, colherá 44 milhões de sacas de café em 2011, dizem os números levantados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)... Em ano de ciclo baixo, a produção é superior em mais de quatro milhões de sacas en comparação com 2009...

 

A primeira estimativa para a produção de café arábica e conilon em 2011 indica que o Brasil deverá colher entre 41,89 milhões e 44,73 milhões de sacas de 60 kg do produto beneficiado. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), responsável pelo estudo divulgado nesta quinta, dia 6, isso representa uma redução entre 12,9% e 7,9% na comparação com as 48,09 milhões de sacas da temporada anterior.

 

O motivo é a bienalidade do produto, que intercala um ciclo produtivo alto e outro baixo. Se forem considerados os anos de baixa bienalidade, a safra atual será maior que a de 2009, quando a produção atingiu 39,47 milhões de sacas.

 

A área total cultivada com café no país, estimada em 2,28 milhões de hectares, é 0,4% ou 8,6 mil hectares inferior à da safra passada, que somou 2,289 milhões de hectares.

 

A maior redução se dará na produção de café arábica, com queda entre 15,9% e 9,9% (de 5,87 milhões a 3,65 milhões de sacas). Para a produção do robusta (conilon), a previsão aponta desde recuo de 3% a crescimento de 2,6%, ou seja, poderá haver redução de 340,3 mil ou aumento de 291,5 mil sacas.

 

O arábica representa 74,6% da produção do Brasil (de 30,97 milhões a 33,17 milhões de sacas) e o maior produtor é o estado de Minas Gerais, com 66,6% do total (de 20,98 milhões a 22,45 milhões de sacas).

 

Já o robusta participa com 25,4% (de 10,93 a 11,56 milhões de sacas), com destaque para o Espírito Santo, com 67,8% (7,40 a 7,86 milhões de sacas) da produção.

 

O estudo mostrou também que as chuvas registradas a partir da última semana de setembro nas principais áreas produtoras, sobretudo nas regiões sul e Zona da Mata de Minas Gerais e na maioria das áreas cafeeiras de São Paulo e Paraná, possibilitaram a elevação e a recuperação da umidade do solo. Com isso, houve estímulo para o florescimento. Nas demais regiões, as precipitações foram mais crescentes e intensas em outubro, favorecendo o desenvolvimento das plantas, a indução e a florada.

 

O levantamento foi realizado por técnicos da Conab e de instituições parceiras, no período de 8 de novembro a 3 de dezembro de 2010. Eles visitaram as áreas de maior produção dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Paraná, Rondônia e Rio de Janeiro.



FONTE

Canal Rural

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Legítimo Café Brasileiro: Tradição no Café Paulista, em Tóquio


Que tal um cafezinho brasileiro em Tóquio com sabor de história? Ginza não é só o nome de um bairro. Com uma loja de grife em cada esquina, virou sinônimo de elegância, lugar para ver e ser visto. Para passear por aqui, as japonesas capricham no visual.

Nenhum passeio a Ginza é completo sem uma parada para um cafezinho. Uma tradição que surgiu há exatamente um século, aqui nesta cafeteria, que abriu as portas em 1910. O nome mostra de onde os japoneses importaram este hábito. Até hoje eles servem o legítimo cafezinho brasileiro.

Para o cafezinho chegar até aqui, percorreu um longo caminho, passou por uma história que mistura persistência e acaso. O responsável foi Ryo Mizuno, o mesmo homem que organizou a viagem do Kasato Maru, o navio que levou o primeiro grupo de japoneses para o Brasil.

Fazer essas viagens era caro e a empresa dele quase faliu. São Paulo precisava dos japoneses e o governo do estado resolveu ajudar Mizuno, fornecendo sacas de café de graça por um ano. Ele trouxe os grãos para o Japão e tentou vender aqui. A experiência foi um desastre.

“Ninguém sabia o que era café. Todo mundo achou o líquido muito negro, muito amargo”, conta”, conta Taizo Hasegawa.

Taizo Hasegawa, herdeiro do Café Paulista, conta que Mizuno não desistiu e mandou dois funcionários a Paris, pesquisar como funcionavam as famosas cafeterias da capital francesa. Quando eles voltaram, Mizuno construiu uma cafeteria com jeito parisiense, mas nome brasileiro, uma homenagem a quem o ajudou a descobrir o café. Dessa vez, a moda pegou.

O pé de café — eis a árvore que os imigrantes acreditavam dar frutos de ouro.

Ao saborear o líquido amargo, muitos inquietavam-se: teriam atravessado o oceano para cultivar esse fruto tão amargo?

O café brasileiro já é tão familiar aos japoneses que fica difícil dissociar a palavra “café” da palavra “Brasil”.

O Brasil é o principal produtor de café do mundo, sendo responsável por mais de 30% do café produzido no planeta. Graças à instabilidade do solo brasileiro, fazendo com que haja anos de boa safra e anos em que não há safra alguma, o mercado do café oscila com facilidade no mundo todo.

Atualmente, o Japão é o terceiro maior importador de café no mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos e da Alemanha.

Nos últimos anos, Brasil, Colômbia e Indonésia têm-se destacado como os principais exportadores de café para o Japão, sendo responsáveis por 60% de todo o café consumido no arquipélago (30% do café importado pelo Japão vem do Brasil, que ocupa a posição de liderança).

As primeiras sacas de café que Ryō Mizuno recebeu em forma de doação do governo do Estado de São Paulo chegaram ao Japão em 1912. Não se sabe qual era a proporção entre o café brasileiro e o café de Java; sabe-se somente que, até 1922 (ano em que o café deixou de ser distribuído gratuitamente a Mizuno), o café brasileiro obteve a primazia sobre o café javanês.

Mizuno — que contribuiu significativamente para a vinda do Kasato-maru ao Brasil, abandonando em seguida o seu papel no projeto imigratório — batizou o café oferecido gratuitamente pelo governo estadual de “café subsidiado”.

Utilizando o café que recebia do Brasil, Mizuno fundou o Café Paulista a fim de divulgar o produto e abrir novos mercados até então inexplorados. Foram abertas ao todo 23 filiais (uma delas em Shanghai), começando na região de Ginza. O Café Paulista, já no período Taishō, lançava as bases para a abertura de novos mercados para o café e para o surgimento de novos talentos no ramo oferecendo o “café subsidiado” como um sub-produto da viagem do Kasato-maru e “café barato e comida simples a preços baixos”.


“Artistas, estudantes, escritores, todos que queriam aprender essa coisa ocidental, todos queriam provar o café”, conta Taizo Hasegawa. Durante décadas, o café seguiu sendo o lugar das celebridades. Quando John Lennon e Yoko Ono estavam em Tóquio, não deixavam de dar uma passadinha aqui. De lembrança, ele deixou um prato autografado, que está guardado num cofre.

Hoje Tóquio é uma das cidades com mais cafeterias no mundo. O café é vendido em máquinas automáticas espalhadas pelas ruas. O Japão é o terceiro maior importador de café do planeta e inventou novidades como o café com gelo, que os japoneses adoram beber no verão.

O Café Paulista virou atração turística. Quem passa pelo local quer levar uma lembrança do lugar que conquistou um Beatle e um país inteiro com um gostinho do Brasil.

Tokyo - Ginza (9) - Café Paulista (02-09-2010)


FONTE
G1

100 ANOS DE IMIGRAÇÃO JAPONESA NO BRASIL

domingo, 19 de dezembro de 2010

Chinês recria o Café Central Perk, da série 'Friends'

              É uma réplica fiel do cenário de Monica, Chandler, Rachel, Ross, Phoebe e Joey

O seriado americano “Friends”, da Warner Bros., ganhará uma versão para o cinema em 2011. A versão em longa-metragem da série, um dos maiores sucessos da televisão nos EUA, reunirá todos os seis atores principais - Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc, Matthew Perry e David Schwimmer - e será escrita e dirigida por seus criadores originais - David Crane e Marta Kauffman.

“Friends” teve dez temporadas ao todo e foi um dos seriados de maior sucesso nos EUA. Em 2004, o último episódio de toda a série foi o segundo programa mais visto na televisão americana naquele ano, atrás apenas do Super Bowl, a final da temporada de futebol americano. Astros como Bruce Willis, Brad Pitt, Julia Roberts e vários outros fizeram participações especiais no programa.

RÉPLICA DO CAFÉ CENTRAL PERK

Os nostálgicos fãs da série americana Friends, que desde 1994 faz rir telespectadores de todo o mundo, já podem reviver os melhores momentos do programa em um café que é uma cópia idêntica do famoso Central Perk - onde Monica, Chandler, Rachel, Ross, Phoebe e Joey passavam boa parte de seu tempo.

Só que, para isso, é preciso viajar à China. Na capital Pequim, o cenário foi reproduzido até o último detalhe em uma das regiões mais modernas, o distrito de Chaoyang.

                                     O proprietário Du Xin virou Gunther

O dono do café é o chinês Du Xin, que mudou seu nome para Gunther - o mesmo do personagem que gerenciava o estabelecimento no seriado e vivia uma paixão platônica por Rachel. Dois garçons também foram rebatizados, de Rachel e Joey - os dois personagens que trabalharam no café em diferentes temporadas.

"Abri este café porque essa série é muito importante para mim. Nos momentos mais difíceis da minha vida, quando a assistia, me trazia muita alegria. Quando vejo Friends, não me sinto tão só, e isso me faz muito feliz", contou o proprietário, que ressalta só uma diferença entre o "original" e a "cópia". O primeiro está localizado em um estúdio da Warner Bros, em Hollywood, e os visitantes não podem tocar em nada, enquanto no segundo podem ficar à vontade.



CAFÉ TEMÁTICO

Não faltam, entre outros detalhes, o mítico sofá no qual os seis protagonistas da comédia se sentavam com suas xícaras de café, em torno de uma mesa de centro que também faz parte da versão chinesa. Em frente ao sofá, uma televisão emite sem intervalos capítulos do programa, com sessões de "maratonas especiais" - nos últimos dias só foram ao ar capítulos natalinos.

"Foi um duro trabalho reproduzir o café. Tivemos que encomendar muitos móveis, e nos custou muito tempo. Para fazer uma simples cadeira tivemos que buscar muitas fotografias, de vários ângulos, porque na televisão as imagens passam muito rápido e não podemos vê-las detalhadamente", contou o Gunther chinês. "Espero que os atores do programa e seus fãs venham para este lado da Ásia para curtir e conversar sobre esta série neste lugar."

Relembre, no vídeo abaixo, uma das cenas de Friends no Central Perk



FONTE
VEJAABRIL

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Produção de Café: Destaque do Agronegócio Brasileiro



A Conab - Companhia Nacional de Abastecimento realiza em janeiro/2011 um leilão de 50 mil sacas de café. O estoque é do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

O Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) liberou, em maio do ano passado, a retomada da venda dos estoques antigos do grão, que foram adquiridos antes de 1989. O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, autorizou o reinício das vendas desses estoques, na semana passada, em decorrência do atual comportamento de preços e da necessidade de liberação de alguns armazéns.

Manoel Bertone - secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura - afirma que esse é um leilão que não interfere no comportamento do mercado. Como o volume de café é pequeno, o CDPC recomendou a venda gradativa. A reação do mercado será monitorada e, se houver necessidade, os leilões serão suspensos.

Mesmo com uma pequena redução na área plantada, a produção de café alcançou 48,1 milhões de sacas na safra 2009/2010, aumento de 21,9% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidos 39,5 milhões de sacas. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que divulgou hoje (14) o quarto e último levantamento da safra de café, além da bianualidade, que leva o produto a ter ciclos anuais de alta e de baixa produtividades, o clima favorável também ajudou os cafeicultores.

A produção deste ano é a maior desde 2003, quando foram colhidos 48,4 milhões de sacas. Segundo informou Bertone (ex-presidente da Garcafé) o Brasil é o único exportador de café arábica no mundo com produção crescente. Com a quebra da safra de outros grandes produtores mundiais, como a Colômbia, o país está garantindo o abastecimento do mercado cafeeiro mundial.

Alcançamos um volume recorde de exportações, numa safra que também foi bastante significativa, o que vai consolidando a posição brasileira de líder no mercado mundial”, afirmou Bertone. Do total produzido nesta safra, 32,5 milhões de sacas foram destinados à exportação, segundo o Ministério da Agricultura.

O secretário avaliou que 2010 foi um ano positivo para produtores e empresas, pois os preços melhoraram já no início da safra. “Os agricultores estão mais propensos aos investimentos do que no passado, o que significa que os preços atuais começam a superar os custos de produção”. Ele também ressaltou a importância da aceitação, recente, do café brasileiro na Bolsa de Nova York, como reconhecimento da qualidade internacional.



DO ARÁBICA AO CONILON

O café tipo arábica representa 76,6% da produção brasileira, com 36,8 milhões de sacas, enquanto o conilon, ou robusta, tem 23,4% (11,3 milhões de sacas). Minas Gerais lidera a produção nacional (52,3%), com 99% do tipo arábica. O Espírito Santo vem em seguida, com 21,3% do total concentrados em café conilon.

A área plantada na safra 2009/2010 ficou 16,3 mil hectares menor (-0,8%) em relação à safra anterior. De acordo com a Conab, 90,7% estão em produção, enquanto o restante está em formação e ainda não entrou no ciclo produtivo. A pesquisa foi feita pela estatal, entre 8 de novembro e 3 de dezembro, nos principais estador produtores, como Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Paraná e Rondônia.



FONTE
DCI